sábado, 27 de dezembro de 2008

Essa aqui vai para o meu Orkut...

Se há algo nesta vida que me faça rir todos os dias este "algo" é o Orkut. Muitas vezes já pensei em deletá-lo ou esquecê-lo por um tempo, mas é praticamente impossível. Basta eu digitar meu login e senha para que eu lembre porque não consigo desligar deste bendito site de relacionamentos: adoro observar as pessoas tentando mostrar e/ou sustentar pelas fotos aquilo que na maioria das vezes elas não são, sempre plastificadas pelo photoshop.

Tudo bem, que atire a primeira pedra quem nunca tirou uma foto e disse: "Ai, essa aqui vai para o meu Orkut!". Até esta pessoinha de 1,57 que vos escreve já fez isto e não faz muito tempo. É ridículo você pensar em tirar uma foto só para colocá-la lá, com o único intuito de mostrar como você fica linda(o) naquela pose no banheiro, na piscina, vestido de Zorro no zoológico, mostrando o bumbum na mesa de bilhar ou como seu nariz diminui quando você tira foto fazendo biquinho.

Aliás, se há uma coisa que não falta no Orkut são as fotos com biquinhos. É gente fazendo biquinho na praia, outros tomando cerveja, em frente ao espelho, sentado em cima do cachorro, de biquini na praça, pulando de bung-jump, enfim não faltam lugares e opções de biquinhos para todos os tipos e idades.

Também não posso me esquecer das tiradas quase em plano fechado, ou do peito para cima, como preferir. Estas são tão boas quanto as já citadas e mostram uma diversidade de caras e bocas (biquinhos inclusos), penteados diversos, gente com o copo apoiado no peito tomando sei lá o que de canudinho (sem trocadilhos), outros numa pose mais minimalista e os que têm uma foto mais pensativa ou com cara de mafioso.

Tem ainda aquelas tiradas durante a micareta ou naquela balada chata pra cacete, que só está disponível no profile para fazer ciúmes ao ex-namorado ou para mostrar para chata da amiga da sua amiga que você se diverte muito por aí ao contrário do que ela pensa. Sim, conheço várias pessoas que fazem isso e você deve conhecer também.

Entretanto, as que mais despertam meu riso são as tiradas com o intuito de transformar a tal pessoa em uma modelo, quase um exemplo de beleza do Orkut. E é aí tudo é permitido, desde tirar uma foto em cima do fusca do seu tio numa pose muito contraditória até imitar uma destas propagandas bem produzidas que saem na Elle, Vogue ou Marie Claire ou até a capa da revista Nova, mesmo passando de idiota. Afinal, se estas pessoas realmente levassem jeito para serem modelos não estariam fazendo biquinho no Orkut, mas na própria página revista.

Enfim, se você quiser elaborar sua própria listinha de poses cretinas que um ser humano é capaz de fazer para colocar no Orkut, basta dar um refresh no seu navegador e aposto que pelo menos uma das nove fotinhas, que aparecem ao lado direito de sua tela, se encaixará em uma das situações descritas acima. Qualquer coisa é só entrar no álbum de seus amigos ou conhecidos (inclusive no meu), pois em no máximo três tentativas você achará seus próprios exemplos.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Um sonho de Cinema Paradiso...

A paixão de Alan pelo cinema começou bem cedo. Aos 7 anos, ao entrar na sala escura, seus olhos encheram de lágrimas e mal podia acreditar na imagem que via naquela tela enorme; achava que os cavalos do filme estavam bem atrás dela. Havia ficado encantado com a possibilidade de ver inúmeras histórias, bem à sua frente.

E como uma boa criança de 7 a 10 anos, Alan colocou na cabeça que deveria ter um cinema só dele. Descobriu na cidade na qual morava um homem que tinha um projetor e, por acaso, era pai de um amigo seu. Durante um bom tempo tentou negociar com o tal homem a venda do equipamento e, após várias tentativas, o pai de seu amigo enfim vendeu a aparelhagem para o jovem garoto, pois não aguentava mais tanta insistência.

Mas ele ainda não estava contente. Já mais crescidinho comprou uma nova casa e conseguiu toda a aparelhagem que precisava trabalhando como jornalista e cantor. Começou então a deixar o portão de sua casa aberto para que todos pudessem entrar e assistir suas relíquias. Tinha montado seu próprio cinema.

