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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Três já é demais...

Viabilizar o terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva ou não, eis a questão.

A proposta de emenda constitucional que permite duas reeleições continuadas ao presidente brasileiro, e consequentemente aos governadores e prefeitos, é praticamente um afronte ao governo democrático e quase tão devastadora e perigosa quanto a ameaça nuclear é ao mundo.

A iniciativa do deputado Jackson Barreto do PMDB (vulgo partido em cima do muro e a favor da situação, desde que recebam algo de interesse) abre as portas para mais um problema sério, além dos já exitentes e com os quais devemos lidar diariamente: a probabilidade de aprovar uma emenda que apoiará o populismo desenfreado, acentuando ainda mais a dependência de uma população extremamente carente e pobre.

Mesmo que a proposta tenha sido devolvida ao autor pela Câmara, devemos lembrar que uma situação extremamente parecida já fez parte da história brasileira e levou a vários anos de repressão, tudo isso há menos de um século. Será que precisamos viver tudo isto de novo? Com toda certeza não.

Situações como esta dão força aos velhos ditados populares, como o que diz que as fraldas e os políticos devem ser trocados de tempos em tempos, sempre pelo mesmo motivo. Nem preciso falar o por quê, correto?

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Memórias Diretas

Fachada da prefeitura de Campinas, em 1984. Crédito da foto: Luiz Ferrari

Há exatamente um ano a Amira e eu estávamos praticamente loucas por causa do nosso projeto de conclusão de curso: um videodocumentário sobre a campanha das Diretas-Já no município de Campinas. Queríamos fazer uma espécie de ‘resgate histórico’ de um episódio desconhecido por grande parte dos moradores da cidade. Ficamos mais de cinco meses só pesquisando, fazendo pré-entrevistas e falando com muita, mais muita gente para conseguir qualquer tipo de material audiovisual, fotográfico e relatos sobre a época.

Visitamos arquivos de TVs, jornais, sindicatos, acervos públicos, bibliotecas e não achávamos nada que sustentasse as imagens da nossa proposta. Nossos entrevistados também não guardaram nada visual daquela época e já pensávamos em mudar de tema, porque não tínhamos conseguido reunir imagens suficientes para contar esta história.

Orquestra de Campinas em apresentação no Carlos Gomes. Era conhecida na época como a 'Orquestra das Diretas', do maestro Benito Juarez. Crédito da foto: Luiz Ferrari.

Foi aí que encontramos o Orestes Toledo, que nos presenteou com algo muito especial: um vídeo amador da maior manifestação política já realizada em Campinas, o comício no Largo do Rosário de 21 de janeiro de 1984. Em toda a cidade, não há nada igual a este registro histórico. Pronto, agora podíamos falar sobre o que tanto queríamos.

De Osmar Santos aos comentários de Orestes Quércia, vice-governador do Estado de São Paulo em 1984, parecia que alguém naquela época sabia que duas estudantes iriam precisar das imagens para seu trabalho, eu nem havia nascido ainda! Posso até dizer que o dia que achamos e assistimos juntas a relíquia foi um dos momentos mais marcantes da minha vida.

Depois da descoberta foram várias noites sem durmir, gravando, decupando, editando e procurando as pessoas que apareciam naquele vídeo para entrevistarmos. Uso o gerúndio para falar disso de propósito, pois o fizemos praticamente sozinhas e conseguimos após muito trabalho. Só não deu certo de falar com a Maitê Proença, que não topou, e com o presidente (neste último caso bem que a Amira tentou e fez o que pôde no Planalto, porém foi praticamente engolida pelos outros jornalistas que queriam saber sobre os escândalos de sempre. Lógico que não deu certo, quem sabe na próxima?).

Jogo de futebol no Largo do Rosário, em Campinas, em 1984. Ao invés de Guarani e Ponte Preta, o jogo foi do time das 'Diretas' contra o da 'Indiretas'. O placar foi de 10 x 4 para a primeira equipe, com foto publicada no jornal Correio Popular.

Mas tirando este blá-blá-blá, hoje fiquei orgulhosa em saber que o nosso ‘Memórias Diretas’ foi um dos dez curtas-metragens mais votados pelo público durante a III Mostra Curta Audiovisual de Campinas. Fez parte da Sessão Júri Pop.

