segunda-feira, 10 de novembro de 2008

E eu que queria ser ela...

Bonita como ela só, não perde tempo com besteiras. Vai logo ensaiando o que falará às várias pessoas que aguardam suas palavras, sentadas confortavelmente nas poltronas de sua sala. Ela nem ao menos sabe se prestaram atenção ou não em seu discurso.

Mesmo observada por todos os lados, não fica envergonhada e conversa sobre tudo com todos. Sabe que são as conversas que guiarão suas inspirações e sua mensagem, não há como duvidar disso. Não demora muito para que dê as ordens para registrar a informalidade alheia, já que não pode individualizar as informações que acabara de receber. Este é seu trabalho.

Observando de longe não tenho como dizer se ela é bacana ou não, se gosta do que faz ou se acha todo este processo uma chatice. Também não sei dizer se ela sabe o quanto ouvir Cindy Lauper é divertido, se gosta de chocolate ou se sente cólica de vez em quando. Será que ela canta no chuveiro? Não sei, apenas tento imaginar o que passa em sua mente, mas só consigo refletir se pelo menos ela reconhece a importância de seu cinegrafista. Pelo visto não muito, infelizmente.

Por que estou pensando nisso? Estes detalhes eu poderia moldar do meu jeito, só precisaria estar ali conversando com aquelas pessoas, acertando o que falta. Queria apenas participar da construção do que vejo a uns dez metros de distância. Na verdade eu só queria ter a oportunidade de ser ela...

2 comentários:

Armando Maynard disse...

Ela é simplesmente "SENHORA DE SI",pode até despertar inveja(no bom sentido), mas quando você a conhece DE PERTO que decepção!...Um abraço,Armando(lygiaprudente.blogspot.com)

Gabriela Angeli disse...

Hahaha! Só espero que ela seja uma boa pessoa e que dê valor ao que faz. Isto já seria o suficiente... rs

Beijos e obrigada!