Amante das velhas películas, Alan sempre aceitava doações de filmes antigos e também fazia trocas com outros cinéfilos. Nesta época já tinha mais de 300 obras e orgulhava-se de ter viajado para vários lugares do Brasil só para buscar um novo filme, porém não foi preciso ir muito longe para buscar o último: um rolo de película de nitrato de prata de Marcelino, pão e vinho, a história que mais gostava. Para ter o que tanto queria havia apenas uma condição: não assistir ao filme e guardá-lo como lembrança, já que o material era bem antigo e altamente inflamável.

Era uma noite de quinta-feira e Alan ouviu atentamente as recomendações do doador, mas não suportou deixar o filme guardado. Assistiu sozinho o primeiro rolo e, ao colocar o segundo, nem imaginava o que iria acontecer. Sentado em seu próprio cinema ouviu uma explosão na cabine de exibição e em pouco tempo o fogo destruiu o que ele levou anos para construir. A cena era quase uma refilmagem de Cine Paradiso.

Após o triste incêndio, Alan começou a reconstruir tudo. Enquanto isso levava os poucos projetores e seus filmes que restaram em uma caravan e os exibia em qualquer lugar, bastava convidá-lo. Sem a ajuda de ninguém, começou a levar cultura a pessoas que nunca tinham tido a oportunidade de ir a um cinema e criou o projeto Cinema Itinerante, que mantém até hoje (mesmo após ter reconstruído a sala de cinema em sua casa).

Quem quiser conferir esta história pode ir até Itatiba, interior de São Paulo, e perguntar ao próprio Alan Duarte se tudo isto que escrevi é real ou não. Para encontrá-lo basta ir ao seu novo espaço, batizado de Cineclube José Cesarini. Lá você encontrará um cinema à moda antiga, com gongo anunciando o início da sessão e uma grande cortina, que é aberta para que o filme seja exibido. Com certeza vai se surpreender tanto ou ainda mais que eu...

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

De volta ao túnel do tempo...

Podem até falar que é mal da época, mas isto não é verdade. Sou do tipo que se emociona fácil e fica chorona do nada, só de lembrar do avô ou recordar algumas épocas tão boas. Talvez seja por isso que constantemente falo sobre minha infância aqui e de coisas que realmente marcaram este período. Na maioria das vezes lembro por conta própria, já em outros momentos vivo situações que me fazem recordar daquela época de alguma forma.

Hoje, por exemplo, foi um dia que fui levada ao passado. À tarde tentava achar algo para assitir, acompanha pela chuva de Natal, e na Band estava passando "Punky, a levada da breca". Acho que há tempos não desligava da vida e prestava tanta atenção em algo. Me senti com, sei lá, uns 8 ou 10 anos de idade na casa da minha avó Mercedes, numa típica manhã de sábado. Era exatamente este programa que assistia enquanto esperava minha mãe voltar do mercado, sentadinha e quietinha no sofá da minha avó, ao lado do meu avô que infelizmente já faleceu.

Posso dizer que hoje assisti o episódio inteirinho sem pensar em nada. Só voltei à realidade quando tocou a musiquinha de encerramento e fiquei com aquela coisa ruim na garganta, vontade de deixar as lágrimas correrem sem medo pelo rosto. Senti falta de quem já foi e de quem eu era também, sem preocupoações e encanações bobas.

Agora deixo as lágrimas à vontade, é muito bom recordar...


Como não encontrei a vinheta de encerramento da Punky, postei aqui a de abertura mesmo. Quem quiser matar a saudade...

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Você já tocou uma guitarra imaginária?

Aposto que alguma vez na vida você deve ter simulado que tocava uma guitarra inexistente. Calma, não precisa ficar com vergonha! Ao contrário do que você possa imaginar muitas pessoas fazem a mesma coisa e algumas até participam de campeonatos realizados em outros países. Sim, existem competições de "tocadores de guitarra imaginária" (este não é o melhor termo, mas vou utilizá-lo mesmo assim).

Com o objetivo de entender melhor o que era isso, conversei com algumas pessoas que entendem do assunto. As respostas que obtive estão na minha matéria Acordes imaginários, que disponibilizo aqui. O tema me surpreendeu muito, principalmente após a entrevista com Fausto Carraro, o cara que mais entende de air guitar no Brasil. Além de muito simpático e paciente, praticamente me ensinou a entender o que é tocar uma guitarra imaginária e como funcionam os campeonatos.