Isso me deixa feliz porque nós duas não acreditávamos neste projeto. É bom saber que algumas pessoas gostaram do resultado final e que este só foi possível após muito estresse, chororô e noites perdidas de sono (ou não teria graça, não é verdade?). Nem quando ele foi apresentado e elogiado no Intercom Sudeste eu fiquei tão satisfeita...

Aposto que a Amira vai concordar com cada palavra...

Clique aqui para entrar no site da III Mostra Curta Audiovisual

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Perguntar dói, e muito!

Não importa o lugar, quando o assunto é petulância e má educação todo nós estamos sujeitos, ainda mais quando se quer algum tipo de informação importante – a coisa mais normal do mundo a um jornalista.

Escrevo isso porque fico revoltada e puta da vida ao ler que algum repórter apanhou enquanto trabalhava, como o jornalista que foi agredido por torcedores austríacos em uma transmissão ao vivo. Além da física, outro tipo de agressão que me tira do sério é a implícita, que vai desde desligar o telefone na cara, fazer de conta que não ouviu/entendeu ou até mesmo tirar sarro da situação, sendo que você precisa escrever sobre aquilo e não ouvir piadas do assunto. Mas, sem dúvida, a de não ser levado a sério é ainda pior, principalmente por aqueles que renegam ao jornalista justamente aquilo que é a base do seu trabalho: o direito à informação. Neste quesito, alguns assessores e puxa-sacos são experts e conduzem com maestria a falta de ética que pode haver no relacionamento com a imprensa (ainda bem que são a minoria).

Expondo o que considero agressão já dá para comentar a total falta de respeito que tiveram com um dos repórteres do CQC, o Danilo Gentili, quando ele cobria a visita da Marta (PT) em uma favela ao lado do Morumbi. Não gosto muito de comentar essas coisas, mas depois de ler a notícia do Ricardo Galhardo, de O Globo, e do Rubens Valente, da Folha, me deu tanta raiva que tive que escrever algo para deixar marcada minha opinião.

Ler notícia de internet é um pouco complicado, mas o primeiro jornalista noticiou que o repórter da Band teria sido impedido de chegar perto da ex-prefeita e que rasgou a bandeira de um militante que participava da visita na favela, em São Paulo. Já Valente relata que Gentili tentou gravar um quadro com a candidata, com um manequim semelhante ao que ela cumprimentou por engano (ótima idéia). Já dá para imaginar o restante da história, né?

Logicamente que rasgar a bandeira não é uma atitude coerente (apesar de não acreditar que ele tenha feito isso), mas nada justifica o que aconteceu depois. De acordo com a nota publicada, o repórter teria sofrido agressões que foram chamadas de “brincadeira” pelo fotógrafo da aspirante à prefeita sem-noção, César Ogata: “Foi uma brincadeira. O "CQC" não é um programa de humor?”. Comentário simplesmente ridículo, porque a brincadeira a qual Ogata se refere é instigar a população a "passar a mão na bunda dele [Danilo]”, conforme Galhardo.

De boa, quem assiste ao CQC e tem um mínimo de cérebro sabe que o programa é irreverente e tem humor sim, mas a base de suas matérias são totalmente jornalísticas; isto é inegável. Entretanto, a discussão que fica aqui é até que ponto vai a agressão a um repórter, sendo que no caso do Gentili foi física e verbal. Será que ele fez algum tipo de pergunta que "não deve" ser feita? E eu que aprendi que perguntar não dói, pelo menos em tempos de democracia...

A única justificativa plausível, na minha opinião, é que este tipo de atitude só fortalece ainda mais a idéia de que algumas perguntas podem doer tanto que é mais fácil responder com socos ao usar palavras. E já que é assim eu também acertaria o microfone ou meu bloco de notas como contra-resposta, com toda a certeza.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Ah! E os resultados de Valinhos...

Acompanhei toda a votação aqui na cidade trabalhando pela rádio e nos momentos de folguinha estava grudada na mesma emissora! Aliás, a equipe estava mais que integrada e deu um show de cobertura, anunciando os resultados das eleições de 2008 com mais de quatro horas de antecedência, comparado ao horário oficial de divulgação do Tribunal Superior Eleitoral. Parabéns a todos que participaram e obrigada pelo convite, quero estar em outras também...


