quinta-feira, 28 de maio de 2009

Três já é demais...

Viabilizar o terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva ou não, eis a questão.

A proposta de emenda constitucional que permite duas reeleições continuadas ao presidente brasileiro, e consequentemente aos governadores e prefeitos, é praticamente um afronte ao governo democrático e quase tão devastadora e perigosa quanto a ameaça nuclear é ao mundo.

A iniciativa do deputado Jackson Barreto do PMDB (vulgo partido em cima do muro e a favor da situação, desde que recebam algo de interesse) abre as portas para mais um problema sério, além dos já exitentes e com os quais devemos lidar diariamente: a probabilidade de aprovar uma emenda que apoiará o populismo desenfreado, acentuando ainda mais a dependência de uma população extremamente carente e pobre.

Mesmo que a proposta tenha sido devolvida ao autor pela Câmara, devemos lembrar que uma situação extremamente parecida já fez parte da história brasileira e levou a vários anos de repressão, tudo isso há menos de um século. Será que precisamos viver tudo isto de novo? Com toda certeza não.

Situações como esta dão força aos velhos ditados populares, como o que diz que as fraldas e os políticos devem ser trocados de tempos em tempos, sempre pelo mesmo motivo. Nem preciso falar o por quê, correto?

quarta-feira, 20 de maio de 2009

O "claim" da questão...

O uso exacerbado de termos em english durante uma simples conversa tem me irritado muito ultimamente. Parece que é cada vez maior o número de pessoas que start up suas frases com palavrinhas americanizadas, transformando uma resposta rápida ou um comentário banal numa verdadeira stomach ache.

Não sei quem deu o kick off nesta modinha infernal de colocar palavras estrangeiras em tudo quanto é frase, mas aposto que metade dos cidadãos que as usam nem sabem ao certo o real significado que saem de suas bocas e nocauteiam os ouvidos alheios. Na verdade desconfio seriamente que estes indivíduos não imaginam o papel de loser que fazem na frente de todos, preferindo acreditar que são o máximo por usarem little words que só enfeitam discursos fracos e ideias sem nexo.

E se você é do tipo que usa termos estrangeiros em qualquer frase em português think twice, sweetheart! Deixe para usá-los à vontade numa aula de idiomas ou em conversas nas quais sejam indispensáveis, ou senão vai continuar pagando de stupid por aí...

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Se gostar de chuchu fosse tão fácil...

A maior parte das mulheres, antes de comprar qualquer alimento industrializado para consumo rápido (leia-se aqui chocolate, sorvete, cookies e salgadinhos), certamente segue os dez preciosos passos que vou detalhar abaixo:

1. Entra no mercado decidida a sair de lá com uma coisa bem gostosa para comer;
2. Vai até a seção do produto e escolhe um;
3. Vira a embalagem e olha quantas calorias tem;
4. Ao ler o tanto de calorias do produto quase tem um ataque cardíaco e larga aquilo como se fosse uma bomba prestes a explodir e acabar com toda a vida na Terra;
5. Decepcionada vai e escolhe a versão light ou outra coisa mais saudável;
6. Faz umas contas malucas na cabeça, com aquela cara estranha, para saber se pode ou não comer aquilo;
7. Olha de novo a tabela nutricional e vê que as calorias não ultrapassam dois dígitos e que se comê-lo continuará a caber na calça;
8. Vai até o caixa do supermercado e paga o produto (sempre muito mais caro);
9. Come o que comprou, mesmo que aquilo tenha um gosto muito exótico e nada parecido com o que estava descrito na embalagem;
10. Continua com a mesma vontade que levou ao passo 1, mas agora desejando desesperadamente um chocolate, sorvete ou qualquer coisa com mais de 100 calorias por grama!

