sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

É, cumplicidade, parece que foi ontem...


Tinha acabado de estacionar o carro numa vaga bem apertadinha, encontrada com sorte ao retornar do meu almoço hoje à tarde, quando o celular tocou e atendi sem se quer ver o número da ligação. Do outro lado da linha, uma voz suave e calminha disse: “Gabi, é você?” E eu imediatamente reconheci a voz da pessoinha simpática dizendo: “É sim, é a Natália?”. E teve início, então, uma conversa breve, porém muito animada e cheia de saudade com uma amiga muito querida, que não vejo pessoalmente há, no mínimo, uns quatro anos.

Apesar de parecer uma situação trivial para muita gente, a conversa fluiu como se não tivéssemos parado de nos ver, como se tivéssemos nos falado ainda ontem ali, na esquina, ou em outro lugar qualquer. Quatro anos recuperados em menos de dois minutos, numa conversa breve – porém ótima – ao telefone celular.

Juro que adoro quando isso acontece, pois é quando a cumplicidade demonstra que o tempo não é capaz de influenciar uma relação entre duas pessoas que se gostam e que se respeitam pelo que são. Na realidade fico ainda mais impressionada pelo fato desta tal de cumplicidade se manifestar sempre sorrateira e como ela seleciona a dedo seus eleitos, como nos tira da rotina de uma forma tão simples e tão marcante ao mesmo tempo.   

É uma delicia saber que a tal da cumplicidade, apesar de ser descrita negativamente pelo dicionário, é capaz – pelo menos para mim – de tornar o dia um dia ainda melhor para se viver e como ela consegue fazer voltar no tempo, fazer parecer que foi apenas ontem... 

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Sorrindo à la Amélie Poulain...

Dona Monalisa que me perdoe, mas se há um sorriso muito mais enigmático e que reflete sua percepção ou sentimento em qualquer tipo de situação, qualquer tipo mesmo, este só pode ser o de Amélie Poulain. Você pode até não conhecê-la ou não ter ideia de quem possa ser esta nobre criatura – a Mona é bem mais popular, convenhamos -, mas nem por isso precisa ir correndo ao Google e bater o dedinho do pé no batente da porta pela pressa-curiosa para saber ou ver quem é esta tal fulaninha e como é seu sorriso, pois a resposta está mais próxima do que se pode imaginar. Dúvida? Vamos lá!

Pense num momento em que ficou com uma vergonha alheia tão absurda e que precisava disfarçar seu desconforto ou então numa situação em que você está ouvindo tanta besteira daquele chato de galocha que nem pode responder, para não se prejudicar ou prejudicar outras pessoas. Se ficar difícil imaginar isso, então recorde aquele dia em que o céu estava lindo e você ficou feliz ou  abriu a geladeira, comeu com fúria o último doce maravilhoso que estava lá e, ainda lambendo seus lábios, alguém chega e pergunta: aonde está o doce que tinha deixado separado aqui? E você, descaradamente, diz: não sei, que doce era? Também vale aquele dia no qual você ligou o rádio e lá estava sua música predileta tocando ou quando você ouviu uma frase super engraçada na conversa acalorada na mesa ao lado e não pôde rir por estar num almoço sério de negócios.

Pois bem, não importa a situação. Quando realmente não podemos manifestar os sentimentos da forma que desejamos ou quando estamos bastante desconfortáveis, envergonhados e não podemos transparecer lá surge ele, ao lado direito ou esquerdo ou nos dois cantos da boca, o bendito sorriso da Amélie. Eu disse que não precisaria pesquisar no Google para entender o sorriso da moça, pois ele transparece em todos nós como uma manifestação misteriosa que quer se mostrar e se esconder ao mesmo tempo, como uma expressão em que nossos lábios ficam sem controle e se distendem ligeiramente, aquela coisa sem graça ou com graça.

Seja branco ou amarelo, frouxo ou largo, com aparelho ou sem: sempre há momentos e motivos para sorrimos à la Amélie Poulain (até rimou!). E o melhor é que nem precisamos ser a Audrey Tautou para fazer isso... 


