sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Ele confia cegamente em nós?

Li a notícia do Bruno Garcez na Folha On-line desta semana e não resisti, tive que postá-la aqui. Só fica uma pergunta na minha cabeça: será que o povo é tão "juiz sábio" assim?

Tenho minhas dúvidas. De qualquer forma o presidente diz que confia plenamente nele (povo) e critica a imprensa brasileira, esquecendo que os jornalistas também estão inclusos neste conjunto de pessoas. Afinal, vivemos no mesmo país e estamos sujeitos as mesmas leis...

É, ele deveria confiar cegamente em nós também...

Em Nova York, Lula critica imprensa brasileira
por BRUNO GARCEZ - enviado especial da BBC Brasil a Nova York

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou farpas contra a imprensa brasileira em diferentes pronunciamentos realizados nesta segunda-feira em Nova York, onde se encontra para a Assembléia Geral da ONU, e afirmou que o povo é ''um juiz sábio'', capaz de distinguir notícias falsas das verdadeiras. Pela manhã, Lula demonstrara irritação com uma reportagem publicada pela Folha, que dizia que o governo iria permitir uma nova rodada de aplicação do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) na aquisição de ações da Petrobras.

O governo autorizou, há sete anos, que o FGTS fosse usado por trabalhadores para a compra de ações da Petrobras. Segundo a Folha, a Petrobras captou R$ 1,6 bilhão com a medida e o investimento rendeu 766,8% aos que adquiriram as ações. A reportagem afirmava que o governo Lula iria autorizar o uso do fundo de garantia na capitalização da Petrobras para explorar o petróleo da camada pré-sal. ''Eu acho abominável alguém fazer uma manchete daquele jeito, sem nunca ter conversado comigo e sem que eu nunca tivesse pensado na idéia'', afirmou Lula, durante a manhã de segunda, após um evento da Embratur realizado em Nova York, que visava promover o turismo no Brasil.

De acordo com o presidente, o texto constituiu uma ''irresponsabilidade, porque isso mexe com o mercado, mexe com as ações. Se alguém quer dizer que o presidente da República pensa alguma coisa dessa magnitude, no mínimo deveria ter tido a responsabilidade de me consultar ou ao ministério da Fazenda, do Planejamento, do Trabalho ou ao presidente do Banco Central''.

Durante a tarde, Lula voltou a fazer críticas à imprensa, durante a entrega de um prêmio na sede da ONU -- ironicamente entregue pela agência de notícias Inter Press Service --, mas, desta vez, suas farpas pareceram não ser dirigidas contra um alvo específico. ''A disseminação da audiência não pode ser pautada exclusivamente por índices ou pela lógica empresarial'', afirmou, para, em seguida acrescentar que ele confia ''cegamente na inteligência do povo''.

De acordo com Lula, ''o povo consegue distinguir a verdade da mentira e sente nos olhos de quem está falando na televisão, na voz que está falando no rádio e nas palavras dos jornais, o que é verdade e o que não é verdade''. ''Eu digo todo dia no Brasil que o povo é um juiz sábio e soberano. Entre tantas verdades e inverdades, entre tantas coisas feitas de boa fé e de má fé, eu tenho a convicção de que o conjunto da sociedade consegue separar o joio do trigo.''

PS: Ninguém quer conversar com ele? Ah! Me poupe...

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

No mínimo confuso...

Intervalo de curso, estava lá conversando com minha amiga Amira e eis que um menino vem na minha direção para dizer oi. Olho para ele e falo de cara, feliz da vida: “Nossa, Johnny, quanto tempo eu não te via, no mínimo uns seis anos, desde a época do colegial!” e já vou apresentá-lo para Amira , dizendo que ele havia estudado comigo, que jogava RPG junto com ele e mais uns amigos e blá blá blá (relembrando as boas e inesquecíveis épocas do colégio).

