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Mostrando postagens de junho, 2009

E o que faço agora, com o diploma rasgado em mãos?

Queria fazer uma graduação e lá fui estudar o que eu sempre quis: Curso escolhido: jornalismo, sonho de criança que iria se realizar; Investimento: mensalidade do curso, transporte, alimentação, muitos livros, encadernações e cópias, fitas mini-DV, aluguel de câmera e cinegrafista, idas e vindas de São Paulo e Brasília para entrevistas, contas absurdas de telefone (por causa das entrevistas), etc; Consequências do investimento: pai, mãe e Gabi se matando de trabalhar e se privando de muitas coisas, com dinheiro contado para tudo; Duração: quatro anos estudando feito louca semiótica, teorias de comunicação, história da arte e do jornalismo, português, infografia, filosofia, técnicas de redação para TV, rádio, jornal e revista, jornalismo científico, investigativo, cultural, esportivo, econômico e tudo sobre assessoria de imprensa. Isso sem falar do tempo dedicado aos projetos semestrais de Iniciação em Jornalismo e outros trabalhos que tomaram noites e noites de sono... Ufa! Os quat...

Melissa chuta ao gol...

Melissa adora futebol, mas ninguém a deixa jogar. A turma da sua rua é só de meninos e ela só pode brincar quando é queimada. Por isso, fica assistindo e pensando em como seria bom se estivesse ali, jogando com todos eles. Após cinco minutos não se controla e pede para entrar na partida e os desafia, afinal quem poderia perder para ela? Eles riem, não dão a mínima e ela continua a cutucá-los. “Será que não querem perder para uma menina?”. Melissa entra no jogo como café-com-leite e fica responsável em proteger o canto esquerdo do campo, somente do lado da grande área (que na rua é bem pequenina), é quase uma gandula. No início, só busca as bolas que são chutadas com força para fora do campo. Na realidade ninguém quer deixá-la jogar, justificam dizendo que não querem machucá-la. Melissa não é de reclamar, porém começa a desanimar no meio do jogo. A bola parece algo inatingível, longe da sua realidade e o caminho mais provável naquela partida - na qual ela era uma jogadora praticamente i...

Ela, ele...

Ela acha que ele é uma gracinha há tempos, enquanto ele disfarçadamente tenta esconder seu enorme interesse por ela... Ela fica totalmente sem jeito quando ele está por perto, enquanto ele se controla para não derrubar tudo e beijá-la ali mesmo, na frente de todos... Ela aceita um convite para jantar, enquanto ele comemora a nova conquista... Ela espera um anel de noivado, enquanto ele só pensa em fazer as coisas na hora certa... Ela consegue a joia rara, enquanto ele procura um novo apartamento para os dois... Ela quer dormir, enquanto ele ainda insiste em namorar... Ela descobre o quão chatas são as manias dele, enquanto ele tenta não descobrir as dela... Ela fica brava por ele nunca se lembrar do dia dos namorados, enquanto ele pensa que isso é uma bobagem e que a única coisa que importa é gostar tanto dela...