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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Ficando feliz por nada novamente...

Há períodos em nossas vidas nos quais não nos identificamos com absolutamente nada. E nesta fase, caro leitor, tudo costuma ser sem graça, pois não há nada que nos tire da mesmice de sempre e da rotina chata. Nestes tempos difíceis nenhum barzinho tem a coxinha que gostamos, nenhum livro é digno de nossa atenção na prateleira da livraria, nenhuma banda consegue criar uma nova canção que nos agrade, nenhum prato de comida se torna objeto de nosso desejo, nenhuma fotografia consegue nos emocionar, nenhum filme consegue entrar para a lista dos mais queridos, nenhum assunto é digno de se tornar uma crônica e – pasmem, sobretudo os seres do sexo feminino – nem as vitrines das lojas de sapatos e roupas em promoção de 80% conseguem nos entreter e nos fazer abrir as carteiras.

E quando isso acontece, a falta de identificação com algo complicado ou simples, ficamos mal humorados, chatos e repulsivos. Sim, chatos de galocha, daqueles que não queremos perto nem hoje e nem nunca, que não sorriem nem quando seus cachorros de estimação os recebem felizes e balançando o rabo igual corda de pular na velocidade “foguinho”. E eu estava assim, um ser totalmente insuportável, apático e que não conseguia se identificar com nada. Mas como diz meu sábio avô Cid, depois de toda borrasca sempre vem uma boa surpresa.

E meu avô realmente estava certo. Estava lá na esteira da academia, em uma noite fria de quinta-feira, lendo uma revista qualquer para me distrair durante o tempo de aquecimento para ir à musculação quando uma das professoras de lá, a Gi, veio em minha direção com um livro na mão, com um sorrisão no rosto – e ela está grávida, então era um lindo e grande sorriso mesmo – e me disse “Acho que você vai adorar este livro, é a sua cara!”. Entregou em minhas mãos o livro “Feliz por Nada”, com crônicas da Martha Medeiros.

Confesso que havia lido alguns textos da jornalista por aí, há muitos anos mesmo, e naquela época nem sabia o que era uma crônica. Anos mais tarde e completamente apaixonada por este gênero literário, tenho aproveitado cada frase da Martha. Ela tem tudo na dose certa, talento, simplicidade, objetividade, passa longe da autoajuda – ufa! – e sabe fazer o que eu sempre quis desde que resolvi fazer jornalismo: despertar, no ato, a identificação do leitor com o que eu sou capaz de escrever.

E pronto, nem preciso dizer que bastou algumas páginas para que eu pudesse sair finalmente da zona de conforto e da apatia, voltar a me identificar com algo, sensibilizar-me mais e voltar  a me inspirar. Uma delícia voltar à normalidade de se identificar com o próximo, mesmo não o conhecendo; de rir com coisas simples, de saber que todo mundo tem uma amiga com complexo de namorado, de também achar que nem tudo é digno de foto e de se sentir próxima da realidade, sem frescura e sem muitos adjetivos. Como é bom ficar feliz novamente e de forma mais fácil do que o esperado, com uma boa dica de leitura na esteira da academia...


Se você se interessou pelo livro, é este aqui. Se clicar aqui, conseguirá mais informações! ;)

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Somente para as mulheres...


Se você é homem já logo adianto e o aviso: não continue a ler este texto, pois escrevo hoje exclusivamente às mulheres e sobre algo que tenho certeza que já nasce conosco, que está no DNA feminino. Além do mais, é sobre um assunto que, quase sempre, é algo que não o interessa e realmente não quero que perca seu tempo. Agora, leitoras queridas (se houver mais que uma por aí), realmente se eu fosse vocês continuaria a ler este post até o fim, pois se o texto não lhe servir de nada e/ou se não for de seu agrado, prometo que, pelo menos, a dica de leitura será boa e proveitosa. 

Muito bem, chéries, agora vamos lá, vamos falar sobre aquilo que nos deixam ouriçadas e que, tenho certeza, desperta nossa atenção sempre (em umas mais e em outras menos, mas sempre desperta). Falo hoje sobre uma palavra curta, composta por 
duas sílabas - duas vogais com duas consoantes - e que parece sempre música boa aos nossos ouvidos: moda. Sim, senhoras e senhoritas, essa palavrinha mágica que mesmo sendo tão pequenina consegue transformar o nosso dia e ser motivo de inspiração para separamos um bendito "troquinho" - quando sobra do salário, é claro, pois sou pão dura assumida - para dedicar a ela no fim de cada santo mês. 

