domingo, 27 de fevereiro de 2011

Aquela casa...

Há uma casa muito bonita e antiga na rua pela qual agora passo todos os dias a pé. Localizada bem no centro da cidade, ela parece não se importar com o barulho e com a movimentação de tantos carros, motos, pessoas e buzinas o dia todo. Até me sinto idiota em ficar admirando algo tão inanimado quanto uma casa, mas fazia tempo que alguma coisa não me chamava tanto a atenção quanto aquela construção toda branca e, com certeza, bem mais velha que eu. 

Não sei se são os gramados tão bem cuidados ou as dezenas de árvores enormes ou as muitas, muitas flores que enfeitam seu jardim. Também não sei se é por causa daquela varanda de mármore que transmite frescor à sombra, nestas tardes tão quentes deste verão, e que rodeiam ela toda. Pode até ser aquelas paredes brancas e um quintal tão longo que queria espiar lá no fundo, na qual há uma espécie de galpão conservado e que me deixa muito curiosa para ver aquilo que não posso. Isso sem contar o interior dela, que pode não ser tudo aquilo que fantasio, porém, pode ser até um pouco mais.

Simplesmente não sei porque gosto dela, só sei que faz com que eu me sinta bem. Quando olho aquela casa tenho a impressão que só de passar por aquele portão cinza você é capaz de se esquecer da vida. Sabe aquele abraço de mãe, pai, avó, avô, filho(a), tia(o) ou até a lambida do cachorro que faz festa quando o dono chega? É este mesmo sentimento, como se ela o(a) abraçasse e você deixasse do portão para fora todos seus os problemas. Ela quase o(a) recebe com um bolo de fubá e café feito na hora...

Um absurdo, eu sei, um completo absurdo essa idealização de uma casa. Entretanto, me simpatizei tanto com a bendita que me dá vontade até de falar bom dia ou boa tarde para ela! E o pior: faço isso em pensamento todas as vezes que passo por aquele portão, mesmo sabendo que isso é uma enorme loucura. Aquela casa realmente me desperta algo estranho e ainda vou descobrir o porquê!

2 comentários:

Marcelo Mayer disse...

essa casa? é uma pessoa velha. daquelas que nos contam histórias

Gabriela Angeli disse...

E que nos ensinam mais que qualquer escola por aí... é verdade, Má!

Beijos!