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sábado, 18 de abril de 2009

Deixe-se surpreender...

Uma mulher caminha pela rua e está com uma roupa muito extravagante para os padrões normais. Ela passa entre homens e mulheres e desperta olhares desconfiados, cheios de julgamentos e rótulos, mas apenas segue o seu caminho. Muitos podem achar que ela tem uma profissão antiga, outros apostam que ela não sabe como está ridícula ou ainda dizem que ela só arrumou um jeito de chamar a atenção. Aposto que nenhum diria que ela tem liberdade para usar o que quiser ou que é uma excelente pessoa; o legal mesmo é não deixar de fazer um comentário maldoso.

Vou ainda descrever uma outra situação. Um colaborador dá uma lida em um texto de um acadêmico ou de um profissional que está acima dele no organograma e, com boa vontade, decide expor sugestões benéficas ao autor. Entretanto, ao mostrar ao seu superior um novo ponto de vista, logo é esnobado ou recebe questionamentos indevidos, como se não tivesse capacidade intelectual de melhorar aquilo só por causa da sua pouca idade ou por sua colocação profissional.

Estas situações podem ser bastante diferentes, mas têm muito em comum. Ambas poderiam ser evitadas caso houvesse um sentimento que é a base para construir qualquer relação humana: o respeito. Tudo bem que esta palavra pode não fazer tanto sentido ultimamente, mas por mais que tentem colocá-la em desuso ela ainda é forte e indispensável, mesmo escondida atrás de atos e situações.

Seu uso é prejudicado principalmente pela ânsia que muitos têm em se sentir superiores, julgando ou agindo estupidamente, só para respeitar a fúria de um ego insensato. Se soubessem mais como usá-la aposto que não teríamos tantos problemas de aceitação e relacionamento. Acredito até que viveríamos mais leves, pois as coisas funcionam naturalmente quando respeitamos o que o outro é, o que ele tem a dizer, o que deseja, o que sente, o que sabe e, principalmente, o que não sabe e pode aprender.

Acho que todo este comentário poderia ser resumido em um vídeo que vi no Youtube esta semana. A situação que ele nos mostra, com todos os julgamentos e “achismos” desnecessários, é muito real e vivenciados por todos nós, seja quando somos desrespeitados ou fazemos isso com alguém. Se parássemos de julgar e deixássemos as pessoas mostrarem o melhor de si antes de mais nada evitaríamos situações embaraçosas, poderíamos nos surpreender desde o início.

Infelizmente não dá para incorporá-lo aqui, mas para quem quiser assisti-lo o link é: http://www.youtube.com/watch?v=Z-D75CWbSgY