Para saber mais sobre air guitar leia a matéria abaixo. Ela já foi escrita há bastante tempo, mas quem sabe você se anima e até participa da competição brasileira, marcada para acontecer em junho de 2009?

Acordes imaginários
Da brincadeira aos campeonatos: porque tocar uma guitarra imaginária pode ser tão divertido

Por Gabriela Angeli

A cena pode parecer comum a muitas pessoas: ao escutar aquela música que tanto gosta logo começa a se empolgar, surge uma vontade enorme de ter uma guitarra em mãos e com a imaginação em punhos começa a tocar os acordes em seu instrumento inexistente, acompanhando freneticamente a música. Pronto, o show particular está feito e você se sente uma verdadeira estrela do rock, sabendo ou não tocar de verdade.

Essa prática, de representar que toca uma guitarra imaginária com muita empolgação, é conhecida mundialmente como air guitar e reúne vários adeptos em todos os cantos do planeta. “Quem já não fingiu tocar guitarra imaginária? Acho que todo mundo um dia já fez gestos como se estivesse tocando. Se não fez deveria tentar, porque é divertido”, comenta o publicitário e músico de Jundiaí, Júlio César Rizzoti.

O farmacêutico Erich Amaral, de Ribeirão Preto, também encara a guitarra imaginária como uma forma de expressão. “Me sinto livre, pois é como se eu mesmo estivesse cantando, tocando, ensaiando e atuando. Expresso minha liberdade e sinto a música ao extremo”, comenta. Para a estudante de Araraquara, Laura Goulart, as pessoas fazem isso porque gostam de participar da música. “Gosto de simular isso porque muitas vezes cantar junto não é o bastante”, brinca. Contudo, há também os que não vêm graça na prática. “Não gosto da idéia de tocar algo que não existe”, comenta o músico Felipe Fávero, de Valinhos.

Do imaginário aos palcos

Apesar de ser visto como um divertimento, o simples ato de tocar um instrumento imaginário também é levado a sério por pessoas que realizam apresentações em público, principalmente em campeonatos organizados em diversos países.

O engenheiro goiano Fausto Carraro, de Goiânia, é apaixonado pela prática e diz tocar guitarra imaginária desde que descobriu o rock’n roll, por volta de 1992. Para ele, o air guitar é considerado diversão no estado mais bruto em que se possa imaginar. “É uma forma de expressar ficticiamente algo real”, comenta.

No Brasil Carraro é visto como autoridade máxima no assunto, já que foi o primeiro sul-americano a competir em um mundial do gênero, no Air Guitar World Championships, evento realizado desde 1996 na cidade de Oulu (Finlândia). “As pessoas que participam de campeonatos são profissionais liberais na faixa dos 25 e 40 anos, gente com uma vida bem regulada e que usam o palco para extravasar sua paixão pelo rock’n roll”, relata o engenheiro.

Durante estes eventos mundiais, conforme o goiano, os inscritos têm até um campo especial de treinamento no qual têm à disposição aulas de coreografia, de improvisação e workshop com o campeão mundial da última edição. “Garanto que é um dos lugares mais maravilhosos que já estive. Você pode saber até sobre as raízes históricas do air guitar com um professor da Universidade de Oulu, que pesquisa sobre o assunto. Além disso, é uma boa oportunidade para conhecer gente nova e fazer amigos de vários países”, declara Carraro.

Campeão canadense e terceiro colocado no campeonato mundial de guitarra imaginária de 2008, Cole "Johnny Utah" Manson é outro exemplo de amante do gênero. Não encara a prática como uma brincadeira, mas acha muito divertido tocar em campeonatos. “A sensação de se apresentar em frente de várias pessoas é bem legal porque você não precisa saber tocar uma guitarra de verdade, basta seguir seus sentimentos”, comenta. Aliás, Manson já se apresentou no Brasil após receber um convite do próprio amigo Carraro e ficou mais de 40 dias em Goiânia, período no qual gravaram diversas performances que podem ser vistas pelo site de vídeos Youtube.

Mas não são todos os praticantes de air guitar que gostam de se apresentar em público. O publicitário e músico Júlio Rizzotti, por exemplo, acha estranho haver competições do tipo. “Se você parar para pensar isto é bem inusitado, da mesma forma que pode ser considerado diferente tocar uma guitarra imaginária. Bem, esta parte ninguém precisa saber”, brinca. O farmacêutico Erich Amaral também aproveita para opinar, já que não sabia da existência de tais campeonatos. ”É uma idéia interessante para mostrar que a guitarra imaginária não é algo raro e já faz parte da vida de muita gente. Mesmo assim eu não participaria”, comenta.