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

O verdadeiro galo da madrugada...


Estava lá, num sono gostoso e profundo, quando comecei a ouvir um galo cantar todo animado. Na minha cama, de pijamas, quentinha e não entendendo muito bem se era parte do sonho maluco que estava tendo ou realidade, ouvia o bendito galo cantar sem parar. Até levantei para ver que horas eram, pois o bichinho estava tão afinado que só deveria estar dando boas-vindas a um novo dia com sol e céu claro.

Para minha surpresa, porém, o sol estava longe de aparecer: eram 2h30 da matina, em plena sexta-feira,  17 de agosto de 2012, e o bichinho a cantar sem parar. Do outro lado da história, eu, que estava desfrutando do sono profundo e fui surpreendida com tanta cantoria, querendo recuperar e voltar ao sonho maluco e ao soninho gostoso. Contudo, o galo continuou por muito tempo com seu repertório; o mesmo tempo, aliás, que eu levei para voltar a dormir.

Durante os demorados minutos em que o galo cantor dava seu show particular em algum quintal perto de minha casa, comecei a me lembrar ensonada que eu mesma já tive um bichano deste. Às 2h45 da manhã,  comecei a recordar deitada na cama a boa época em que morava no fundo da casa de meu avô, quando fui a uma festa do Dias das Crianças e voltei de lá com um pintinho amarelinho, presente sem noção e típico da década de 1980. Nem preciso dizer o quanto eu adorava o animalzinho.

Eis então que o pequeno pintinho – sem malícia, por favor, este é um texto de família! – se tornou um galão, forte, com penas avermelhadas e que ficava desfilando no quintal lá de casa, ou melhor, da casa de meu avó, exibindo-se às galinhas. Lembro-me que amava tanto aquele galo que eu até corria atrás dele para brincar, corria tanto que quando ele cansava logo e ia se esconder do lado do vaso sanitário, para recuperar o fôlego, lá no banheiro da minha tia. Galo esperto, diga-se de passagem.

E assim a história seguiu, feliz e por um bom tempo, até o dia em que fui viajar com meus pais. Aproveitando a minha ausência, meu avô enxergou o galo de outra forma que eu, não como um bicho amigo, mas dentro da panela; transformou-o num belo almoço de domingo. E eu, assim que voltei da viagem, procurando pelo bichano, fui informada que ele tinha ido morar em outro lugar, que tinha me deixado um abraço. Inocência, mesmo que triste fui fazer alguma outra coisa e só soube o que aconteceu com o meu galo de fato anos mais tarde, quando já tinha idade para entender e sabia o que era quase destino certo desta espécie. E fiquei pensando "tadinho do galo, nem nome ele tinha!", quando percebi que já eram 3 horas da matina. 

Meu galo que tragicamente foi para a panela, então, fez-me voltar a escutar o cantar do bendito galo que me acordou, tirou-me do sono maluco e que me fez retornar lá no quintal da casa do meu avô. Neste momento, juro que desejei do fundo do meu coração que o cantor sem relógio fosse à panela, não o maratonista que eu tinha. Contudo, quando cheguei a esta conclusão acho que era tarde, estava no sonho maluco de novo...

Crédito da foto: divulgado no Google Imagem

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Ficando feliz por nada novamente...

Há períodos em nossas vidas nos quais não nos identificamos com absolutamente nada. E nesta fase, caro leitor, tudo costuma ser sem graça, pois não há nada que nos tire da mesmice de sempre e da rotina chata. Nestes tempos difíceis nenhum barzinho tem a coxinha que gostamos, nenhum livro é digno de nossa atenção na prateleira da livraria, nenhuma banda consegue criar uma nova canção que nos agrade, nenhum prato de comida se torna objeto de nosso desejo, nenhuma fotografia consegue nos emocionar, nenhum filme consegue entrar para a lista dos mais queridos, nenhum assunto é digno de se tornar uma crônica e – pasmem, sobretudo os seres do sexo feminino – nem as vitrines das lojas de sapatos e roupas em promoção de 80% conseguem nos entreter e nos fazer abrir as carteiras.

