Postagens

Mostrando postagens de 2008

Quero fugir para o México!

Desde pequena tenho uma admiração pela cultura latino-americana e sonho em conhecer o México. Não, essa vontade não surgiu assistindo Chaves quando era criança ou com as superproduções da teledramaturgia mexicana, é uma vontade nata que não sei de onde surgiu. Talvez seja porque eu goste bastante de ler sobre os costumes e tradições desse povo tão rico em ensinamentos ou ainda por seus monumentos tão singulares. Na verdade, me encanta saber que aquele lugar é um paraíso com paisagens maravilhosas e únicas, praias e construções com milhões de anos, contribuições de gerações antigas. Mas ao mesmo tempo em que me admiro com tanta beleza também me amarguro com a pobreza de um povo que sofre tanto ou mais que o nosso e isso não é encantador para ninguém. Quem sabe um dia vou para lá, onde as comidas são mais quentes e as músicas mais dançantes. Nome duplo eu já tenho, só falta a passagem!

Arruma tudo aí, gente! É quase hora de votar...

Estava à caminho de casa, voltando do trabalho e ao chegar em minha querida cidade comecei a perceber várias mudanças evidentes. Sinalização de trânsito exemplar, ruas antes esburacadas asfaltadas novamente (nem preciso fazer manobras estúpidas para desviar dos buracos), luzes mais marcantes, policiais na rua e entre outras coisas mais muita, muita, mais muita tinta verde e branca. Confesso que essa situação foi um pouco estranha para mim, pois percebo o oposto disso todos os dias em pequenos detalhes. Mas para ressaltar estas mudanças, caso ninguém tenha percebido, dois jornais locais estampam na primeira folha às sextas-feiras notícias pré-escritas e sem autores, que ressaltam todos os investimentos municipais gastos em paredes verdes e em outras coisinhas que nem vou comentar. O grande benemérito? Justamente quem pauta e determina as notícias do município, nem preciso citar nomes. É engraçado e nojento como as coisas começam quando as eleições estão próximas. Sempre as mudanças mais...

Heróis de infância...

Ao recordar a infância é inevitável não relembrar com saudosismo desenhos animados, programas da TV Cultura e as peripécias de alguns super-heróis. Por isso não é difícil de acreditar que muitos, assim como eu, também recordam felizes da vida os personagens que tornaram esta época ainda mais divertida e gostosa. No meu caso também posso incluir uma figura importantíssima, que conheci quando nem era tão criança assim... Já era uma “pré-adolescente” quando o Gilberto começou a freqüentar a rua em frente de casa. No começo foi estranho porque ele tinha seus 40 anos e queria ficar mais próximo da turma, que tinha entre 8 e 13 anos. Entretanto, aos poucos percebemos que o Giba não era um adulto de verdade, era até mais inocente que muitos de nós que tínhamos 1/3 da idade dele. Tornou-se um fiel amigo. Talvez isso explique porque mesmo depois de tanto tempo ainda lembro a forma que ele chegava na rua, gritando desde a esquina “Oba, oba, pessoal!”, com uma pronúncia balbuciada, eufórica co...

Depois que eu falo ninguém acredita...

Eu não posso fazer nada, porém essas coisas só acontecem em Valinhos. A primeira notícia eu não acreditei, contudo é verdade. Mas para relatar serei breve e objetiva: 1) Uma pessoa aqui da cidade que tentou ficar famosa no programa Ídolos, quando era do SBT, se candidatou a vereadora. Preciso falar alguma coisa? No mínimo ela vai querer ser eleita para tentar cantar no microfone da Câmara Municipal em dia de sessão, mas mesmo assim ninguém vai querer ouvir. Peço por gentileza que chamem o Sacomani para dar um jeito nela novamente... 2) ¡ Caramba* ! Já começou a palhaçada de pintar muros com nome de candidatos, carros de som e banners por todo lugar que você olha. Será que isso faz com que as pessoas votem mais em você? 3) Domingo foi carreata e fogos de artíficio, hoje cidade enfeitada com números e amanhã? Espere só para ver... * Agora virei uma mocinha educada, 'de garbo e elegância', e nada mais de palavrões em meu vocabulário, quer dizer, nem tantos assim...

Já chegou a hora!

