A sina de Gabriela…
Se tem uma música que tem ecoado na minha cabeça nos últimos dias é “A Sina de Ofélia”, a versão brasileira da “The Fate of Ophelia” de Taylor Swift. Aquela melodia melancólica, com versos que falam de um destino de sofrer, de se afogar nas próprias águas, de aceitar a dor como algo inevitável, até parecia um espelho perfeito: o ano me arrastava para o fundo, e eu, quase sem resistência, parecia deixar. Mas não, caro leitor, a história não deve ser assim… E foi exatamente nesse questionamento que 2025 se revelou o ano mais transformador da minha vida. Não só porque completei 40 anos (um marco importante na vida de qualquer mulher), mas porque foi o ano em que me tornei, de verdade, uma. E uma bem forte e que sabe quem é. Mas não foi fácil assim. Foi o ano em que paguei todos os meus julgamentos. Paguei a língua mais que boletos. E, olhando tanto em perspectiva quanto em retrospectiva, acho que foi a melhor coisa que poderia ter me acontecido. Foi o ano em que me vi sozinha em m...