quinta-feira, 25 de julho de 2013

Amor de avó é tudo de bom!

Seja qual fora a hora, se você chegar na casa dela imediatamente uma mesa cheia de delícias se materializará na sua frente, com quitutes que nem uma aula avançada de spinning é capaz de eliminar da cintura e das pernocas depois. E o pior – ou melhor – é que ela conhece exatamente o que você mais gosta de mandar para dentro e aprimorou, ao longo dos anos, o preparo dos itens para poder agradá-lo, leitor. E se ela não sabe fazer não se preocupe: ou ela aprende de tanto praticar ou ela compra o melhor que há e o deixa na dispensa para servir para você assim que for visitá-la. Afinal, ela é maestra em nos surpreender e verdadeiramente ganha o dia se consegue.
 
Se não bastasse ter nos conquistado pelo estômago, também teve a nossa máxima confiança conquistada ainda na infância, quando com muito jeitinho conseguia – ou tentava, pelo menos – nos livrar daquela baita surra merecida após ter aprontado alguma por aí e sua mãe ou pai terem visto a arte. Tudo bem que comigo não funcionava e eu tinha que arcar com as palmadas (minha mãe era decidida na punição), mas até hoje se formos levar uma bronca ela tenta nos livrar; tenta fazer com que nenhum mal chegue perto. Até a carne, se deixar, ela vai querer cortar no nosso prato ou soprar a sopa ou leite para que não queimemos a língua. Parece absurdo, mas não é para ela.  

Não importa se temos dois, onze, 28 ou 36 anos ou mais, sempre seremos os queridinhos e protegidos. Na casa dela, aliás, toda limonada é mais doce, todo bolo é quentinho, todo cobertor é macio, todo cachorro é pentelho, toda conversa é gostosa e até o filme da sessão da tarde é mais divertido. Não sei o que acontece, se é um dom de Deus ou se nossos pais aprimoraram muito – e muito mesmo! – a paciência dela, mas amor de avó é tudo de bom e sempre será. E por ser tão bom, acredito que amor de avó deveria ser regulamentado, virar Lei, ser prática da ISO, manual da ABNT  de boas práticas à vida. Uma política de direitos humanos ou um patrimônio universal da humanidade, não importa, amor de avó deveria ganhar um feriado internacional. Afinal, ela não merece ter apenas um dia celebrativo, comemorado em 26 de julho, mas todos os dias do ano.

Amor de avó deveria, de verdade, ter até uma terminologia própria no dicionário, mas enquanto isso não acontece, amor de avó para mim é representado em sua totalidade nos nomes Maria e Mercedes. Nomes que representam dois seres humanos fantásticos com os quais tive o prazer de crescer e de conviver e viver até hoje, graças a Deus! Duas mulheres que não se parecem em nada com a imagem esteriotipada que busquei no Google para ilustrar este post, mas que me motivam e que me ensinam, até hoje, coisas boas da vida e que me instigam a querer retribuir todo esse amor. E assim espero, ter aprendido tudo para também fazer o mesmo quando eu puder comemorar o Dia da Avó lá em 26 de julho num ano distante...

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Aos que também batem fora do bumbo...

Não sei se reparou ou se teve tempo para refletir sobre, mas ao longo da vida desenvolvemos uma certa capacidade quase que sobrenatural de atrair ou afastar determinados tipos de pessoas. Para alguns essa característica é chamada de carma, contudo, não me identifico em nada com essa terminologia, sobretudo porque o tal carma mais me lembra o jeito caipira de se pedir um pouco mais de paciência para alguém. Por isso, caro leitor, peço para você total licença para me referir a essa capacidade como um dom.

Autorização concedida (espero eu), tenho que confessar que esse dom tem a força máxima de atrair em minha vida pessoas que batem totalmente fora do bumbo. O que seria isso? Você pode me perguntar, pois logo respondo: são seres humanos exóticos, que não compartilham da vida alheia, que gostam de piada ruim, que dão gargalhada alto, que passam o dedo no pote de iogurte quando está no fim ou que, numa tarde qualquer lhe acompanha num cafezinho quetinho, lá da sala proibida.

São os que gostam de coisas simples da vida, que ao luxo dão poucas oportunidades, que dão foras que até Deus duvida, que falam alto, que gostam de comédia romântica, de livro ruim  e que com seus jeitos e trejeitos únicos são indispensáveis. São amigos, com o dom máximo de deixar a vida ainda mais divertida, com uma habilidade inigualável de fazê-lo se sentir melhor quando você mais precisa. E aos meus amigos, neste 20 de julho, desejo que continuem a ter o dom de fazer do bumbo algo para se tocar totalmente fora...