E quando isso acontece, a falta de identificação com algo complicado ou simples, ficamos mal humorados, chatos e repulsivos. Sim, chatos de galocha, daqueles que não queremos perto nem hoje e nem nunca, que não sorriem nem quando seus cachorros de estimação os recebem felizes e balançando o rabo igual corda de pular na velocidade “foguinho”. E eu estava assim, um ser totalmente insuportável, apático e que não conseguia se identificar com nada. Mas como diz meu sábio avô Cid, depois de toda borrasca sempre vem uma boa surpresa.

E meu avô realmente estava certo. Estava lá na esteira da academia, em uma noite fria de quinta-feira, lendo uma revista qualquer para me distrair durante o tempo de aquecimento para ir à musculação quando uma das professoras de lá, a Gi, veio em minha direção com um livro na mão, com um sorrisão no rosto – e ela está grávida, então era um lindo e grande sorriso mesmo – e me disse “Acho que você vai adorar este livro, é a sua cara!”. Entregou em minhas mãos o livro “Feliz por Nada”, com crônicas da Martha Medeiros.

Confesso que havia lido alguns textos da jornalista por aí, há muitos anos mesmo, e naquela época nem sabia o que era uma crônica. Anos mais tarde e completamente apaixonada por este gênero literário, tenho aproveitado cada frase da Martha. Ela tem tudo na dose certa, talento, simplicidade, objetividade, passa longe da autoajuda – ufa! – e sabe fazer o que eu sempre quis desde que resolvi fazer jornalismo: despertar, no ato, a identificação do leitor com o que eu sou capaz de escrever.

E pronto, nem preciso dizer que bastou algumas páginas para que eu pudesse sair finalmente da zona de conforto e da apatia, voltar a me identificar com algo, sensibilizar-me mais e voltar  a me inspirar. Uma delícia voltar à normalidade de se identificar com o próximo, mesmo não o conhecendo; de rir com coisas simples, de saber que todo mundo tem uma amiga com complexo de namorado, de também achar que nem tudo é digno de foto e de se sentir próxima da realidade, sem frescura e sem muitos adjetivos. Como é bom ficar feliz novamente e de forma mais fácil do que o esperado, com uma boa dica de leitura na esteira da academia...


Se você se interessou pelo livro, é este aqui. Se clicar aqui, conseguirá mais informações! ;)

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

O surto da panqueca...

Há quem já tenha perdido o controle com uma fechada no trânsito, com a falta de comprometimento de alguém ou com conversa paralela no cinema. Há também quem já tenha perdido as estribeiras com cliente folgado, com o atendente mau educado ou com o atraso de entrega do item comprado pela internet. Conheço até uma pessoa que rodou a baiana porque disseram que ela tinha o braço gordo e gente que briga pela vez no aparelho de musculação na academia, mas confesso que até hoje não tive o prazer de conhecer mais alguém que tenha surtado por causa de uma inocente panqueca. E, sim, por uma pequena panqueca, fria e um dia passada (pelo menos era de carne!). 

Sinto-me até envergonhada por compartilhar este momento tão mesquinho, infantil e egoísta de minha vida adulta, mas já armei um circo em casa, xinguei meio mundo e quase registrei um boletim de ocorrência só porque meu pai - que é pouco esganado, só para registro, mas que o amo mesmo assim - foi lá e mandou para dentro a bendita panqueca que separei no forno para almoçar no dia seguinte. Sim, chorei igual criança neste dia, quando cheguei em casa mal humorada, esfomeada e abri a portinha do forno e pensei "cadê a panqueca?". Foi como se alguém tivesse me batido com um martelo na boca do estômago, que estava bem danadinho e mau humorado naquele dia. Minha mãe teve até que fazer uma panqueca para eu sossegar e ficar calminha, calminha. Após o episódio, inclusive, pensei até em escrever a minha própria versão do livro "Quem mexeu no meu queijo?".

