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sábado, 26 de março de 2011

Melhor buscar um cappuccino...

Aula de teoria e correntes literárias. Às 9h17, sinto-me entediada, com sono e só consigo pensar num bendito cappuccino. Quando não o idealizo em minha boca, relembro de pessoas que me decepcionaram ou que me irritaram bastante. Acho até que estou sob a influência dos autores nórdicos de Madame de Staël, com suas melancolias e textos sombrios, ou meus pensamentos são apenas fruto do tédio? Que raciocínio chato e sem fim. 

Enquanto escrevo este texto e tento fazer as anotações da aula, estes indivíduos ficam batendo em minha mente com um martelo; não gostam do esquecimento. Entre eles está aquela universitária, pela qual abdiquei uma vaga de estágio para que ela pudesse deixar aquele emprego que odiava e entrar na área. Ela nunca soube disso, mas um ano e meio depois fez da minha vida um inferno, espalhando boatos e falsas verdades; deveria ter dito algumas para ela, mas já foi.

O pior é que ela me fez lembrar daquele menino que tornou-se de um dia para o outro naquilo que mais repudiava; depois, porém, não adiantou chorar e querer a vida que tinha de volta, a fila andou e ele teve que sair dela. Tem também aquela menina que pensava ser sabe-tudo e que não sabia de absolutamente nada. Já escrevi sobre ela uma vez, mas o que era sofrimento hoje virou alívio. O mundo gira muito e se ela soubesse disso teria tirado o rei da barriga há mais tempo. Afinal, liderança e conhecimento não se impõem, são conquistados aos poucos. Nem no cappuccino consigo pensar mais...  

Há ainda aquelas pessoas tão próximas que vivem para agradar o errado, pois com medo de enfrentar apenas um prejudicam o restante que vive ao seu redor. Estes mesmos ignoram sua existência em ocasiões nas quais o outro queira participar, mas quando há que se pedir alguma coisa a história muda. Toda vez que vivencio isso, as feridas que foram abertas há mais de 15 anos estremecem e me machucam muito, mas fico quieta. Pela falta de vergonha de alguns, tive que criar uma barreira para me distanciar.

Agora até o sono foi embora. O que era tédio virou uma tristeza deslocada com esse blá-blá-blá, quase que um Horla trazido de volta à sua terra natal. Não gosto destas coisas e não quero mais pensar em assuntos negativos, estou quase parecendo uma rainha da verdade, credo, longe disso. Vou mais é me ocupar em pensar em tantas pessoas boas que fazem parte da minha vida, estejam longe ou perto, ou prestar atenção na aula.

Aliás, vou é afogar esta melancolia chata num cappucinno e vou fazer isso é já!