Até ai tudo bem, pois como uma pessoa educada é bom fazer as apresentações. Entretanto, ele vira e fala: “Nossa, Mariana, acho que fazia uns dois anos que não te via, não seis...”. Dei risada e respondi que meu nome não é Mariana, mas Gabriela e ele solta uma gargalhada “Puts, é mesmo! Você vivia falando que eu parecia esse Johnny aí...”

Fiquei de todas as cores possíveis e me senti mais uma vez uma idiota de carteirinha, para variar. Por um momento esqueci que eu tenho o dom de confundir pessoas em situações tão simples quanto esta. A conversa parecia de doido até eu lembrar que na realidade aquele menino era o Paulinho, que foi patrulheiro onde trabalho (tenho culpa se ele é a cara do Johnny?).

Durante um bom tempo ele diariamente vinha em minha mesa, fazia piadas, pegava meu chocolate – essa parte eu não gostava - e voltava no outro dia, com mais correspondências e bom humor. Era engraçado à beça e acho que o reencontro com ele depois de tanto tempo não poderia ser diferente...

Por isso, aqui fica uma lição: se faz tempo que não me vê e se me encontrar na rua, do nada, já se apresente direto “Olha, eu sou o fulano e te conheço de tal lugar”, senão essa história se repetirá por toda a eternidade...

domingo, 21 de setembro de 2008

Levanta, Manuela!

Tem dias que Manuela não quer sair da cama. Enrolada nos lençóis a vida parece ser bem mais fácil do que parece, pois se ficar quente é só tirar o edredom; e se ficar frio é só voltar a se cobrir. Deitada na cama, a escolha mais difícil que tem a fazer é se quer se levantar e ir ao banheiro, tomar um banho ou ir à cozinha comer algo. Pode voltar quando bem entender.

Enrolada nos lençóis, Manuela tem o poder de decisão de tudo: pensa nas coisas que deseja, escolhe quem pode estar ao seu lado e se não gosta do sonho é só acordar, mas pode voltar a dormir e sonhar de novo se quiser. Para dizer a verdade, por mais que aquele seja o lugar ideal, Manuela sabe que os lençóis só poderão oferecer conforto, nada além disso.

Será que é lá mesmo que ela quer ficar?

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

O horário eleitoral merece um pouco de atenção...

Em um breve momento de descanso, logo após o almoço, ligo a televisão para assistir algum programa. Para minha surpresa relembro que estamos em período eleitoral e é época de campanha política na televisão. De cara demonstro minha total indignação com aquilo; afinal, em uma tarde de sábado o que desejava era, pelo menos, assistir a um telejornal ou então um programa que falasse sobre qualquer coisa, menos política (apesar de gostar do assunto).

Com imensa vontade de desligar o aparelho reflito e me controlo, mas não consigo resistir a tentação que acredito ser semelhante à de milhares de brasileiros. Contudo, antes de apertar a tecla desligar de meu controle remoto decido dar mais uma chance ao horário eleitoral. Quem sabe não acho algo interessante e consigo conhecer outros candidatos?

É justamente aí que começo a me surpreender com as falas de diversos almirantes a um cargo na câmara municipal. Em menos de 8 segundos têm que deixar sua mensagem aos telespectadores que, aliás, aguardam com ansiedade a hora em que seu programa predileto voltará a ser exibido no horário habitual. Neste exato momento começo a prestar atenção em nossos futuros representantes, assim como em suas propostas.

É visível que a maior parte prefere fazer trocadilhos, gritar como loucos ou ainda colocar aquelas músicas que nunca mais serão esquecidas por nosso subconsciente ao falar de seus projetos, isso caso sejam eleitos. Poucos são aqueles que demonstram em míseros segundos suas propostas e objetivos, que nem sabemos se são verídicos ou não. Isso para não falar que é quase inexistente um candidato que fale sobre os projetos que já desenvolveu durante seu mandato.