Bom, e agora que compartilhei este fato inútil e menosprezível de minha existência explico o "porquê" de fazê-lo, um motivo bem justo por sinal: a cada dia que passa, o ser humano perde o controle dos sentimentos e saí por aí descontando nos outros sua insatisfação pessoal. Se não concorda comigo, acesse agora mesmo o seu perfil no Facebook - se não tiver ainda, pode ser no Google+, no Twitter, no Orkut ou olhe pela janela - e veja o quanto o povo age como se não houvesse o amanhã e fica transferindo a busca pela eterna felicidade a terceiros. Transformam seu descontentamento com algo em um motivo para causar a discórdia no mundo, para culpar o outro por sua insatisfação pessoal...

Não seria mais fácil assumir a culpa de que você não está bem e que ninguém tem nada a ver com isso, hein? A carne é fraca e a da panqueca é ótima, mas isso não é motivo para desrespeitar o próximo em atitudes que só prezam pelo próprio umbigo. A irritação pessoal não pode prejudicar as outras pessoas. Eu mesma, como todo ser humano repleto de defeitos, tenho me policiado - e muito! - e lutado para ter mais calma, serenidade e a fazer da paciência a minha aliada, sobretudo para aceitar o que não posso mudar, como o apetite do meu pai. Só quero ver se isso vai funcionar a próxima vez que a panqueca não estiver no forno, mas tudo bem. Perder a esperança é o que não se pode, vale a pena tentar!

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Minha forma de celebrar o 20 de julho...

No decorrer de nossas vidas conhecemos muita gente. Gente legal, gente estranha, gente exótica, gente chata, gente mentirosa, gente chique, gente preguiçosa, gente engraçada, gente alta, gente magra, gente carinhosa, gente que fala errado, gente verdadeira, gente atrasada, gente que leva pimenta no bolso, gente que vê bonecos se mexerem sozinhos (!!!), gente gorda, gente torta, gente baixa, gente quieta, gente que só por Deus, gente animada, gente míope, gente divertida, gente convertida, ou seja, gente de tudo quanto é jeito. Adjetivos realmente não faltam quando o assunto é conhecer gente, desde o momento em que damos nosso primeiro suspiro e assim também será até o último.

Contudo, o engraçado é que em poucos casos – pouquíssimos mesmo, os verdadeiros costumam ser  raríssimos – tem gente que deixa de ter um dos tantos adjetivos existentes e que distribuímos em julgamentos por aí e se transformam em um substantivo feminino ou masculino, só depende do gênero da “gente”. Neste momento, a gente deixa de lado o termo usado 23 ou 25 vezes em apenas dois parágrafos deste texto e começa a empregar uma outra palavrinha para defini-lo melhor: amigo.

E quando esta outra palavra passa a ser usada é porque na relação entre você e o afortunado começam a ter vários verbos: proteger, confiar, ajudar, dividir, rir, chorar, compartilhar, consolar, defender, acolher, entender, escutar, abraçar, dentre tantos outros. Estes verbos, inclusive, costumam render momentos maravilhosos e nos dão força em outros nem tão bons assim, mas sempre são acompanhados por, no mínimo, dois sujeitos, nunca sozinhos.

E é justamente quando isto acontece, em raríssimos momentos da vida, é que temos ciência que ganhamos um irmão de verdade, alguém que fica ao nosso lado e nos aceita do jeito que somos mesmo que seja difícil e apesar das nossas 352.684.635.241.646² manias chatas. E se para o seu pai, sua mãe, seu marido, sua esposa, seu filho ou à sua filha isto é difícil, imagine agora para alguém que nem tem a obrigação de lhe aturar? Isso que dizer que esta pessoa – aquele ou aquela que eram só gente, ao início deste post – realmente gosta de você, que lhe quer bem e que lhe dá a oportunidade de se tornar alguém melhor, pois está disposto a dividir contigo o que pode lhe oferecer de melhor!

