sexta-feira, 19 de julho de 2013

Aos que também batem fora do bumbo...

Não sei se reparou ou se teve tempo para refletir sobre, mas ao longo da vida desenvolvemos uma certa capacidade quase que sobrenatural de atrair ou afastar determinados tipos de pessoas. Para alguns essa característica é chamada de carma, contudo, não me identifico em nada com essa terminologia, sobretudo porque o tal carma mais me lembra o jeito caipira de se pedir um pouco mais de paciência para alguém. Por isso, caro leitor, peço para você total licença para me referir a essa capacidade como um dom.

Autorização concedida (espero eu), tenho que confessar que esse dom tem a força máxima de atrair em minha vida pessoas que batem totalmente fora do bumbo. O que seria isso? Você pode me perguntar, pois logo respondo: são seres humanos exóticos, que não compartilham da vida alheia, que gostam de piada ruim, que dão gargalhada alto, que passam o dedo no pote de iogurte quando está no fim ou que, numa tarde qualquer lhe acompanha num cafezinho quetinho, lá da sala proibida.

São os que gostam de coisas simples da vida, que ao luxo dão poucas oportunidades, que dão foras que até Deus duvida, que falam alto, que gostam de comédia romântica, de livro ruim  e que com seus jeitos e trejeitos únicos são indispensáveis. São amigos, com o dom máximo de deixar a vida ainda mais divertida, com uma habilidade inigualável de fazê-lo se sentir melhor quando você mais precisa. E aos meus amigos, neste 20 de julho, desejo que continuem a ter o dom de fazer do bumbo algo para se tocar totalmente fora... 

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