quinta-feira, 27 de março de 2008

Ouço mesmo sem medo de apertar repeat

Há coisa melhor do que chegar em casa e colocar para tocar aquela música que você simplesmente ama? Pelo menos para mim é uma das coisas mais divertidas que existem, ainda mais quando sou do tipo de pessoa que ouve sem parar mais de cem vezes o mesmo CD, aprende a cantar todas músicas (muitas vezes penso ser a própria rock star) e fico assim por meses.

Coloco repeat nas que são mais pesadas, não tenho um gosto musical exclusivo e, de jeito nenhum, vou parar de fazer isso. Sim, devo ser uma péssima vizinha, mas poderia ser pior se meu teclado estivesse funcionando, ou eu tentaria tirar as músicas de ouvido sem parar.

Bom, chega de falar besteira. Vou ouvir mais uma vez You’re crashing but you’re no wave, com muito prazer, pois a voz do Patrick Stump é simplesmente maravilhosa!

Descontraído...

Esse texto é bem simples, mas a intenção foi muito legal. A idéia inicial era escrever uma carta de despedida a um grande amigo de trabalho, mas não sabíamos como fazer. Como ele tinha muitas histórias engraçadas e tiradas rápidas, procurei saber entre as pessoas que trabalhavam conosco quais eram as melhores. A escolha foi bem difícil, mas selecionamos as mais marcantes.

Para que a carta tivesse tudo a ver com ele, que é muito bem-humorado, decidi que o melhor era fazer o texto como se ele tivesse escrito a nós. E deu certo. Todo mundo que trabalhava conosco gostou e ele ficou bem feliz com a homenagem.

Para quem não o conhece, talvez pareça um texto sem fundamento, mas para quem conviveu diariamente com ele, durante quase um ano, vai entender o que quis dizer.

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Prezadas,

Há quase um ano, quando mostrei todo meu expertise e know how (leia-se com sotaque à lá Gimenez), não imaginava tudo o que poderia acontecer. Mas sei que a partir daquele dia muita coisa mudou, para melhor.

As ensinei a terminar um namoro contando uma piada, a jogar um inocente amigo ao relento (com a calça arriada e com os braços amarrados no elevador) e a dormir à tarde na praia e acordar a noite com os papéis de sorvete grudados em você, em pleno Rio de Janeiro.

E não foi só isso: demonstrei que não é certo beber água suja da máquina de suco do refeitório logo pela manhã (Santa Cinthia), que não devo falar “Dri, terminei”, numa sala que têm muitas mães e a não questionar se o Leão é meu ou se é seu se, na realidade, é do zoológico.

Ah, sem falar de meus dotes musicais! Consigo identificar com apenas uma nota qualquer música do Roupa Nova mesmo depois de ter arrastado a Gi pela arena. Sei até cantar a música da Tetê com uma faixa do Cazuza! Tudo bem que não tenho culpa de não saber quem é Boss se vocês estavam falando da Pink, ué. Mas me dê uma palavra que lhe digo a música. Até componho!

E o que falar de vocês? Me ajudaram tanto!
Me disseram como responder um “oi, tudo bem?” para a Camata, a descobrir se uma menina está afim de você só pelo jeito dela mexer no cabelo (obrigado, Dri), a ver se uma mulher tem sutiã de bojo e a não emitir ruídos estranhos durante a paquera, mesmo que isso já tenha dado certo. Posso dizer que agora, definitivamente, me sinto preparado para conquistar a irmã da Natália Públio, pois esses papos já domino, além de saber tudo sobre menstruação, sapato, roupas, promoções (tenho até um útero)!

Bem, espero que nossa convivência não tenha sido estranha. Quando tiverem um pneu de carro para trocar me chamem, mas não caiam no tapetão.

Com carinho,
Silão.

PS: Depois de todo esse blá, blá, blá vou dizer a verdade: abrirei meu bar Reggae Night, vou comprar minha jibóia, vou fazer uma tatuagem de dragão com uma índia e vou levar, sim, a régua de 40 centímetros, afinal, não vou deixar minha afro-descendência aqui com vocês.

terça-feira, 25 de março de 2008

Quero fugir para o México!

Desde pequena tenho uma admiração pela cultura latino-americana e sonho em conhecer o México. Não, essa vontade não surgiu assistindo Chaves quando era criança ou com as superproduções da teledramaturgia mexicana, é uma vontade nata que não sei de onde surgiu. Talvez seja porque eu goste bastante de ler sobre os costumes e tradições desse povo tão rico em ensinamentos ou ainda por seus monumentos tão singulares.