Opa! Amanhã todo mundo sabe que é dia de votar e será uma data muito especial, porque depois de quase dois anos voltarei a fazer cobertura ao vivo e será logo das eleições municipais, aqui em Valinhos mesmo, pela rádio da cidade . Já estava cansada de só escrever coisas institucionais ou de assessoria, jornalismo de campo sempre é mais divertido, está no meu sangue. Fui convidada por meu ex-chefe (salve, salve Fernando D'Ávilla) e estou muito feliz com a oportunidade, pois foi nesta rádio que me ajudaram a crescer profissionalmente. Trabalhei lá durante um ano e era responsável pelo conteúdo jornalístico da manhã, apresentava o jornal e era convidada no programa Revista da Manhã, do qual tenho muita saudades também. Entretanto, mesmo quando estava lá nunca peguei cobertura de eleições municipais e estou ansiosa para fazer parte daquilo de novo. Tudo bem que já cobri desde jogo de futebol à referendo e greves, mas as eleições nem se compara! Bem, ontem foi a reunião que decidiu os ú...

Olhar ao redor sempre é bom...

Sou do tipo de pessoa que fica preocupada com tudo, muitas vezes por excesso de cobrança que tenho comigo mesma. Mas há momentos em que percebemos o quão infantis são essas preocupações quando comparadas à realidade de muitas pessoas. Escrevo isso porque soube que um amigo meu está com câncer e em fase de tratamento da doença. Ele tem a minha idade, 23 anos apenas, e assim como tanta outras pessoas passa por um momento difícil, o qual tenho certeza que vai superar... Aproveito para deixar um texto da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (ABRALE), que tem uma campanha muito importante: A Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (ABRALE), ao lado da Secretaria Municipal da Saúde; da Associação da Medula Óssea de São Paulo (AMEO); e o Hemocentro da Santa Casa de São Paulo, concentram esforços para divulgar a importância da doação da medula óssea, oferecendo informações sobre a importância e os procedimentos sobre a doação voluntária. "Precisamos acabar com os mitos sobre a ...

Beleza barata...

Realmente não há mais o que inventar. Pela ditadura da pele perfeita, as mulheres são capazes de tudo e mais um pouco. Não estou as julgando e dizendo que isso é errado, até porque sou apaixonada por cremes e não vivo sem filtro solar ou hidratante. Contudo, há coisas que passam da vaidade para o exagero e que chegam a assustar até quem gosta de passar seus dermocosméticos queridinhos. Digo isso porque estava navegando pelo site de notícias G1 e fui surpreendida pela notícia de uma novidade em tratamento da pele. Como trabalho como jornalista em uma empresa de dermocosméticos e princípios ativos para beleza e saúde, é óbvio que teria que checar a informação. Eis então que leio: “Por beleza, coreanas passam 'creme de barata' no rosto”. Peraí, 'creme de barata'? Isto mesmo. Na esperança de ficarem mais jovens e bonitas, as mulheres aplicam uma espécie de máscara facial com o extrato de baratas, que são moídas vivas pouco antes da aplicação na pele. Tem até um vídeo no You...

Perguntar dói, e muito!

Não importa o lugar, quando o assunto é petulância e má educação todo nós estamos sujeitos, ainda mais quando se quer algum tipo de informação importante – a coisa mais normal do mundo a um jornalista. Escrevo isso porque fico revoltada e puta da vida ao ler que algum repórter apanhou enquanto trabalhava, como o jornalista que foi agredido por torcedores austríacos em uma transmissão ao vivo. Além da física, outro tipo de agressão que me tira do sério é a implícita, que vai desde desligar o telefone na cara, fazer de conta que não ouviu/entendeu ou até mesmo tirar sarro da situação, sendo que você precisa escrever sobre aquilo e não ouvir piadas do assunto. Mas, sem dúvida, a de não ser levado a sério é ainda pior, principalmente por aqueles que renegam ao jornalista justamente aquilo que é a base do seu trabalho: o direito à informação. Neste quesito, alguns assessores e puxa-sacos são experts e conduzem com maestria a falta de ética que pode haver no relacionamento com a imprensa (a...

Desligue a TV e vai ler um livro...