E quando isto ocorre de verdade, meu amigo ou minha amiga, devo lhe dizer que a relação também ganha outro nome e vira uma amizade para a vida toda. Torna-se algo semelhante, honesto e lindo, como que o Pequeno Príncipe fazendo de tudo para cuidar de sua amada rosa. Realmente tem gente que tem o poder de transformar a nossa vida em fantástica, lúdica, querida e mais fácil, simplesmente especial. Que poder tem os verdadeiros amigos e amigas.

Imagem retirada da busca do Google

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Somente para as mulheres...


Se você é homem já logo adianto e o aviso: não continue a ler este texto, pois escrevo hoje exclusivamente às mulheres e sobre algo que tenho certeza que já nasce conosco, que está no DNA feminino. Além do mais, é sobre um assunto que, quase sempre, é algo que não o interessa e realmente não quero que perca seu tempo. Agora, leitoras queridas (se houver mais que uma por aí), realmente se eu fosse vocês continuaria a ler este post até o fim, pois se o texto não lhe servir de nada e/ou se não for de seu agrado, prometo que, pelo menos, a dica de leitura será boa e proveitosa. 

Muito bem, chéries, agora vamos lá, vamos falar sobre aquilo que nos deixam ouriçadas e que, tenho certeza, desperta nossa atenção sempre (em umas mais e em outras menos, mas sempre desperta). Falo hoje sobre uma palavra curta, composta por 
duas sílabas - duas vogais com duas consoantes - e que parece sempre música boa aos nossos ouvidos: moda. Sim, senhoras e senhoritas, essa palavrinha mágica que mesmo sendo tão pequenina consegue transformar o nosso dia e ser motivo de inspiração para separamos um bendito "troquinho" - quando sobra do salário, é claro, pois sou pão dura assumida - para dedicar a ela no fim de cada santo mês. 

Aliás, o fato de querer compreendê-la melhor foi o que me incentivou a comprar no início deste mês um livro, que há tempos paquerava descaradamente nas prateleiras de qualquer livraria que ia: "A parisiense", de Ines de la Fressange. Para mim, ele nem deveria ser considerado um livro, mas um verdadeiro manual de instruções e sobrevivência às mulheres que, da mesma forma que esta que vos escreve, não entende as tendências, as cores, as padronagens, como combinar estampas e absolutamente nada disso!


Para começar, o livro tem uma linguagem tão bem humorada que já deixa o dia mais leve. Depois, as páginas são bem coloridas, são atrativas, têm conteúdo e a impressão da edição realmente está maravilhosa. Somando à parte física, Ines aborda o tema com tamanha facilidade que dá vontade de abraçá-la e de sair colocando em prática o que ela nos ensina. Juro que as dicas têm dado muito certo, que tenho aproveitado muito melhor o momento de me vestir para me divertir e já vejo as peças de roupa -  por aí e dentro do meu armário - com olhos mais carinhosos e seletivos. Inclusive, o livro reforça um conceito que norteia grande parte do que deveria ser levado em consideração nas decisões diárias de qualquer ser vivo: somente o necessário, o extraordinário é demais. Por isso, digo que esta leitura é obrigatória e nos deixa nas nuvens,  daqueles livros "não empresto de jeito algum!" 



E se você se interessou pelo livro, clique aqui para ler um trecho dele disponibilizado no site da Veja. Tenho certeza que não irá se arrepender! E às que precisam de uma ajuda diária para se inspirar e ver que se pode usar de tudo à la brasileira, tem o blog "Um ano sem Zara", que já acompanho há algum tempo e que sempre me surpreende em bom gosto, além de ser bem humorado. ;)

quinta-feira, 14 de junho de 2012

A verdadeira cena romântica...

Sei que o Dia dos Namorados é celebrado em 12 de junho. Também já sei que a data já passou e que não consigo fazer com que o romantismo seja uma característica pessoal. Sinceramente, nem ligo muito para este tipo de comemoração, mas não há como não ser envolvida indiretamente neste "climão" típico, que norteia as festividades comerciais e que paira sobre os coraçõezinhos que enfeitam as lojas por aí. Este "climão", aliás, tem feito com que ultimamente eu me lembre sempre de uma cena que, para esta pessoa que vos escreve, transparece o que realmente deveríamos celebrar no dia dos namorados: nada pode ser tão ruim assim quando temos a felicidade de compartilhar, lado a lado, momentos diversos com a pessoa amada. Nem que a pessoa que está ao seu lado no elevador tente matá-lo(a) - é isso mesmo - esta cena, que completa é bastante forte e dá até aflição, resume em gestos concretos o que o amor pode ser, em sua totalidade!    



sexta-feira, 18 de maio de 2012

Nossa trilha sonora de cada dia...