A votação ocorreu normalmente e o prefeito Marcos José da Silva foi reeleito com 71,8% dos votos, aproximadamente 37.400 dos válidos. Entre os eleitos para a Câmara Municipal, constam os nomes de Tunico (PMDB), Clayton Machado (PSDB), Dr. Moysés (PTB), Henrique Conti (PV), Dalva Berto (PSDB), Paulo Monteiro (PMDB), Lorival (PT), Israel Scupenaro (PMDB), Aguiar (PMDB), Fábio Damesceno (PMDB) e Sérgio Siqueira Juju (PDT).


Espero que todos façam um bom trabalho até 2012, pois sei que alguns nomes citados aqui levam à sério seu cargo público. Que os erros dêem espaço a bons projetos e que o salto alto de outros seja deixado de canto. Vamos trabalhar!

PS: Malu, gostei muito de conhecê-la, tem um futuro brilhante!

O dia seguinte...

Oba! As eleições terminaram, os eleitos já foram devidamente anunciados nas cidades com primeiro turno e agora fica o resultado do período de campanha, mas não estou falando da felicidade e da tristeza dos candidatos não...

Quem mora perto de escolas que serviram como local de votação sabe exatamente do sentimento que toma conta da minha alma neste momento. É incrível como as pessoas confundem seus santinhos eleitorais com confete, os jogam por todo lugar e fazem da rua um verdadeiro salão, como se fosse um carnaval. No mínimo muitos pensam que os eleitores são fanfarrões vestidos de palhaços, que devem dançar no mesmo ritmo da marchinha deles, no meio da porcalhada.

O engraçado – ou trágico – é que estes mesmos candidatos que jogam seus papéis ao vento e colocam placas por todo o canto querem se eleger para transformar a cidade num lugar melhor para se viver, pelo menos era para ser assim. Mas como querem fazer algo de bom se já começam sujando as ruas e deixando tudo por ai, jogado?

Só quero ver quem vai limpar a sujeira depois da chamada “festa da democracia”. Espero que pelo menos os eleitos não queiram fazer a mesma coisa com os projetos e com o futuro da cidade...

sábado, 4 de outubro de 2008

Já chegou a hora!

Opa! Amanhã todo mundo sabe que é dia de votar e será uma data muito especial, porque depois de quase dois anos voltarei a fazer cobertura ao vivo e será logo das eleições municipais, aqui em Valinhos mesmo, pela rádio da cidade. Já estava cansada de só escrever coisas institucionais ou de assessoria, jornalismo de campo sempre é mais divertido, está no meu sangue.

Fui convidada por meu ex-chefe (salve, salve Fernando D'Ávilla) e estou muito feliz com a oportunidade, pois foi nesta rádio que me ajudaram a crescer profissionalmente. Trabalhei lá durante um ano e era responsável pelo conteúdo jornalístico da manhã, apresentava o jornal e era convidada no programa Revista da Manhã, do qual tenho muita saudades também. Entretanto, mesmo quando estava lá nunca peguei cobertura de eleições municipais e estou ansiosa para fazer parte daquilo de novo. Tudo bem que já cobri desde jogo de futebol à referendo e greves, mas as eleições nem se compara!

Bem, ontem foi a reunião que decidiu os últimos detalhes para que a transmissão seja um sucesso. Serei voluntária e integro um time de mais de 60 pessoas, que correrão contra o tempo para informar os valinhenses sobre seu futuro político. E para não esquecer as origens trabalharei diretamente com a Malu, que é a menina que faz exatamente as coisas que eu fazia na rádio. Está no segundo ano de jornalismo e já ouvi falar muito bem do trabalho que ela faz, trocar figurinhas sempre é excelente...

Fico por aqui e depois volto com os resultados. Realmente é muito bom fazer aquilo que se gosta...

Ah! Vagninho, Claudinei e Fernando Cunha, olha eu enchendo vocês novamente!

Vamos votar certo!

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Ele confia cegamente em nós?

Li a notícia do Bruno Garcez na Folha On-line desta semana e não resisti, tive que postá-la aqui. Só fica uma pergunta na minha cabeça: será que o povo é tão "juiz sábio" assim?

Tenho minhas dúvidas. De qualquer forma o presidente diz que confia plenamente nele (povo) e critica a imprensa brasileira, esquecendo que os jornalistas também estão inclusos neste conjunto de pessoas. Afinal, vivemos no mesmo país e estamos sujeitos as mesmas leis...