Se você é homem e não sabia deste sagrado ritual, sinto-lhe informar que nós realmente olhamos a caloria de quase tudo que comemos, ou você acha que no Mac Donald’s pedimos salada no lugar da batata frita deliciosa porque ela é mais gostosa? Acorda! Se fosse assim precisaríamos de chuchu para nos alegrar durante a TPM e não de chocolate ou sorvete de flocos!

Agora, se você é uma mulher realista poderia até acrescentar mais detalhes aos dez preciosos passos que controlam as calorias que ingerimos por dia, mesmo sabendo que idiotice e perca de tempo é contar estas benditas insconscientemente todos os dias...

sábado, 18 de abril de 2009

Deixe-se surpreender...

Uma mulher caminha pela rua e está com uma roupa muito extravagante para os padrões normais. Ela passa entre homens e mulheres e desperta olhares desconfiados, cheios de julgamentos e rótulos, mas apenas segue o seu caminho. Muitos podem achar que ela tem uma profissão antiga, outros apostam que ela não sabe como está ridícula ou ainda dizem que ela só arrumou um jeito de chamar a atenção. Aposto que nenhum diria que ela tem liberdade para usar o que quiser ou que é uma excelente pessoa; o legal mesmo é não deixar de fazer um comentário maldoso.

Vou ainda descrever uma outra situação. Um colaborador dá uma lida em um texto de um acadêmico ou de um profissional que está acima dele no organograma e, com boa vontade, decide expor sugestões benéficas ao autor. Entretanto, ao mostrar ao seu superior um novo ponto de vista, logo é esnobado ou recebe questionamentos indevidos, como se não tivesse capacidade intelectual de melhorar aquilo só por causa da sua pouca idade ou por sua colocação profissional.

Estas situações podem ser bastante diferentes, mas têm muito em comum. Ambas poderiam ser evitadas caso houvesse um sentimento que é a base para construir qualquer relação humana: o respeito. Tudo bem que esta palavra pode não fazer tanto sentido ultimamente, mas por mais que tentem colocá-la em desuso ela ainda é forte e indispensável, mesmo escondida atrás de atos e situações.

Seu uso é prejudicado principalmente pela ânsia que muitos têm em se sentir superiores, julgando ou agindo estupidamente, só para respeitar a fúria de um ego insensato. Se soubessem mais como usá-la aposto que não teríamos tantos problemas de aceitação e relacionamento. Acredito até que viveríamos mais leves, pois as coisas funcionam naturalmente quando respeitamos o que o outro é, o que ele tem a dizer, o que deseja, o que sente, o que sabe e, principalmente, o que não sabe e pode aprender.

Acho que todo este comentário poderia ser resumido em um vídeo que vi no Youtube esta semana. A situação que ele nos mostra, com todos os julgamentos e “achismos” desnecessários, é muito real e vivenciados por todos nós, seja quando somos desrespeitados ou fazemos isso com alguém. Se parássemos de julgar e deixássemos as pessoas mostrarem o melhor de si antes de mais nada evitaríamos situações embaraçosas, poderíamos nos surpreender desde o início.

Infelizmente não dá para incorporá-lo aqui, mas para quem quiser assisti-lo o link é: http://www.youtube.com/watch?v=Z-D75CWbSgY

sábado, 4 de abril de 2009

Me dá um abraço?

Você está sentado em sua mesa de trabalho um pouco triste ou precisando se animar e, de repente, dá aquela vontade de abraçar uma pessoa querida. Juro que sempre peço um abraço para quem está perto de mim, mas só àqueles que sei que realmente retribuirão o gesto com sinceridade. Entretanto, é muito comum ter um colega ao redor que olha a atitude com desdém, mesmo quando isto deveria ser totalmente normal.

Mas, afinal, o que há de errado em querer abraçar alguém ou em pedir um abraço? Diariamente pedem tantas coisas absurdas, por que não um abraço? O que há de diferente nisso, minha gente?