Terminado o tempo de exibição e após uma breve análise, me vêm à cabeça quantos daqueles estão prontos para administrar alguma coisa. De qualquer forma, ao meu ver, nunca é tarde para descobrir que em alguns minutos dedicados ao horário eleitoral não são tão ruins como parecem. Pelo menos dá para perceber quais números jamais serão apertados nas urnas...

(PS: texto é velho, mas é incrível como dá para usá-lo em todas as eleições! Se colocar uma lona em cima vira circo!)

sábado, 13 de setembro de 2008

Por alguma razão não sei explicar...

Os sonhos são esquisitos, mas adoráveis. Eu constantemente sonho que estou em tantos lugares conversando com pessoas diferentes, dificilmente são pessoas conhecidas. Quando eu era adolescente já aconteceu de eu conversar muito com um cara várias vezes (parecia ser amigo de longa data) e muito tempo depois o vejo do nada na rua em outra cidade, que por acaso eu estava em excursão com o colégio e meus amigos. Não fui falar com ele, apenas fiquei paralizada e sem reação. Enfim, vai saber?

Mas sem dúvida nenhuma um dos mais estranhos que tive foi quando sonhei que estava no show do Coldplay, só que nem conhecia o trabalho dos caras (só Clocks) e nunca havia lido ou parado para escutar algo sobre eles. E lá estava eu, no meio da multidão cantando certinho músicas que nunca havia ouvido com pessoas que não conhecia a noite toda. Naquele dia acordei com tanta dor nas pernas e extremamente cansada, de tanto dançar e pular em um show de uma banda que só conhecia uma música, que tive que pesquisar sobre eles. Pergunte se hoje consigo parar de ouvi-los?

Há várias explicações sobre como interpretar estes sonhos, uns falam que nossa alma vai no lugar com aquelas pessoas que sonhamos, outros que são reflexo de nossos desejos mais absurdos. Há também os que definam como sendo brincadeiras de nossas mentes. Sei lá no que eu acredito, prefiro não levar à sério nenhuma dessas hipóteses. De qualquer forma, no caso do Coldplay, fiquei feliz por ter ido ao show na faixa...

Agora vou escutar novamente Viva la vida, música que dá nome ao quarto álbum deles (referência a uma obra de 1954, da artista mexicana Frida Kahlo). Uns dizem que eles são chatos, sinceramente não penso assim. Gosto bastante das batidas definidas, dos acordes, das letras e do piano, ah o piano!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Apenas 48 garrafas de Jack Daniel's...

A vida é estranha às vezes. Escrevia justamente sobre ‘pedra na vesícula’ e outras coisas relacionadas ao fígado humano (olha que assuntos) e recebo a seguinte notícia, às 10h03, pelo Maxpress:

Amy Winehouse revela paixão por Jack Daniel's e pede 48 garrafas do uísque em evento - Quarenta e oito garrafas de Jack Daniel's - o célebre uísque americano do Tennessee - foi o singular pedido da maior diva da música pop atual, a cantora Amy Winehouse, à organização do Bestival, realizado neste fim de semana na ilha de Wight, no sul da Inglaterra. A inusitada exigência ganhou destaque na mídia inglesa e é prova da tradição do uísque Jack Daniel's”.

Isso pode até provar a tradição do JD’s, mas não é uma revelação de paixão da cantora pela bebida. É prova, sim, da falta de amor que a “Amy” tem por seu fígado, que vai precisar ir de uma vez por todas para a Rehab, mesmo que ela diga “No, and no and no!”.

Mas uma coisa que não entendi até agora foi porque ela pediu justo Jack Daniel’s se ela gosta de qualquer droga. Eu não bebo, mas meus amigos adoram a bebida e falam super bem da qualidade e do sabor.

Antes dessa notícia eu sinceramente pensava que ela gostasse de vinho, mas enfim deixe-me voltar a escrever sobre o fígado e o mundo encantado da bile (eca!), mesmo que ele não seja tão interessante assim...

Voltando ao trabalho...