É, ele deveria confiar cegamente em nós também...

Em Nova York, Lula critica imprensa brasileira
por BRUNO GARCEZ - enviado especial da BBC Brasil a Nova York

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou farpas contra a imprensa brasileira em diferentes pronunciamentos realizados nesta segunda-feira em Nova York, onde se encontra para a Assembléia Geral da ONU, e afirmou que o povo é ''um juiz sábio'', capaz de distinguir notícias falsas das verdadeiras. Pela manhã, Lula demonstrara irritação com uma reportagem publicada pela Folha, que dizia que o governo iria permitir uma nova rodada de aplicação do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) na aquisição de ações da Petrobras.

O governo autorizou, há sete anos, que o FGTS fosse usado por trabalhadores para a compra de ações da Petrobras. Segundo a Folha, a Petrobras captou R$ 1,6 bilhão com a medida e o investimento rendeu 766,8% aos que adquiriram as ações. A reportagem afirmava que o governo Lula iria autorizar o uso do fundo de garantia na capitalização da Petrobras para explorar o petróleo da camada pré-sal. ''Eu acho abominável alguém fazer uma manchete daquele jeito, sem nunca ter conversado comigo e sem que eu nunca tivesse pensado na idéia'', afirmou Lula, durante a manhã de segunda, após um evento da Embratur realizado em Nova York, que visava promover o turismo no Brasil.

De acordo com o presidente, o texto constituiu uma ''irresponsabilidade, porque isso mexe com o mercado, mexe com as ações. Se alguém quer dizer que o presidente da República pensa alguma coisa dessa magnitude, no mínimo deveria ter tido a responsabilidade de me consultar ou ao ministério da Fazenda, do Planejamento, do Trabalho ou ao presidente do Banco Central''.

Durante a tarde, Lula voltou a fazer críticas à imprensa, durante a entrega de um prêmio na sede da ONU -- ironicamente entregue pela agência de notícias Inter Press Service --, mas, desta vez, suas farpas pareceram não ser dirigidas contra um alvo específico. ''A disseminação da audiência não pode ser pautada exclusivamente por índices ou pela lógica empresarial'', afirmou, para, em seguida acrescentar que ele confia ''cegamente na inteligência do povo''.

De acordo com Lula, ''o povo consegue distinguir a verdade da mentira e sente nos olhos de quem está falando na televisão, na voz que está falando no rádio e nas palavras dos jornais, o que é verdade e o que não é verdade''. ''Eu digo todo dia no Brasil que o povo é um juiz sábio e soberano. Entre tantas verdades e inverdades, entre tantas coisas feitas de boa fé e de má fé, eu tenho a convicção de que o conjunto da sociedade consegue separar o joio do trigo.''

PS: Ninguém quer conversar com ele? Ah! Me poupe...

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

O horário eleitoral merece um pouco de atenção...

Em um breve momento de descanso, logo após o almoço, ligo a televisão para assistir algum programa. Para minha surpresa relembro que estamos em período eleitoral e é época de campanha política na televisão. De cara demonstro minha total indignação com aquilo; afinal, em uma tarde de sábado o que desejava era, pelo menos, assistir a um telejornal ou então um programa que falasse sobre qualquer coisa, menos política (apesar de gostar do assunto).

Com imensa vontade de desligar o aparelho reflito e me controlo, mas não consigo resistir a tentação que acredito ser semelhante à de milhares de brasileiros. Contudo, antes de apertar a tecla desligar de meu controle remoto decido dar mais uma chance ao horário eleitoral. Quem sabe não acho algo interessante e consigo conhecer outros candidatos?

É justamente aí que começo a me surpreender com as falas de diversos almirantes a um cargo na câmara municipal. Em menos de 8 segundos têm que deixar sua mensagem aos telespectadores que, aliás, aguardam com ansiedade a hora em que seu programa predileto voltará a ser exibido no horário habitual. Neste exato momento começo a prestar atenção em nossos futuros representantes, assim como em suas propostas.

É visível que a maior parte prefere fazer trocadilhos, gritar como loucos ou ainda colocar aquelas músicas que nunca mais serão esquecidas por nosso subconsciente ao falar de seus projetos, isso caso sejam eleitos. Poucos são aqueles que demonstram em míseros segundos suas propostas e objetivos, que nem sabemos se são verídicos ou não. Isso para não falar que é quase inexistente um candidato que fale sobre os projetos que já desenvolveu durante seu mandato.