Aliás, o fato de querer compreendê-la melhor foi o que me incentivou a comprar no início deste mês um livro, que há tempos paquerava descaradamente nas prateleiras de qualquer livraria que ia: "A parisiense", de Ines de la Fressange. Para mim, ele nem deveria ser considerado um livro, mas um verdadeiro manual de instruções e sobrevivência às mulheres que, da mesma forma que esta que vos escreve, não entende as tendências, as cores, as padronagens, como combinar estampas e absolutamente nada disso!


Para começar, o livro tem uma linguagem tão bem humorada que já deixa o dia mais leve. Depois, as páginas são bem coloridas, são atrativas, têm conteúdo e a impressão da edição realmente está maravilhosa. Somando à parte física, Ines aborda o tema com tamanha facilidade que dá vontade de abraçá-la e de sair colocando em prática o que ela nos ensina. Juro que as dicas têm dado muito certo, que tenho aproveitado muito melhor o momento de me vestir para me divertir e já vejo as peças de roupa -  por aí e dentro do meu armário - com olhos mais carinhosos e seletivos. Inclusive, o livro reforça um conceito que norteia grande parte do que deveria ser levado em consideração nas decisões diárias de qualquer ser vivo: somente o necessário, o extraordinário é demais. Por isso, digo que esta leitura é obrigatória e nos deixa nas nuvens,  daqueles livros "não empresto de jeito algum!" 



E se você se interessou pelo livro, clique aqui para ler um trecho dele disponibilizado no site da Veja. Tenho certeza que não irá se arrepender! E às que precisam de uma ajuda diária para se inspirar e ver que se pode usar de tudo à la brasileira, tem o blog "Um ano sem Zara", que já acompanho há algum tempo e que sempre me surpreende em bom gosto, além de ser bem humorado. ;)

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Se ela dança, eu danço? Eu não teria tanta certeza assim...

Uma simples aula de dança pode ser, para muitos e muitas, um momento de fácil entretenimento e diversão. Para mim, contudo, fazer qualquer tipo de movimento corporal para acompanhar uma música ou um ritmo é um tipo de atividade ou de expressividade na qual realmente não levo jeito mesmo, definitivamente. Aliás, a minha relação com a dança sempre foi um tanto quanto traumática e uma coisa que até deveria ser analisada e estudada pela ciência, pois só com a ajuda de conhecimentos mais avançados ou com o auxílio da física e seus fundamentos seria possível explicar a minha total falta de similaridade com este tipo de atividade corporal.

Esta dificuldade, na verdade, remonta os tempos de infância, quando os coques e passos do balé me assustavam tanto quanto um filme do Freddy Krueger ou quando, já na adolescência, eu ia assistir aulas de jazz – todas as minhas amigas da época faziam, poxa – e me deparava com um monte de meninas tendo que aguentar a voz irritante e o jeito de orientar mal educado da professora. Juro que mesmo sabendo que elas encaravam aquilo como uma diversão sem fim eu via tal momento como um verdadeiro purgatório de sapatilhas.

Também não vou negar que tentei gostar de dança, juro que tentei. Frequentei aulas de dança de rua e até de axé. Até hesitei em escrever este último, por vergonha, mas foi uma tentativa desesperada de achar um tipo de ritmo com o qual o meu corpo se identificasse e, neste caso, graças a Deus que não tive êxito. Aquele negócio de “cima, embaixo, rebola a bundinha para lá e para cá” me fazia sentir uma pessoa com sérios problemas de compreensão da mensagem passada e a estética da recepção contida nas músicas deste tipo de repertório, já naquela época, criava um bloqueio artístico em minha mente, que não conseguia aceitar a mensagem ridícula passada e fazer um passo da dança que concordasse ao mesmo tempo com aquilo que era dito. Muito para a minha cabeça.  