* Deixando claro que não estou falando sobre a qualidade do Jack Daniel’s e nem poderia falar isso, porque não bebo...
** Também não entendi porque eles, do Jack Daniel’s, ficaram tão felizes para terem divulgado essa nota se a cantora, apesar de muito talentosa, não é exemplo de escolha para ninguém...

Já sei, já sei: está duvidando de mim e quer ver se a notícia realmente saiu? Clique aqui.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Quantas vezes você já sentiu idiota hoje?

Pelo dicionário, idiota é quem diz ou faz tolice, que sugere ou constitui idiotice e que tem comportamento idiota, resposta idiota. Seu antônimo é esperto. O fato é que esse adjetivo está presente no dia-a-dia de cada pessoa e, pelo menos para mim, é definido mais como um sentimento que me toma alma muitas vezes.

Ontem mesmo ao sair para trabalhar me senti assim, tão idiota. São aproximadamente 20 minutos de minha casa até o outro lado de Campinas, então a melhor forma de tornar esse tempo mais agradável é ouvir música. Até ai tudo bem, mas eu sou do tipo de pessoa que não se contenta em ouvir somente, preciso provar sei lá para quem que também sei cantar todas as músicas do CD, até porque ouço várias vezes a mesma canção. Quando o cantor pensa que pode gritar então, ai que solto a voz mesmo; horrível, porém tento cantar.

Já imaginou a cena? Tenho certeza que metade das pessoas que passam com seus carros ao meu lado pensam que sou louca, idiota mesmo. Olham com cara de que nunca fizeram aquilo e certamente me julgam por cantar tão freneticamente. Não importa, mesmo sabendo que meus dotes artísticos são bem fraquinhos e quase inexistentes, preciso tornar o caminho ao trabalho mais divertido, mesmo que nonsense.

Este não é o único momento do dia que me sinto idiota. Me sinto assim quando é impossível controlar o bocejo quando abrem aquele bocão, ou quando você faz isso no meio de um monte de gente, sem parar; quando fico desesperada se vejo uma lagartixa lá longe e tenho certeza que ela me perseguirá até a morte, insisto nisso. Também me sinto idiota quando faço algum comentário e vejo que perdi uma excelente oportunidade de ficar quieta, ou ainda quando alguém vem falar comigo animado e nem sequer lembro o nome da pessoa.

Além disso, posso dizer que me senti uma verdadeira idiota quando sai correndo para tirar uma foto com uma pessoa que admiro o trabalho, mas não deu certo e fiquei pagando de tiete, lá na frente de todo mundo...

Enfim, melhor terminar aqui para que este texto não fique ainda mais (como posso dizer?) idiota...

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Se puder ler hoje...

Meu gosto pela leitura começou quando eu tinha uns três anos lendo "Maneco Caneco, chapéu de funil", mas perdi este livro que ganhei da minha Tia Renata poucos anos depois. Foi então que comecei a procurar e a ler outros, para achar meu novo livro/texto predileto. Essa tarefa é muito difícil, mas depois de tantos anos já tenho alguns favoritos...

Se você me perguntasse hoje: "hey Gabi, qual texto/livro/autor você mais gosta?", eu com certeza diria que adoro crônicas e sugiriria quatro textos excelentes:

- Homem no Mar, do Rubem Braga;
- Ser brotinho, do Paulo Mendes Campos;
- O nascimento da crônica, de Machado de Assis.

Opa, faltou um! Mas esse é um livro-reportagem e não crônica. Mistura história de uma pessoa, do Brasil e muito jornalismo investigativo. A idéia de tornar uma história individual em história pública é algo que me encanta, e posso dizer que Fernando Molica, um dos meus escritores e jornalistas prediletos, faz isso com maestria.

Para quem gosta de histórias reais, "O homem que morreu três vezes" é uma boa escolha. Só aviso que depois de ler esse livro viciei nos textos dele, agora não tem mais jeito. Assim que terminei de ler, minha vontade era sair correndo atrás de uma história tão boa; confesso que ainda não desisti!