Como funcionam os campeonatos

Para saber um pouco mais sobre as competições de air guitar, Fausto Carraro explicou passo a passo como são escolhidos os participantes e a dinâmica de avaliação. Inicialmente são realizadas pré-seleções em alguns países considerados membros e que possuem eventos regionais. Os escolhidos ganham uma passagem para o mundial na Finlândia, além de ir direto à final do campeonato, sem precisar passar por uma qualificação. Já os participantes dos países que não são considerados membros podem participar de um round de qualificação que é feito na noite anterior a final, no país sede.

Finalizada esta etapa, todos os que passaram pela peneira se apresentam ao público e são oficialmente avaliados nas categorias de originalidade, habilidade de incorporar a música, carisma de palco, impressão artística, técnica e airness. Este último quesito pode ser considerado o nirvana do air guitar, pois é quando o participante consegue transcender a mera imitação de um guitarrista de verdade e passa a ter um estilo próprio de tocar o instrumento imaginário.

Os juízes têm apenas um minuto para escolher seus favoritos, atribuindo notas que variam de 4 a 6 pontos, sendo que o air guitarrista passa por duas fases. Na primeira apresenta a música que escolheu e depois uma música indicada pelos organizadores, depois é só conhecer o novo campeão de guitarra imaginária. “No mundial o prêmio para o primeiro lugar foi uma guitarra de verdade e linda, em acrílico, como se fosse invisível. Ainda houve um air guitarrista escolhido por votação do público, que levou uma guitarra desenhada, produzida e oferecida pelo guitarrista Brian May, do Queen. Mas os prêmios são o que menos importam, o melhor de tudo é a diversão”, diz Carraro.

No Brasil acontecem diversos eventos isolados de air guitar, mas a expectativa é que o país tenha seu próprio campeonato no primeiro semestre do próximo ano. “O primeiro campeonato brasileiro de air guitar acontecerá em junho de 2009. Já tenho o contrato de licença e estamos à procura de parceiros”, finaliza.

Será que alguém se atreveria a tocar Through the Fire and Flames, do Dragonforce? Bom, eu já prefiro algo mais à la Welcome to the jungle, mas não custa nada tentar e usar a imaginação. É esperar para ver.

Quer saber mais sobre os campeonatos?
Air Guitar World Championships
Air Guitar Brazil

Fontes: Erich Amaral, Fausto Carraro, Felipe Fávero, Laura Goulart, Cole "Johnny Utah" Manson e Júlio Cézar Rizzotti.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

24 primaveras e uma vida toda pela frente...

Adoro fazer aniversário, mas a véspera sempre é estranha. Dá aquela sensação de que você deixou para trás sentimentos e amizades e, ao mesmo tempo, ganhou novos amigos, passou a encarar a vida de outra forma e vê tudo com mais maturidade que no passado.

Entretanto, também dá aquela sensação de insegurança boba por ficar cada dia mais velhinha, ainda mais quando se é uma mulher. No fundo você nem quer dar bola para aquilo, mas é inevitável já não começar a pensar em se cuidar mais porque as rugas são implacáveis e não vão tardar para aparecer. Você até passa a querer aproveitar a cor natural do seu cabelo porque os fios brancos já começaram a dar sinal de vida. Além disso, começa a contagem regressiva para ficar cada vez mais difícil de eliminar os quilinhos extras.

Credo, eu escrevi isso aí em cima mesmo? Acho que estou pensando igual a uma mulher de uns, sei lá, 25 anos?!? Quanta besteira! Nem completei ¼ de século ainda e não posso perder meu tempo pensando que daqui a pouquinho meu metabolismo começará a desacelerar e que as propagandas de cosméticos antiidade começarão a ser destinadas para as pessoas da minha faixa etária. Realmente não vale a pena se preocupar tanto em completar mais um ano de vida, e se for para ser assim quero mais que os potes de cremes se explodam e que o resto se inclua nisso.

Envelhecer não significa apenas ficar mais velha fisicamente, mas se sentir viva. Com os meus “quase” 24 anos a única coisa que devo levar em consideração é o desejo de correr atrás do que quero, sem nunca me esquecer do carinho que recebo de meus pais, amigos, namorado e até dos meus cachorros. Aliás, quero manter esta mentalidade aos 33, 40, 57,78 anos e em qualquer idade, pois nunca é tarde para amadurecer e se tornar uma pessoa melhor...