Na verdade, me encanta saber que aquele lugar é um paraíso com paisagens maravilhosas e únicas, praias e construções com milhões de anos, contribuições de gerações antigas. Mas ao mesmo tempo em que me admiro com tanta beleza também me amarguro com a pobreza de um povo que sofre tanto ou mais que o nosso e isso não é encantador para ninguém.

Quem sabe um dia vou para lá, onde as comidas são mais quentes e as músicas mais dançantes. Nome duplo eu já tenho, só falta a passagem!

domingo, 23 de março de 2008

Quem dera valorizá-la da maneira que ela realmente merece...

O despertador toca. São seis horas da manhã e Estela já tem que levantar. Pega os óculos ao lado da cama e caminha até ao banheiro. Ao olhar para o espelho não se acha bonita. Os defeitos de sua face logo sobressaem, mas não porque são visíveis, aliás, nem perceptíveis são.

Estela não gosta da imagem que vê todos os dias quando levanta, não se fala “Bom dia!”. As únicas coisas que pensa ao olhar seu reflexo é o fato de não estar com o mesmo peso da semana passada e que seu cabelo está mais amassado que nunca. Nem vale a pena citar o desespero dela quando vê um sinal de expressão que não existia perto dos olhos.

Quem cruza com Estela na rua nem se atenta a esses detalhes tão insignificantes, percebe apenas que aquela moça está um pouco cabisbaixa e nem olha para o lado. Se soubesse que sua beleza natural é comparável apenas a sua inteligência. Ao chegar ao trabalho coloca as coisas em cima da mesa: uma bolsa, uma revista de ginástica que acabou de comprar e um livro não muito conhecido, gosta de ler. Trabalha quase 10 horas diariamente é considerada uma das melhores funcionárias da empresa. Durante todo o dia escreve matérias dignas de quem está de bem consigo mesma, mal sabem o quanto ela briga com sua aparência.

Esse pode ser o retrato de muitas mulheres que dão mais valor à imagem refletida no espelho ao seu intelecto. Muitas nem ao mesmo sabem como designar o belo e por isso se subestimam. É difícil acreditar que Estela recuse a se enxergar todas as manhãs. Também é só ligar a televisão para perceber o quanto corpos e rostos são cultuados dentro e fora da telinha, a maioria desses diferentes do dela. São semelhantes aos expostos em propagandas nas ruas e nas páginas das revistas, que se forem destinadas ao público feminino sempre têm uma dieta nova ou uma tendência cosmética que acaba com todos os problemas estéticos em tempo recorde. Eu conheço vários.

Ah Estela! Realmente é difícil não ficar de fora dessa realidade, mas se você não se valorizar quem fará isso por você? Talvez falte um pouco de brilho no olhar para enxergar o quão singular você é, aliás o quanto somos. Ninguém é igual a ninguém, por isso valorizar a essência de cada um como um ser único é uma obrigação, mesmo sendo uma qualidade de poucos. Largue os modismos que só demonstram o quanto a beleza forçada é massificada e artificial.

A escolha é sua, basta acordar e falar antes de tudo “Bom dia!” para perceber a imagem que o espelho realmente reflete todos os dias.


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O texto pode até parecer um pouco um desabafo, mas não. Acho que é um sentimento comum a várias mulheres...

Quando a gente precisa de um pouco de confete...

Há tempos estou me sentindo um pouco diferente. As pessoas com quem convivo sempre me perguntam se ando brava, desanimada ou porque estou tão quieta. Talvez seja porque estou me policiando para não falar tão alto como de costume e ando um pouco mais pensativa, já pondero bem mais quando quero brincar com alguém. Definitivamente braveza e desânimo não são adjetivos aplicáveis a mim. Quietude pode ser em alguns momentos, principalmente quando estou receosa.

Sou do tipo de pessoa que não gosta de falar de seus sentimentos, prefiro ouvir o que os outros tem a dizer. Gosto sim de falar bastante, rir de coisas simples, mas não de falar tão abertamente sobre mim, vou quebrar um pouco essa barreira...

sexta-feira, 21 de março de 2008

Infância (des)controlada

Juca jogava bola todos os dias. Corria para lá e para cá com a pelota debaixo do braço chamando os vizinhos para participar. Sempre brincava de esconde-esconde e toda vez queria ser o último a correr ao pique e gritar ‘Salvo o mundo’, para que todos os que haviam sido pego antes voltassem à brincadeira. Não gostava nada nada de brincar de ‘rei da rua’, pois achava muito mais divertida a idéia de salvar o mundo.

Os anos passaram, a bola e o esconde-esconde ficaram para trás. As mulheres passaram a ser mais interessantes e o estudo virou prioridade. Juca começou a trabalhar e formou-se em engenharia. De fato, queria construir algo melhor, mas os projetos eram bem mais limitados a prédios e construções públicas. Nada mais de salvar o mundo. Havia crescido.

