segunda-feira, 12 de março de 2012

Mulher mais clássica que isso não deve ser possível...

Agora são exatamente 22h29. Na TV Globo acabou de começar aquela porcaria do Big Brother, no canal do Silvio Santos o rato faz a festa e na Bandeirantes o CQC mostra a escalada aos telespectadores, chamando à presença do Pânico. Contudo, a programação da televisão brasileira - graças a Deus - não é o motivo deste pequeno relato, caro leitor, até porque há muito tempo a deixei para lá. Peguei emprestado o computador da minha mãe, neste  horário no qual eu geralmente já estaria entregue às maravilhas do sono profundo,  porque não pude conter a satisfação de realmente desfrutar de um um momento único e que celebra a feminilidade escondida ou aflorada em cada uma das mulheres que habitam este mundão a fora. 

E olha que não estou falando de ter comido um baita pedaço de chocolate ou uma bela trufa de maracujá na semana que antecede à famosa e temida TPM. Refiro-me, na realidade, ao melhor filme típico de mulherzinha que já vi. Juro que nunca pensei que poderia existir uma exemplificação tão fiel e que conseguisse reunir todo o tipo de mulher existente em apenas uma, nem mesmo na definição contida em qualquer dicionário. Mas, para minha grata surpresa, o que parecia ser impossível está registrado em uma película de 1961, por meio da mais que maravilhosa Audrey Hepburn, no "Breakfast at Tiffany's" ou, simplesmente, "Bonequinha de Luxo".


Não sei como só pude vê-lo apenas com 27 anos de existência neste planeta, pois deveria ser um manual de entendimento da própria personalidade feminina e pedido como item obrigatório na lista de material escolar lá na pré-escola. Deveria estar na base curricular da educação infantil, ser exibido nas salas de aula como um manual, com utilidades significativas às mulheres e também aos homens. 

Duvido que exista outra uma personagem por aí que em tanto exemplifique as diferentes fases e faces de um ser complexo tal como somos nós, criaturas do sexo feminino. Demonstra como podemos ser tudo e nada ao mesmo tempo, somatiza nossos piores defeitos às melhores qualidades. É o ser  a eterna poderosa sem deixar de ser indecisa, corajosa, desastrada, engraçada, insegura, caipira e desmedida, tudo ao mesmo tempo. É ser mulher, mulher mesmo, em seus melhores e piores dias! 


E agora que eu já falei, conseguirei ir dormir feliz da vida, pois consegui acalmar a mulherzinha ansiosa que habita este meu ser. Nada poderia ser mais clássico que isso...