sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Se ela dança, eu danço? Eu não teria tanta certeza assim...

Uma simples aula de dança pode ser, para muitos e muitas, um momento de fácil entretenimento e diversão. Para mim, contudo, fazer qualquer tipo de movimento corporal para acompanhar uma música ou um ritmo é um tipo de atividade ou de expressividade na qual realmente não levo jeito mesmo, definitivamente. Aliás, a minha relação com a dança sempre foi um tanto quanto traumática e uma coisa que até deveria ser analisada e estudada pela ciência, pois só com a ajuda de conhecimentos mais avançados ou com o auxílio da física e seus fundamentos seria possível explicar a minha total falta de similaridade com este tipo de atividade corporal.

Esta dificuldade, na verdade, remonta os tempos de infância, quando os coques e passos do balé me assustavam tanto quanto um filme do Freddy Krueger ou quando, já na adolescência, eu ia assistir aulas de jazz – todas as minhas amigas da época faziam, poxa – e me deparava com um monte de meninas tendo que aguentar a voz irritante e o jeito de orientar mal educado da professora. Juro que mesmo sabendo que elas encaravam aquilo como uma diversão sem fim eu via tal momento como um verdadeiro purgatório de sapatilhas.

Também não vou negar que tentei gostar de dança, juro que tentei. Frequentei aulas de dança de rua e até de axé. Até hesitei em escrever este último, por vergonha, mas foi uma tentativa desesperada de achar um tipo de ritmo com o qual o meu corpo se identificasse e, neste caso, graças a Deus que não tive êxito. Aquele negócio de “cima, embaixo, rebola a bundinha para lá e para cá” me fazia sentir uma pessoa com sérios problemas de compreensão da mensagem passada e a estética da recepção contida nas músicas deste tipo de repertório, já naquela época, criava um bloqueio artístico em minha mente, que não conseguia aceitar a mensagem ridícula passada e fazer um passo da dança que concordasse ao mesmo tempo com aquilo que era dito. Muito para a minha cabeça.  

Mas dizem por aí que brasileiro não desiste nunca e eu, como uma brasileira legitimamente otimista, ignorei as experiências passadas e comecei há duas semanas a fazer aulas de “ritmos calientes”. Está uma maravilha: quando todo mundo está na direita estou na esquerda e vice-versa, se a professora diz “sensualidade no passo” eu mais pareço uma garça anã manca, porém continuo firme mesmo vendo minhas colegas de turma abismadas com a minha total falta de compassamento, se é que esta palavra existe (e acabei de ver que ela está no dicionário, ufa!). Vamos ver até quando isso vai durar...

3 comentários:

Carolina Ribeiro disse...

Oi Gabi,
É parece que além do medo de bichos que não assustam ninguém temos mais uma coisa em comum: eu também não sei dançar!
Mas ao contrário de você já desisti completamente da ideia de tentar fazer com que meu corpo crie ritmo e comece a dançar como deveria.
Mas uma coisa que eu gosto muito, e daí tenho coordenação motora, é daquelas aulas que dão em academia que juntam boxe e música.. Aí até vai um pouquinho.. rs
Beijos!

Gabriela Angeli disse...

Oi, Carol!!!!

Estas eu tbm gosto muitooooo! Saudades de vc, viu!

Beijos e apareça sempre ;)

Anônimo disse...

No começo é dificil mesmo, mas se vc naum desistir e mesmo se mto ritmo continuar...com certeza vc melhorará e vai dançar....
Continue...