Casou-se aos 30 anos e após dois anos Matheus nasceu. Muito dedicado, sempre quis estar presente na vida do filho - também seria uma ótima oportunidade para recuperar todas aquelas brincadeiras de criança. Mas as coisas mudaram bastante. Matheus não gostava de jogar bola, preferia matar seres mitológicos. Também não gostava de brincar de esconde-esconde, era bem mais interessante brincar com personagens virtuais, gostava de controlar suas vidas.

Foi então que Juca percebeu que salvar o mundo não parece tão interessante para a nova geração, que adora ficar horas e horas na frente da TV ou do computador, até jogam bola lá. Eles não chamam mais os vizinhos no portão para brincar na rua, preferem se reunir em algum programa de conversação eletrônico. Tudo é feito on-line.

Por pouco pensa que tudo está descontrolado e perdido, mas logo ri e pensa: será que eles vão crescer com vontade de controlar as pessoas? A resposta é imediata: tomara que não! Juca espera que pelo menos o filho tenha boas recordações de seu tempo de infância, assim como tivera, e que arranje uma namorada à moda antiga, e não pela internet.

quinta-feira, 20 de março de 2008

More than high society beautiful people

Sentada em uma mesa luxuosa, rodeada de pessoas, algumas conhecidas, não me sinto à vontade. A primeira coisa que vêm à cabeça é de que deste mundo não faço parte e me fizeram ser, em momentos, parte dele.

Absurdo, mas nem tanto assim. Várias pessoas gostariam de estar em meu lugar agora e, para surpresa alheia, eu simplesmente não gostaria. Não vejo graça em vestidos que mais parecem lustres, em sapatos bem mais caros que um mês de trabalho para muitas famílias e em roupas que ficariam melhores se não fossem combinadas.

São mulheres de ‘garbo e elegância’ produzidas para mulheres, homens que só as observam e que, no fundo, estão loucos para ir embora e trocar seu traje de gala por uma bermuda. Não vou dizer que não gosto de sair bem-vestida, mas a combinação de frescura com luxúria me parece perigosa, melhor acreditar que para estar bem arrumada é preciso ter senso.

Situações simples e conversas divertidas/sinceras certamente têm mais glamour, afinal prestariam mais atenção em você do que no seu sapato enquanto fala!

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Escrevi este texto durante a cobertura de um evento em São Paulo, bem conceituado entre 'empresários de sucesso'. A situação de extravagância não me deixou nada à vontade...

terça-feira, 18 de março de 2008

Pensamentos e besteiras...

Adoro ter momentos comigo mesma. Depois de tanto trabalho e correria da faculdade julgo merecer um pouco essa parte do meu dia, afinal não é fácil estar a maior parte do seu tempo fora de casa, longe dos familiares e de tudo aquilo que é seu. Contudo, penso em como poderia ser se eu não tivesse feito nada do que fiz. Acho que a reta final, quase graduada, me faz pensar no que eu desejava quando entrei na faculdade e como me vejo agora.

Muitas são as diferenças. Se eu começasse a listá-las não teria tempo e espaço para descrever. Há pouco tempo nem poderia pensar do que eu seria capaz de fazer, produzir, imaginar e realizar – superei meus medos. Mas o que eu posso dizer com toda a certeza do mundo é que nunca deixei de tentar, isso mesmo: tentar ser melhor a cada dia!

Dizem que as pessoas quando nascem carregam consigo as características de um signo e, mesmo não acreditando nessas besteiras de previsões futuristas, posso dizer que sou uma típica sagitariana. A palavra de ordem eu obedeço: eu posso! E como palavras não me faltam tento levar isso comigo todos os dias ao levantar, até porque não posso negar à influência da minha preguiça matinal e todo aquele pequeno mau-humor que não me pertence no restante do dia. Mas mesmo percebendo o quanto amadureci, aprendi, chorei (e como), ri e corri atrás do que eu queria, vejo que estou no começo, iniciando pensamentos e os colocando pouco a pouco no papel (meu principal instrumento de trabalho). Todas pequenas percepções, porém verdadeiras.

Não sei se alguma vez em minha vida pude chamar a atenção de alguém escrevendo, bem que eu queria. Amo o que faço, admiro meu caminho e percorro meu sonho, principalmente de me tornar uma pessoa que possa inspirar as outras por suas palavras e gestos, pois as percepções são muitas e devem ser instigadas. O que posso dizer? Adoro isso...

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Me sentia assim há um ano, a essência continua a mesma...