Mas dizem por aí que brasileiro não desiste nunca e eu, como uma brasileira legitimamente otimista, ignorei as experiências passadas e comecei há duas semanas a fazer aulas de “ritmos calientes”. Está uma maravilha: quando todo mundo está na direita estou na esquerda e vice-versa, se a professora diz “sensualidade no passo” eu mais pareço uma garça anã manca, porém continuo firme mesmo vendo minhas colegas de turma abismadas com a minha total falta de compassamento, se é que esta palavra existe (e acabei de ver que ela está no dicionário, ufa!). Vamos ver até quando isso vai durar...

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Um viva à caloria!

Este soneto é especialmente dedicado a nós, mulheres, que sempre teimamos com calorias e gorduras do saquinho de pipoca ou com um quilo a mais ou a menos:

Soneto Torremista


Não basta a ditadura que já dura
e vem a ditadura antigordura!

Saímos do regime militar,
caímos no regime do regime.
Censuram-nos até no paladar!

Trabalho, horário, imposto, compromisso.
Orgasmo não se tem como se quer.
Só sobra o bom do garfo e da colher,
e os nazis nariz metem até nisso.

Maldita seja a mídia, sempre a dar
espaço à medicina que reprime!
Gestapo da "saúde" e "bem-estar"!

Resista! Coma! Abaixo a ditadura!
A luta tem um símbolo: FRITURA!

Glauco Mattoso

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Que frescura é essa, menino?

Definida pelo Michaelis como uma qualidade, o termo frescura tem caído como uma luva em diversas situações vivenciadas pelo bicho estranho que é o ser humano. Apesar de ser um substantivo feminino e comumente associado às meninas que gritam por qualquer coisa, reforço aqui que esta palavrinha nunca pôde ser tão utilizada para caracterizar os novos trejeitos masculinos.

Já aviso que este texto não se trata da mania idiota de dizer que frescura está relacionada à sexualidade. Falo, na realidade, sobre a atitude que tem tomado conta da personalidade destes muitos mamíferos bípedes do sexo masculino, dotados de inteligência e linguagem articulada, que ultimamente estão me irritando com tantas ações que poderiam ser definidas como coisas típicas de mulherzinha.

Sim, os homens estão agindo, muitas vezes, com uma fresquidão fora dos limites aceitáveis até para a mais chata das criaturas. Atitudes infantis com discursos imaturos e fúteis, acompanhados sempre de não-me-rele-nem-me-toque desenfreado e comentários desnecessários, iguais aos diálogos idiotas das comédias adolescentes. Juro que minha vontade, às vezes, é de dar um tapa na mesa (bem forte) e gritar bem alto: “Pare de agir feito uma menina 'fresquinha' de cinco aninhos” (no diminutivo tem mais efeito).

Entretanto, enquanto ainda consigo manter a paciência, gostaria de saber como as outras pessoas reagem com esses homens de atitudes tão irritantes. Quem souber, por favor, me dê algumas dicas antes que eu enforque um!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O início, o meio, o fim e o recomeço...

Só de ouvir o som da palavra início o coração já começa a bater mais acelerado, as pernas tremem e os braços parecem não responder aos estímulos que enviamos ao cérebro; a sensação é de um perfeito idiota tentando controlar um simples movimento, mesmo que seja um sorriso tímido. Diante da situação, o único jeito de saber se será bom ou ruim é seguindo em frente.

Passa um tempo e tudo parece se encaixar, o corpo volta a responder àqueles estímulos e surge a confiança para aproveitar o que a situação tem a oferecer, em seus altos e baixos. Quando isto ocorre quer dizer que se chegou ao meio, aquele ponto no qual nem tudo se realizou ou se mostrou em sua totalidade ou com toda a intensidade. É a fase da descoberta, dos pés firmes no chão.

Este momento, situado aproximadamente à mesma distância do começo e do final, é que esconde a questão mais perigosa: decidir adotar permanentemente o estável ou voltar à etapa do primeiro parágrafo. Caso a segunda opção seja a desejada, inicia-se então a caminhada ao ponto extremo.

O fim gera desconforto e é resultado do esgotamento e do encerramento daquilo que não serve mais para alguém. Mesmo que não haja mais motivos para prosseguir, mesmo que o ideal pareça ser o meio, o fim é inevitável e insensível. É a resposta real ao que parece ser incorreto e injusto, o melhor para um e o pior ao outro.