Quero ter ainda várias primaveras pela frente, até porque, como eu já disse, amo fazer aniversário. É aquela data só sua, na qual você recebe ligações de um monte de gente querida, sua mãe começa a falar como foi o dia que você nasceu, a tia aperta a sua bochecha, o pai fica emocionado, os avós querem fazer um churrasco para comemorar, o namorado quer ser o primeiro a desejar felicidades e os amigos, que lindos, fazem questão de mandar qualquer sinal de comunicação só para dizer “Feliz aniversário”. Quer coisa melhor do que ser paparicada o tempo todo?

Agora que o sentimento estranho de véspera já passou será que posso começar a comemorar meu aniversário? Espero que 19 de dezembro demore para passar...

PS: Para comemorar mais um ano de vida, nada melhor que Cindy Lauper ao vivo. Aposto que a data desta filmagem não fica muito distante do ano de meu nascimento...

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Me deixa ser a primeira, por favor?????

Era uma vez uma criança bem birrenta que queria ser a primeira em tudo. Bastava estar entre as irmãs para tentar ser a primeira a falar algo, a primeira a dar uma idéia e a primeira a escolher a brincadeira. Para esta criança tudo o que importava era estar na frente, principalmente se batesse ou conseguisse se antecipar a irmã do meio e a mais velha. Enfim, queria ser a primeira a qualquer custo.

O problema é que ela raramente conseguia estar no primeiro lugar. Nos jogos sempre era a terceira, às vezes até a segunda, mas quase sempre estava na terceira posição. Na realidade fazia de tudo para assumir o posto da primogênita: saia por aí falando mal da irmã mais velha e da segunda irmã, vivia afirmando que era melhor que elas, chorava, fazia drama, comédia, apelava em diversas situações e até mentia que estava próxima de chegar onde desejava.

Ainda hoje, apesar de crescer um pouco mais a cada dia, não consegue enxergar o próprio umbigo e continua a fazer drama e sensacionalismo para chamar a atenção. Continua com o desejo de ser a primeira. Raramente até consegue, mas precisa amadurecer muito para ocupar o lugar que tanto almeja.

Estes três parágrafos acima podem descrever uma criança chatinha e mimada. Entretanto, toda a inspiração para escrever este pequeno texto veio de um lugar bem diferente: o discurso que a TV Record tenta vender por aí faz tempo.

Não sei se sou a única a pensar isto, mas toda a vez que eu leio, vejo e/ou ouço algo sobre a emissora lá vem em seguida a bendita frase "a primeira nisso" e "a primeira naquilo". Confesso que essa martelação de querer ser a primeira a qualquer custo já está enchendo um saco que não tenho, parece até a criança descrita logo no início deste texto.

Ao invés de ficar com esse discurso furado de que é a primeira primeira primeira, que comece realmente a ser a primeira a criar programas com conteúdos bons e que pare de querer parecer a "irmã mais velha" melhorada ou piorada.

Sinceramente, diante deste discurso cansativo adotado pela emissora a minha vontade é dizer: "pare de chorar e de fazer sensacionalismo. Vê se cresce logo, criança chata!"

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Vou comprar uma cartola...

Já vou logo avisando que este post é bem idiota, mas não pude deixar de escrevê-lo. Desde adolescente eu sempre quis saber o real motivo do Slash (guitarrista do Guns N' Roses) usar uma cartola e finalmente encontrei a resposta para esta dúvida juvenil!

Com certeza não mudará sua vida e é tão simples que chega a ser engraçada (pelo menos para mim): "fiquei contente quando descobri que afundando o meu novo acessório ao máximo possível na cabeça eu podia enxergar tudo, mas ninguém poderia me ver. Alguns podem dizer que um guitarrista se esconde atrás de seu instrumento, mas minha cartola era uma reconfortante barreira impenetrável adicional" (Slash, p.114, 2008).

Dá para perceber que ele encarava seu principal acessório como se fosse um escudo no qual ficava protegido, vendo tudo acontecer ao redor. No livro ele chega a dizer isso. Tudo bem que algumas substâncias o ajudaram a enxergá-la desta forma e muitas outras coisas, mas isto não vem ao caso.

Para dizer a verdade esta curiosidade só serviu para dizer que eu sempre quis ter uma cartola. Acho que foi até por causa dela que comecei a prestar mais atenção no Guns quando era adolescente...

Obs 1: eu disse que o post era estúpido!