Já percebeu que às vezes - no meu caso, todos os dias - vários momentos vividos na rotina diária ganham uma trilha sonora especial e pessoal, até não dividida por ficar somente no pensamento, com músicas que decidem tomar conta de nossas mentes do nascer ao por do sol ou até mesmo no decorrer na semana? Pode ser aquele maledeto "tchereretchetche", aquela canção da galinha magricela (sim, aquela mesmo que bota um, que bota dois e que bota três...) ou, ainda, aquela musiquinha gostosinha que toca na rádio e que você nem lembra a letra e nem sabe de qual banda é.

Não importa, o ser humano tem esse incrível dom de assimilar a música com vivências e mesclar experiências com ritmos e letras, que casam exatamente com cada situação. E com base neste breve comentário, digo que hoje estou bem assim, igual a música da Mallu Magalhães. Confesso que não me simpatizo muito com ela, mas esta canção realmente me conquistou e até me inspirou na escolha do vermelho para a cor do meu batom hoje! Espero não estar ficando louca...



segunda-feira, 12 de março de 2012

Mulher mais clássica que isso não deve ser possível...

Agora são exatamente 22h29. Na TV Globo acabou de começar aquela porcaria do Big Brother, no canal do Silvio Santos o rato faz a festa e na Bandeirantes o CQC mostra a escalada aos telespectadores, chamando à presença do Pânico. Contudo, a programação da televisão brasileira - graças a Deus - não é o motivo deste pequeno relato, caro leitor, até porque há muito tempo a deixei para lá. Peguei emprestado o computador da minha mãe, neste  horário no qual eu geralmente já estaria entregue às maravilhas do sono profundo,  porque não pude conter a satisfação de realmente desfrutar de um um momento único e que celebra a feminilidade escondida ou aflorada em cada uma das mulheres que habitam este mundão a fora. 

E olha que não estou falando de ter comido um baita pedaço de chocolate ou uma bela trufa de maracujá na semana que antecede à famosa e temida TPM. Refiro-me, na realidade, ao melhor filme típico de mulherzinha que já vi. Juro que nunca pensei que poderia existir uma exemplificação tão fiel e que conseguisse reunir todo o tipo de mulher existente em apenas uma, nem mesmo na definição contida em qualquer dicionário. Mas, para minha grata surpresa, o que parecia ser impossível está registrado em uma película de 1961, por meio da mais que maravilhosa Audrey Hepburn, no "Breakfast at Tiffany's" ou, simplesmente, "Bonequinha de Luxo".


Não sei como só pude vê-lo apenas com 27 anos de existência neste planeta, pois deveria ser um manual de entendimento da própria personalidade feminina e pedido como item obrigatório na lista de material escolar lá na pré-escola. Deveria estar na base curricular da educação infantil, ser exibido nas salas de aula como um manual, com utilidades significativas às mulheres e também aos homens. 

Duvido que exista outra uma personagem por aí que em tanto exemplifique as diferentes fases e faces de um ser complexo tal como somos nós, criaturas do sexo feminino. Demonstra como podemos ser tudo e nada ao mesmo tempo, somatiza nossos piores defeitos às melhores qualidades. É o ser  a eterna poderosa sem deixar de ser indecisa, corajosa, desastrada, engraçada, insegura, caipira e desmedida, tudo ao mesmo tempo. É ser mulher, mulher mesmo, em seus melhores e piores dias! 


E agora que eu já falei, conseguirei ir dormir feliz da vida, pois consegui acalmar a mulherzinha ansiosa que habita este meu ser. Nada poderia ser mais clássico que isso...