sexta-feira, 20 de julho de 2012

Minha forma de celebrar o 20 de julho...

No decorrer de nossas vidas conhecemos muita gente. Gente legal, gente estranha, gente exótica, gente chata, gente mentirosa, gente chique, gente preguiçosa, gente engraçada, gente alta, gente magra, gente carinhosa, gente que fala errado, gente verdadeira, gente atrasada, gente que leva pimenta no bolso, gente que vê bonecos se mexerem sozinhos (!!!), gente gorda, gente torta, gente baixa, gente quieta, gente que só por Deus, gente animada, gente míope, gente divertida, gente convertida, ou seja, gente de tudo quanto é jeito. Adjetivos realmente não faltam quando o assunto é conhecer gente, desde o momento em que damos nosso primeiro suspiro e assim também será até o último.

Contudo, o engraçado é que em poucos casos – pouquíssimos mesmo, os verdadeiros costumam ser  raríssimos – tem gente que deixa de ter um dos tantos adjetivos existentes e que distribuímos em julgamentos por aí e se transformam em um substantivo feminino ou masculino, só depende do gênero da “gente”. Neste momento, a gente deixa de lado o termo usado 23 ou 25 vezes em apenas dois parágrafos deste texto e começa a empregar uma outra palavrinha para defini-lo melhor: amigo.

E quando esta outra palavra passa a ser usada é porque na relação entre você e o afortunado começam a ter vários verbos: proteger, confiar, ajudar, dividir, rir, chorar, compartilhar, consolar, defender, acolher, entender, escutar, abraçar, dentre tantos outros. Estes verbos, inclusive, costumam render momentos maravilhosos e nos dão força em outros nem tão bons assim, mas sempre são acompanhados por, no mínimo, dois sujeitos, nunca sozinhos.

E é justamente quando isto acontece, em raríssimos momentos da vida, é que temos ciência que ganhamos um irmão de verdade, alguém que fica ao nosso lado e nos aceita do jeito que somos mesmo que seja difícil e apesar das nossas 352.684.635.241.646² manias chatas. E se para o seu pai, sua mãe, seu marido, sua esposa, seu filho ou à sua filha isto é difícil, imagine agora para alguém que nem tem a obrigação de lhe aturar? Isso que dizer que esta pessoa – aquele ou aquela que eram só gente, ao início deste post – realmente gosta de você, que lhe quer bem e que lhe dá a oportunidade de se tornar alguém melhor, pois está disposto a dividir contigo o que pode lhe oferecer de melhor!

E quando isto ocorre de verdade, meu amigo ou minha amiga, devo lhe dizer que a relação também ganha outro nome e vira uma amizade para a vida toda. Torna-se algo semelhante, honesto e lindo, como que o Pequeno Príncipe fazendo de tudo para cuidar de sua amada rosa. Realmente tem gente que tem o poder de transformar a nossa vida em fantástica, lúdica, querida e mais fácil, simplesmente especial. Que poder tem os verdadeiros amigos e amigas.

Imagem retirada da busca do Google