Definido por nosso querido Aurélio como ato de abraçar e de se estreitar nos braços de outrem, este gesto é muito mais que uma demonstração de carinho ou de educação. É a pura confirmação de que o ser humano precisa de contato com os seres de sua mesma espécie e necessita ter este momento de cumplicidade constantemente, não importa a situação pela qual está passando. Simbolicamente diria até que é uma forma de agradecimento por poder dividir o que você sente com alguém próximo, sem precisar dizer uma palavra.

Abraçar é algo mútuo e não depende só de nossos interesses individuais, é preciso que o outro também aceite o gesto, senão nada feito. Além de tudo isso mostra que não estamos sozinhos e que precisamos de conforto e proteção nos braços e no colo dos outros, não importa a idade.
Podem falar o que quiser, mas acredito nesta minha teoria absurda e não poupo ninguém: pai, mãe, namorado, cachorro, amigos... abraço todo mundo mesmo. E você, que leu este texto até o final, também pode sentir-se abraçado(a) por mim neste momento!

sexta-feira, 27 de março de 2009

Às vezes...

Às vezes me canso de escutar as mesmas músicas e acreditar que gosto delas; de ouvir falsos discursos que valorizam atitudes erradas e sem fundamento...

Às vezes me canso das pessoas, suas manias e crenças; do descaso com as atitudes corretas, frequentemente substituídas por ações mascaradas e errôneas...

Às vezes me canso da inversão de valores de toda uma geração, que ostenta o que nunca serão; da falta de juízo que passam adiante a pequenos que serão seus piores precursores...

Às vezes me canso das palavras vazias e da superficialidade das frases de efeito, que só inflam egos incapazes de suportar a realidade de suas vidas; de reações que só levam em consideração a primeira pessoa do singular, desprezando todas as outras do plural...

Às vezes me canso das pessoas que falam sem parar e do desprezo que têm em ouvir, escutar o que o outro tem a dizer; de ver como destratam aqueles que as criaram e da falta de humildade para aceitar opiniões, por saberem como é difícil mudar sua fraca maneira de agir...

Às vezes me canso de acreditar que existe justiça aos indivíduos que cometem crimes, pois estes viram vítimas e as vítimas passam ser ainda mais humilhadas; do apoio inexistente das famílias, que preferem compactuar com seus algozes e omitir problemas sérios para agradar os praticantes de atitudes desprezíveis, de fomentarem atos repulsivos...

Às vezes me canso de acreditar que somos seres desenvolvidos e superiores a outros animais; de saber que somos obrigados a perdoar a insensatez e a maldade alheia, somente para aceitar situações que não gostaríamos de vivenciar e das quais não podemos escapar...

Às vezes queria ter a capacidade de desconsiderar a estupidez humana; de não pensar em nada disso...

terça-feira, 24 de março de 2009

E a ideia deste povo continuará com acento...

Vou dizer que ando decepcionada com a falta de interesse das pessoas e com o que é dito e escrito por aí. Outro dia estava ouvindo a rádio Nova Brasil e os apresentadores do programa Radar fizeram a seguinte pergunta aos ouvintes: você já procurou saber algo sobre a nova reforma ortográfica?

Eu, a caminho de casa, logo imaginei que era impossível uma pessoa não se preocupar com a língua materna e com as mudanças que ela sofreu recentemente, afinal este assunto está em pauta há no mínimo oito meses. Logicamente sempre haverá os que não se preocupam, mas por ter sido um assunto tão falado julguei que a resposta positiva seria esmagadora, até porque a escrita está presente em cada parte de nosso dia. E foi aí que tive plena certeza de que a realidade sempre é pior do que se imagina.

Ao contrário do que eu poderia imaginar mais de 55% dos ouvintes não procurou saber sobre as mudanças na ortografia; e este resultado me deixou seriamente preocupada e emputecida. Aliás, só serviu para fomentar ainda mais minha raiva pela falta de interesse das pessoas em procurar informação e tentar melhorar sua formação cultural.