Esse comentário pareceu mais um "minutos de cultura com Gabi", mas estou longe disso. Aliás, não estou nem um centímetro perto...

PS: se você achar um "Maneco Caneco, chapéu de funil" perdido por aí ou se tiver um e nem der bola para ele, pode me mandar por sedex. Eu passo meu endereço! risos

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Mais homens na TV, por favor!

Não, não sou machista ou vou pedir que goo goo boys saiam das suas casas noturnas para rebolarem na TV, definitivamente não é isso. Aliás, meu comentário é breve e passa justamente a imagem contrária...

Acho que não sou a única mulher que já está cansada de outras com pouca roupa por ai, mostrando seus atributos naturais em campanhas publicitárias, em comerciais de cerveja e em programas televisivos, enchendo a poupança de dinheiro. Acho que também não estou sozinha a pensar que cada vez mais as popozudas dominam nossas vidas e a TV, pois sempre estão lá no canto do palco rebolando e dançando como loucas descompassadas e tomaram conta dos humorísticos e programas esportivos.

Isto não é uma generalização, até porque muitas são ‘boas’ também no sentido profissional - como diriam uns amigos meus - e até concordo que grande parte é bonita e talentosa. Entretanto, muitos programas e propagandas publicitárias pecam ao explorar a mulher como uma coisa sem cérebro, sem capacidade de raciocínio, apenas um bumbum, belos seios e pernas perfeitas! Apenas para despertar o desejo...

Por isso que seu eu pudesse faria uma campanha prol programas com homens no comando, a exemplo do CQC e RockGol – um de jornalismo diferente e o outro esportivo muito bem humorado. Para serem bons eles não precisam ficar rebolando na tela (graças a Deus), não colocam popozudas dançando ao fundo e apenas fazem um trabalho mais que bem feito...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Melissa chuta ao gol...

Melissa adora futebol, mas ninguém a deixa jogar. A turma da sua rua é só de meninos e ela só pode brincar quando é queimada. Por isso, fica assistindo e pensando em como seria bom se estivesse ali, jogando com todos eles. Após cinco minutos não se controla e pede para entrar na partida e os desafia, afinal quem poderia perder para ela?

Eles riem, não dão a mínima e ela continua a cutucá-los. “Será que não querem perder para uma menina?”. Melissa entra no jogo como café-com-leite e fica responsável em proteger o canto esquerdo do campo, somente do lado da grande área (que na rua é bem pequenina), é quase uma gandula. No início, só busca as bolas que são chutadas com força para fora do campo. Na realidade ninguém quer deixá-la jogar, justificam dizendo que não querem machucá-la.

Melissa não é de reclamar, porém começa a desanimar no meio do jogo. A bola parece algo inatingível, longe da sua realidade e o caminho mais provável naquela partida - na qual ela era uma jogadora praticamente imaginária – era sair e sentar na calçada, ou o banco, como queiram chamar. Quando estava a deixar a partida a bola rola em sua direção. Dribla um, desvia de outro e chuta sem direção. A bola vai para fora, mas ela recupera sua confiança.

Aos poucos, conquista cada um dos meninos e fica empolgada em participar de tudo aquilo. Seu lugar não é mais ali do ladinho, a chamam para ir mais ao meio da quadra improvisada. Gosta de sua nova posição.

O primeiro tempo termina e mudam de lado no campo. Após o início da partida a confusão interna é grande e a bola sobra para Melissa, que consegue se virar muito bem na situação. Ela chuta a gol, mas na direção errada. O time adversário comemora a atitude da menina, que de tão empolgada com os dribles se perdeu e fez gol contra.

Vermelha, ao perceber o que acaba de fazer, ela ri sem graça do feito e complementa: “tudo bem vai, não vale porque sou café-com-leite!”. Ninguém fica bravo, já que todo mundo erra no começo. Agora ela sempre é convidada a jogar e a segunda a ser escolhida, seja qual for a equipe.