Há quatro anos eu não sabia o que era chegar em casa tranquilamente e assistir um pouco de televisão após o trabalho, já que os últimos foram dedicados totalmente à faculdade de jornalismo e a todas as atividades possíveis que ela me oferecia (sim, sempre fui nerd! rs). Contudo, cada vez mais fico decepcionada ao ver canais que repetem fórmulas antigas de histórias, outros que apelam ao irreal e, principalmente, com os que usam o corpo de mulheres e homens e o assunto ‘sexo’ para alcançar o máximo de audiência. É incrível disto tudo é justamente a forma como o sexo é tratado hoje em vários lugares, o que me incomoda bastante. Não sou puritana, acho que todos podem ser livres para fazerem o que quiserem, mas tratar isso como forma de status, luxo, riqueza e como diferencial da sua personalidade já é outra coisa... Na realidade muitas pessoas utilizam o tema sexo para parecerem modernas e avançadas, à la Sex in the City , fogem da sua própria idéia para estar na moda. Aliás, nunca havia ...

Vou comprar uma cartola...

Já vou logo avisando que este post é bem idiota, mas não pude deixar de escrevê-lo. Desde adolescente eu sempre quis saber o real motivo do Slash (guitarrista do Guns N' Roses) usar uma cartola e finalmente encontrei a resposta para esta dúvida juvenil! Com certeza não mudará sua vida e é tão simples que chega a ser engraçada (pelo menos para mim): "fiquei contente quando descobri que afundando o meu novo acessório ao máximo possível na cabeça eu podia enxergar tudo, mas ninguém poderia me ver. Alguns podem dizer que um guitarrista se esconde atrás de seu instrumento, mas minha cartola era uma reconfortante barreira impenetrável adicional" (Slash, p.114, 2008). Dá para perceber que ele encarava seu principal acessório como se fosse um escudo no qual ficava protegido, vendo tudo acontecer ao redor. No livro ele chega a dizer isso. Tudo bem que algumas substâncias o ajudaram a enxergá-la desta forma e muitas outras coisas, mas isto não vem ao caso. Para dizer a verdade est...

Se puder ler hoje...

Meu gosto pela leitura começou quando eu tinha uns três anos lendo "Maneco Caneco, chapéu de funil", mas perdi este livro que ganhei da minha Tia Renata poucos anos depois. Foi então que comecei a procurar e a ler outros, para achar meu novo livro/texto predileto. Essa tarefa é muito difícil, mas depois de tantos anos já tenho alguns favoritos... Se você me perguntasse hoje: "hey Gabi, qual texto/livro/autor você mais gosta?", eu com certeza diria que adoro crônicas e sugiriria quatro textos excelentes: - Homem no Mar, do Rubem Braga; - Ser brotinho, do Paulo Mendes Campos; - O nascimento da crônica, de Machado de Assis. Opa, faltou um! Mas esse é um livro-reportagem e não crônica. Mistura história de uma pessoa, do Brasil e muito jornalismo investigativo. A idéia de tornar uma história individual em história pública é algo que me encanta, e posso dizer que Fernando Molica, um dos meus escritores e jornalistas prediletos, faz isso com maestria. Para quem gosta de hi...

Quantas vezes você já sentiu idiota hoje?

Pelo dicionário, idiota é quem diz ou faz tolice, que sugere ou constitui idiotice e que tem comportamento idiota, resposta idiota. Seu antônimo é esperto. O fato é que esse adjetivo está presente no dia-a-dia de cada pessoa e, pelo menos para mim, é definido mais como um sentimento que me toma alma muitas vezes. Ontem mesmo ao sair para trabalhar me senti assim, tão idiota. São aproximadamente 20 minutos de minha casa até o outro lado de Campinas, então a melhor forma de tornar esse tempo mais agradável é ouvir música. Até ai tudo bem, mas eu sou do tipo de pessoa que não se contenta em ouvir somente, preciso provar sei lá para quem que também sei cantar todas as músicas do CD, até porque ouço várias vezes a mesma canção. Quando o cantor pensa que pode gritar então, ai que solto a voz mesmo; horrível, porém tento cantar. Já imaginou a cena? Tenho certeza que metade das pessoas que passam com seus carros ao meu lado pensam que sou louca, idiota mesmo. Olham com cara de que nunca fizera...