Obs 2: aproveitando o gancho do Slash, vi essa charge sobre ele e morri de rir, vale a pena conferir. O material é do site Charges.com.br .

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Hoje é dia de Capitu...

Fiquei empolgada com a minissérie ‘Capitu’, que será exibida hoje à noite sabe se lá que horas. Vi algumas fotos da produção e das locações e fiquei encantada com a proposta que mescla irreal, antigo e atual. Tudo bem que parece lembrar bastante (ou é igual a) ‘Hoje é dia de Maria’, porém isso me deixa ainda mais curiosa para saber como os personagens serão trabalhados desta vez.

Li Dom Casmurro quando ainda nem estava no colegial e não me arrependo de ter escolhido esta obra para me apresentar aos maravilhosos textos de Machados de Assis. Para dizer a verdade nunca gostei muito de histórias romantizadas (até hoje não sou muito fã), mas posso dizer que o sarcasmo disfarçado e a habilidade em montar um bom roteiro fizeram com que eu admirasse este autor.

Da mesma forma que José Lins do Rego, Machado de Assis sempre conseguiu me seduzir com suas palavras e foi um dos responsáveis por eu gostar tanto de literatura brasileira.

Com certeza hoje durmirei bem tarde...

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Um dia de mulherzinha...

Um dia desses acordei me sentindo uma verdadeira mulherzinha. Logo de manhã deu vontade de tomar um banho mais demorado do que de costume, de passar creme em todo o corpo, perfume, de colocar vestido, deixar o cabelo preso, passar rímel, blush, batom e colocar um belo salto alto, mas desisti deste último porque o mais bonito que tenho deixa qualquer um com dor nas pernas. Mas tudo bem porque peguei uma sapatilha linda, presente de minhas amigas, e saí super atrasada de casa.

Durante o dia incorporei a tal da mulherzinha. Fiquei irritada, descabelada, comi muito chocolate ainda na parte da manhã, fiz várias coisas ao mesmo tempo, achei linda aquela roupa lá da loja ao lado do banco, me senti gorda, tive cólica, comi mais chocolate, arrumei a calcinha que estava me incomodando, fiquei chata do nada e queria gritar bem alto tudo o que sentia, sem medo de ser julgada. Depois, sem nenhuma explicação, voltei a ficar bem-humorada e calminha.

Quase no fim da tarde deu saudades do namorado, da mãe, do pai, da tia, do avô, das avós, da minha cachorra que sempre rói tudo o que vê, de comer um Big Mac sem culpa com coca-cola e batata frita, da amiga que há tempos não converso, da cunhada, da prima e até daquela menina que você conhece e que só conta mentira. Queria até ouvir uma história imaginária dela para rir um pouco.

À noite ainda me sentia mulherzinha. Tomei banho ouvindo música bem alto, coloquei aquele pijama horrível, fiquei brava de não caber mais naquela calça mesmo comendo o bendito Big Mac, assisti sem xingar a novela das oito, reparei como era bonito o moço que namora a Donatella, liguei para meu namorado, conversei com uma amiga, dei uma olhada nos e-mails e fui obrigada a durmir com dor de cabeça, sem ao menos assistir o programa que tanto gosto, aquele que passa às segundas-feiras à noite.

Após este longo dia, já deitada na cama, rezei para nunca mais acordar me sentindo tão mulherzinha assim. Deus que me livre!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Sempre dezembro...

Horário estendido e aquele calorzinho gostoso, que te convida a festejar o fim de tarde mesmo depois de um dia muito cansativo, seja para fazer o que for.

Já no caminho de casa surge aquela vontade de andar por aí com o vidro do carro totalmente aberto, só para sentir o vento no rosto. Sem perceber começa a ir mais devagar e aproveita para ouvir algumas notícias no rádio, pois adora fazer isso.

Ao chegar onde deseja brinca com os cachorros, bate papo com a família, toma um banho gelado, come alguma coisa e sai por aí com o cabelo todo bagunçado, só se importando em ver o céu cheio de estrelas.

O clima é o melhor que há e você jura não existir melhor época que esta. A sensação é de que todo mundo sente a mesma coisa, aquela vontade de aproveitar cada segundo bom que o dia lhe oferece.

Pode garoar, fazer frio, calor, cair aquele pé d'água e depois voltar a ficar quente de novo, as sensações serão as melhores, certamente as que ficarão guardadas na memória por toda a vida.

Amo dezembro...