Doloroso e difícil de aceitar, o fim é caminho mais triste ao renascimento. O único que consegue ensinar o quão importante é a emoção do recomeço.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Se gostar de chuchu fosse tão fácil...

A maior parte das mulheres, antes de comprar qualquer alimento industrializado para consumo rápido (leia-se aqui chocolate, sorvete, cookies e salgadinhos), certamente segue os dez preciosos passos que vou detalhar abaixo:

1. Entra no mercado decidida a sair de lá com uma coisa bem gostosa para comer;
2. Vai até a seção do produto e escolhe um;
3. Vira a embalagem e olha quantas calorias tem;
4. Ao ler o tanto de calorias do produto quase tem um ataque cardíaco e larga aquilo como se fosse uma bomba prestes a explodir e acabar com toda a vida na Terra;
5. Decepcionada vai e escolhe a versão light ou outra coisa mais saudável;
6. Faz umas contas malucas na cabeça, com aquela cara estranha, para saber se pode ou não comer aquilo;
7. Olha de novo a tabela nutricional e vê que as calorias não ultrapassam dois dígitos e que se comê-lo continuará a caber na calça;
8. Vai até o caixa do supermercado e paga o produto (sempre muito mais caro);
9. Come o que comprou, mesmo que aquilo tenha um gosto muito exótico e nada parecido com o que estava descrito na embalagem;
10. Continua com a mesma vontade que levou ao passo 1, mas agora desejando desesperadamente um chocolate, sorvete ou qualquer coisa com mais de 100 calorias por grama!

Se você é homem e não sabia deste sagrado ritual, sinto-lhe informar que nós realmente olhamos a caloria de quase tudo que comemos, ou você acha que no Mac Donald’s pedimos salada no lugar da batata frita deliciosa porque ela é mais gostosa? Acorda! Se fosse assim precisaríamos de chuchu para nos alegrar durante a TPM e não de chocolate ou sorvete de flocos!

Agora, se você é uma mulher realista poderia até acrescentar mais detalhes aos dez preciosos passos que controlam as calorias que ingerimos por dia, mesmo sabendo que idiotice e perca de tempo é contar estas benditas insconscientemente todos os dias...

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Um dia de mulherzinha...

Um dia desses acordei me sentindo uma verdadeira mulherzinha. Logo de manhã deu vontade de tomar um banho mais demorado do que de costume, de passar creme em todo o corpo, perfume, de colocar vestido, deixar o cabelo preso, passar rímel, blush, batom e colocar um belo salto alto, mas desisti deste último porque o mais bonito que tenho deixa qualquer um com dor nas pernas. Mas tudo bem porque peguei uma sapatilha linda, presente de minhas amigas, e saí super atrasada de casa.

Durante o dia incorporei a tal da mulherzinha. Fiquei irritada, descabelada, comi muito chocolate ainda na parte da manhã, fiz várias coisas ao mesmo tempo, achei linda aquela roupa lá da loja ao lado do banco, me senti gorda, tive cólica, comi mais chocolate, arrumei a calcinha que estava me incomodando, fiquei chata do nada e queria gritar bem alto tudo o que sentia, sem medo de ser julgada. Depois, sem nenhuma explicação, voltei a ficar bem-humorada e calminha.

Quase no fim da tarde deu saudades do namorado, da mãe, do pai, da tia, do avô, das avós, da minha cachorra que sempre rói tudo o que vê, de comer um Big Mac sem culpa com coca-cola e batata frita, da amiga que há tempos não converso, da cunhada, da prima e até daquela menina que você conhece e que só conta mentira. Queria até ouvir uma história imaginária dela para rir um pouco.

À noite ainda me sentia mulherzinha. Tomei banho ouvindo música bem alto, coloquei aquele pijama horrível, fiquei brava de não caber mais naquela calça mesmo comendo o bendito Big Mac, assisti sem xingar a novela das oito, reparei como era bonito o moço que namora a Donatella, liguei para meu namorado, conversei com uma amiga, dei uma olhada nos e-mails e fui obrigada a durmir com dor de cabeça, sem ao menos assistir o programa que tanto gosto, aquele que passa às segundas-feiras à noite.

Após este longo dia, já deitada na cama, rezei para nunca mais acordar me sentindo tão mulherzinha assim. Deus que me livre!