Infância (des)controlada

Juca jogava bola todos os dias. Corria para lá e para cá com a pelota debaixo do braço chamando os vizinhos para participar. Sempre brincava de esconde-esconde e toda vez queria ser o último a correr ao pique e gritar ‘Salvo o mundo’, para que todos os que haviam sido pego antes voltassem à brincadeira. Não gostava nada nada de brincar de ‘rei da rua’, pois achava muito mais divertida a idéia de salvar o mundo. Os anos passaram, a bola e o esconde-esconde ficaram para trás. As mulheres passaram a ser mais interessantes e o estudo virou prioridade. Juca começou a trabalhar e formou-se em engenharia. De fato, queria construir algo melhor, mas os projetos eram bem mais limitados a prédios e construções públicas. Nada mais de salvar o mundo. Havia crescido. Casou-se aos 30 anos e após dois anos Matheus nasceu. Muito dedicado, sempre quis estar presente na vida do filho - também seria uma ótima oportunidade para recuperar todas aquelas brincadeiras de criança. Mas as coisas mudaram bastante...

Novas idéias...

Tenho acordado ultimamente com o pé direito. Novas idéias para colocar em prática, faminta por novidades e mais aberta a novas propostas. Calma, calma, nada que atinja o nível pessoal, mas se falar em profissional essa história muda completamente de direção. Muitos livros têm me influenciado nos últimos meses. Nada de abordagens políticas ou afins, deixei isso um pouco de lado, tenho prestado mais atenção aos diferentes estilos de escrita e posso dizer que aos poucos estou achando o meu. Tudo bem que todo mundo nasce com um estilo peculiar, mas não é nada mau aprender mais sobre outros e se basear em boas coisas. Vamos ver o que vem por ai...

Descontraído...

Esse texto é bem simples, mas a intenção foi muito legal. A idéia inicial era escrever uma carta de despedida a um grande amigo de trabalho, mas não sabíamos como fazer. Como ele tinha muitas histórias engraçadas e tiradas rápidas, procurei saber entre as pessoas que trabalhavam conosco quais eram as melhores. A escolha foi bem difícil, mas selecionamos as mais marcantes. Para que a carta tivesse tudo a ver com ele, que é muito bem-humorado, decidi que o melhor era fazer o texto como se ele tivesse escrito a nós. E deu certo. Todo mundo que trabalhava conosco gostou e ele ficou bem feliz com a homenagem. Para quem não o conhece, talvez pareça um texto sem fundamento, mas para quem conviveu diariamente com ele, durante quase um ano, vai entender o que quis dizer. `·.¸¸.·´´¯`··._.· `·.¸¸.·´´¯`··._.· `·.¸¸.·´´¯`··._.· `·.¸¸.·´´¯`··._.· `·.¸¸.·´´ Prezadas, Há quase um ano, quando mostrei todo meu expertise e know how (leia-se com sotaque à lá Gimenez), não imaginava tudo o que poderia ...

More than high society beautiful people

Sentada em uma mesa luxuosa, rodeada de pessoas, algumas conhecidas, não me sinto à vontade. A primeira coisa que vêm à cabeça é de que deste mundo não faço parte e me fizeram ser, em momentos, parte dele. Absurdo, mas nem tanto assim. Várias pessoas gostariam de estar em meu lugar agora e, para surpresa alheia, eu simplesmente não gostaria. Não vejo graça em vestidos que mais parecem lustres, em sapatos bem mais caros que um mês de trabalho para muitas famílias e em roupas que ficariam melhores se não fossem combinadas. São mulheres de ‘garbo e elegância’ produzidas para mulheres, homens que só as observam e que, no fundo, estão loucos para ir embora e trocar seu traje de gala por uma bermuda. Não vou dizer que não gosto de sair bem-vestida, mas a combinação de frescura com luxúria me parece perigosa, melhor acreditar que para estar bem arrumada é preciso ter senso. Situações simples e conversas divertidas/sinceras certamente têm mais glamour, afinal prestariam mais atenção em você do...

Você tem medo de quê?

Tem gente que tem medo de errar em algum momento, medo de montanha-russa, medo de ver uma lagartixa enorme na escada, medo de ficar careca, medo de perder alguém especial e de filme de terror. Outros têm medo de não conseguir fazer determinada coisa, medo da mãe do amigo, medo de novas oportunidades, têm medo de sair da zona de conforto ou de dizer algumas verdades. Na realidade não importa do que você sente medo, pois todos temos medo de muitas coisas, é natural... Bem, tudo isso para dizer que esta música do Lenine, cantada com a participação de Julieta Venegas, é um resumo de muitos medos cotidianos. Entretanto, não há porque ter medo em escutá-la várias vezes...