Não sei se é uma preguiça enorme que toma conta da mente destes indivíduos, porém é muito doloroso ver que a maioria dá mais valor às fofocas e informações insignificantes e esquece de sua educação continuada. Ao invés disso, adora promover a multiplicação de conteúdo inútil e pouco se interessa por aquilo que realmente será válido pela vida toda. Afinal, para que serve o conhecimento?

Ah! Talvez esta falta de interesse explique porque ainda vemos imagens como esta abaixo:

Não sei de quem é esta foto, não chegou identificada. Caso você saiba me avise, para creditá-la da forma que ela merece. Daniel, obrigada por me encaminhar a imagem!

sábado, 21 de março de 2009

Guru 2.0

Se antes as pessoas buscavam nos livros de autoajuda e nas cartomantes de bairro as respostas às suas questões mais pessoais, hoje elas encontram tudo isso em apenas um clique, de forma simples e personalizada.

Não, definitivamente não estou ficando louca. A verdade é que também há indivíduos que usam o Google para pesquisar sobre seu futuro e sobre o que devem fazer diante de determinada situação. Para isso, só digitam o problema e clicam em “Pesquisa Google” e, se quiserem, ainda podem delimitar a busca por idioma.

Isto até pode soar estranho, mas o Google é para alguns usuários muito mais que uma ferramenta de busca, virou uma espécie de autoajuda 2.0, um guru modernete, uma cartomante virtual, praticamente um facilitador de questões. Quer um exemplo?

Muitos chegam até este blog (e ao seu também) digitando confissões e segredos. Digo isso porque em meu relatório de acessos sempre é possível observar as pesquisas absurdas que as pessoas fazem, do tipo "Eu aceito ou não aquele pedido de casamento?" ou "A simpatia da cueca ao contrário também serve para conseguir um emprego novo?”.

Mais do que querer saber a opinião de seus conhecidos ou o que fala horóscopo daquele dia, querem verificar o que o Google tem dizer à respeito de sua dúvida. É por isso que digo aqui que aquela simples caixinha de busca tornou-se uma espécie de confessionário na qual você pode falar o que quiser, pois o segredo será mantido só entre você e o Google. É quase que um psicólogo particular, que lhe mostra as respostas possíveis e você tira suas próprias conclusões...

E depois de toda essa reflexão tão absurda também vou ao Google. Quero clicar logo em “Estou com sorte” e ver se ele mostra as respostas aos meus problemas ou, pelo menos, os números do próximo sorteio da mega-sena...

quinta-feira, 19 de março de 2009

Boa notícia, Zin'bar na área!

O post de hoje nem é para ser considerado um post para dizer a verdade. Também é bem diferente do que costumo colocar por aqui, mas é que fiquei tão feliz com o "achado" que não poderia deixar passar! Meu querido Zin'bar reabrirá em breve, um pouco mais requintado, porém acabará com a minha saudade. Já tem até animação rolando no youtube...

Aos que também amam este lugar e querem fazer parte da comunidade no orkut, aqui vai o endereço:

http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=6496781

PS: sei que ando longe das postagens, mas é por um motivo importante. Até sábado! Beijos e obrigada pela visita ; )

quinta-feira, 5 de março de 2009

Você tem medo de quê?

Tem gente que tem medo de errar em algum momento, medo de montanha-russa, medo de ver uma lagartixa enorme na escada, medo de ficar careca, medo de perder alguém especial e de filme de terror. Outros têm medo de não conseguir fazer determinada coisa, medo da mãe do amigo, medo de novas oportunidades, têm medo de sair da zona de conforto ou de dizer algumas verdades.

Na realidade não importa do que você sente medo, pois todos temos medo de muitas coisas, é natural...

Bem, tudo isso para dizer que esta música do Lenine, cantada com a participação de Julieta Venegas, é um resumo de muitos medos cotidianos. Entretanto, não há porque ter medo em escutá-la várias vezes...