Terminado o tempo de exibição e após uma breve análise, me vêm à cabeça quantos daqueles estão prontos para administrar alguma coisa. De qualquer forma, ao meu ver, nunca é tarde para descobrir que em alguns minutos dedicados ao horário eleitoral não são tão ruins como parecem. Pelo menos dá para perceber quais números jamais serão apertados nas urnas...

(PS: texto é velho, mas é incrível como dá para usá-lo em todas as eleições! Se colocar uma lona em cima vira circo!)

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Depois que eu falo ninguém acredita...

Eu não posso fazer nada, porém essas coisas só acontecem em Valinhos. A primeira notícia eu não acreditei, contudo é verdade. Mas para relatar serei breve e objetiva:

1) Uma pessoa aqui da cidade que tentou ficar famosa no programa Ídolos, quando era do SBT, se candidatou a vereadora. Preciso falar alguma coisa?

No mínimo ela vai querer ser eleita para tentar cantar no microfone da Câmara Municipal em dia de sessão, mas mesmo assim ninguém vai querer ouvir. Peço por gentileza que chamem o Sacomani para dar um jeito nela novamente...

2) ¡ Caramba* ! Já começou a palhaçada de pintar muros com nome de candidatos, carros de som e banners por todo lugar que você olha. Será que isso faz com que as pessoas votem mais em você?

3) Domingo foi carreata e fogos de artíficio, hoje cidade enfeitada com números e amanhã? Espere só para ver...
* Agora virei uma mocinha educada, 'de garbo e elegância', e nada mais de palavrões em meu vocabulário, quer dizer, nem tantos assim...

domingo, 10 de agosto de 2008

Eu só queria durmir...

Valinhos, cidade no interior de São Paulo onde tudo pode acontecer. Conhecida por suas plantações de figo e goiaba, tem muros cada vez mais verdes, buracos que perseguem sem dó os moradores e eleições municipais únicas, sempre cheias de novas surpresas.

O parágrafo anterior pode parecer totalmente piegas, mas realmente é o que acontece neste município cheio de altos e baixos (literalmente) e que sempre é dirigido por pessoas que gostam de buracos e barrancos. Aliás, poderia dizer que Valinhos estima muito seus barrancos e buracos, pois esta deve ser a única explicação plausível que define porque todo mundo é obrigado conviver com eles. São nossas maiores riquezas e totalmente ‘excelentes’.

Nesta cidade outras coisas maravilhosas acontecem também, a exemplo de carreatas eleitorais cheias de empolgação e ânimo num domingo de manhã, bem em frente a minha casa. Sim, DOMINGO DE MANHÃ, aquele dia da semana que você quer durmir até mais tarde se não for trabalhar...

E como se não bastasse, caso você não tenha ouvido as buzinas, eles também soltam fogos de artifício (olha que maravilha) para avisar que estão ali. Vai que alguém não ouviu as buzinas ensaiadas já cedo?

O pior é que aqui só soltam fogos de manhã quando querem avisar que chegou ‘droga’ em alguma boca de fumo. Mas se for pensar por esse lado, eles foram espertos e realmente quiseram enfatizar que a droga tinha chegado e estava bem em frente de casa. Mas como sou careta, só queria durmir...

Agora me fala: se você gosta e quer fazer uma carreata em homenagem a alguém, porque não faz na frente da casa dela? Afinal, não é para ela? Eu não tenho nada a ver com isso, só queria durmir. Não tenho culpa se ela mora em um condomínio e lá eles não permitem isso...

Nestas horas que amo cidade de interior e suas características tão próprias. Municípios nos quais os liberais mudam para o partido de oposição para virarem prefeito, ladrões de ‘taipe’ se candidatam a vereador e pedem ajuda aos donos dos carros e onde os barbudos não são do PT, mas do PMDB, e pintam a cidade de verde mesmo sendo corinthianos...

Ah, e só para enfatizar eu só queria durmir até mais tarde...

Observação: pode parecer que só me preocupo com os buracos, porque é a segunda vez que falo deles. Na realidade sempre os cito porque sei que eles são bem mais embaixo do que imaginamos. São tão embaixo que ninguém quer acabar com eles, a maioria prefere desviar e fingir que não existem...

