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terça-feira, 28 de outubro de 2008

Um pingüim em minha mesa...

Muitos aderem a tatuagem, outros já preferem usar alguma jóia ou bijuteria para simbolizar. Conheço até pessoas que furam a orelha juntas ou fazem questão de usar frases em comum, mas minha amiga Laura e eu arrumamos uma forma diferente de selar nossa amizade: temos cada uma um pingüim pequenino, que chamamos carinhosamente de Tunico e Tinoco (sim, é uma miniatura daqueles que ficam em cima da geladeira).

Parece até brincadeira de criança, mas os batizamos assim em homenagem aos cantores sertanejos, que certamente seu avô ou sua avó conhecem muito bem. Aqui no interior de São Paulo então nem se fala, faz parte da nossa formação e quase nascemos cantando suas músicas.

Mas o processo para escolha do nome não foi aleatório, pois queríamos que eles estivessem ligados de alguma forma. Pensamos então que quando se trata de uma dupla sertaneja não importa se você quer falar apenas de um, o nome do outro sempre vem embutido. Quer um exemplo? Aposto que pelo menos alguma vez na vida você já deve ter falado ou ouvido: “Sim, o Zezé de Camargo e Luciano ‘é’ marido da Zílú” ou então “O Chitãozinho e Xororó ‘é o pai’ da Sandy e Júnior”. Não tem jeito, um puxa o outro, afinal são uma dupla. Além disso, queríamos que acontecesse isso com a gente também!

Bom, até aí tudo bem, mas por que escolhemos um pingüim? Fácil de responder. Laura e eu trabalhávamos em uma sala sem janelas e na qual o ar condicionado não gostava de ninguém, ou era muito abafado ou muito frio. Nos tempos mais gelados, costumávamos falar que iam surgir pingüins para nos fazer companhia, pois estávamos praticamente dentro de uma geladeira. Pronto, poucos dias depois ela aparece com duas miniaturas que comprou em Araraquara, cidade de seus pais. Nem preciso dizer mais nada, né?
Desde então o Tunico (da Laura) e o Tinoco (o meu) ficam em nossas mesas de trabalho e nós trazem uma sensação muito boa, ainda mais agora que não trabalhamos mais juntas. Nós fazem lembrar das risadas e foras que sempre demos, desde o momento que nos conhecemos. A empatia foi imediata e viramos grandes companheiras, do trabalho às piadas e comentários criativos; nossos 'amigos' não poderiam ser tão diferentes.

O mais legal disso tudo é que mesmo não precisando de nada para lembrarmos uma da outra, nossos mascotes cumprem esse papel, pois geram a mesma curiosidade alheia e a mesma pergunta: o que significa esse pingüim na sua mesa? E aí começa tudo de novo, mais uma oportunidade de relembrar boas histórias e não deixar que elas congelem em nosso pensamento...

Laurinha, só para não perder o costume: beijo me liga, hein!