Quer saber mais sobre Valinhos?
Desciclopédia
Lendas de Valinhos
Prefeitura de Valinhos (fonte menos menos confiável)

terça-feira, 22 de julho de 2008

Arruma tudo aí, gente! É quase hora de votar...

Estava à caminho de casa, voltando do trabalho e ao chegar em minha querida cidade comecei a perceber várias mudanças evidentes. Sinalização de trânsito exemplar, ruas antes esburacadas asfaltadas novamente (nem preciso fazer manobras estúpidas para desviar dos buracos), luzes mais marcantes, policiais na rua e entre outras coisas mais muita, muita, mais muita tinta verde e branca.

Confesso que essa situação foi um pouco estranha para mim, pois percebo o oposto disso todos os dias em pequenos detalhes. Mas para ressaltar estas mudanças, caso ninguém tenha percebido, dois jornais locais estampam na primeira folha às sextas-feiras notícias pré-escritas e sem autores, que ressaltam todos os investimentos municipais gastos em paredes verdes e em outras coisinhas que nem vou comentar. O grande benemérito? Justamente quem pauta e determina as notícias do município, nem preciso citar nomes.

É engraçado e nojento como as coisas começam quando as eleições estão próximas. Sempre as mudanças mais visuais, quem diria, são deixadas para serem feitas quase nos quarenta e cinco minutos do segundo tempo, na prorrogação, para que todos possam comentar: 'você viu a rua da minha casa?', 'iluminaram a esquina da vizinha', 'colocaram uma lombada lá na avenida', 'pintaram o monumento da praça'. Muitos até esquecem o cheiro do esgoto e das promessas capciosas, dos interesses revestidos e nos processos esquecidos e não julgados.

Não adianta pintar a cidade toda, asfaltar ruas se muito mais precisa ser feito e revisto. Não adianta o poder legislativo perder seu tempo votando em moções sem fundamento, em como vai ser o nome daquela rua lá no bairro novo e onde será colocada a próxima lombada, enquanto o executivo tentar implementar um novo projeto de zoneamento da cidade ou pedágios ao redor dela, sem cabimento algum. Poucos do legislativo e executivos exercem um trabalho sério e apresentam bons projetos, não cobram à mais porque acham que você não votou em quem manda e tenta te atingir de alguma forma. Chega de achar que a nova geração não se interessa pelo que acontece, não adianta preparar ninguém para substituí-lo. E não adianta também prometer que cortará a árvore na frente da escola porque ela atrapalha a visualização do luminoso só para ganhar o voto, pedindo em troca que você vá ao ginásio no dia da apuração para aplaudir cada voto ao seu favor de pé.

Outros quatro anos estão por vir e, apesar de amar essa cidade, me irrita a forma como as coisas são feitas. Cobri durante um bom tempo os acontecimentos municipais e sei que quem abre a boca vira a próxima vítima, mas não me importo. É difícil fechar os olhos e inaceitável não comentar essa situação.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Saúde para você?

É ridícula a criação de mais uma taxa de contribuição para financiar o aumento de despesas do setor da saúde, para não dizer abusiva. Além de todos os impostos a pagar diariamente (embutidos em serviços e produtos, fora outros) temos que desembolsar mais este ainda?

O sistema de saúde pública disponibilizado à população sempre foi uma vergonha, mesmo durante a captação dos ‘recursos’ provenientes da taxa anterior. É incabível a volta desta forma de arrecadação, que de nada resolveu este problema. Ao invés de pensarem sempre em novas formas de arrecadar nosso dinheiro, como a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS) , deveriam buscar alternativas plausíveis para solucionar o problema da saúde brasileira de fato.

Realmente me dá nojo em saber que não há limites para as cobranças de taxas à população brasileira. Peço para que os partidos de oposição à proposta façam algo para impedir mais esta injustiça com os contribuintes, que não agüentam mais destinar dinheiro ao Estado, sem receber nada em troca.

Dinheiro é recolhido de sobra, só falta aplicá-lo de forma correta e não destiná-lo apenas ao aumento de salário e benefícios de pessoas que dizem defender os direitos da população. Também não aguentamos mais ver nossos impostos em contas estrangeiras, que pagam e sustentam a covardia de governantes e a miséria e a falta de recursos básicos de toda uma nação.

Tinha que ser coisa do PT...