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No mínimo confuso...

Intervalo de curso, estava lá conversando com minha amiga Amira e eis que um menino vem na minha direção para dizer oi. Olho para ele e falo de cara, feliz da vida: “Nossa, Johnny, quanto tempo eu não te via, no mínimo uns seis anos, desde a época do colegial!” e já vou apresentá-lo para Amira , dizendo que ele havia estudado comigo, que jogava RPG junto com ele e mais uns amigos e blá blá blá (relembrando as boas e inesquecíveis épocas do colégio). Até ai tudo bem, pois como uma pessoa educada é bom fazer as apresentações. Entretanto, ele vira e fala: “Nossa, Mariana, acho que fazia uns dois anos que não te via, não seis...”. Dei risada e respondi que meu nome não é Mariana, mas Gabriela e ele solta uma gargalhada “Puts, é mesmo! Você vivia falando que eu parecia esse Johnny aí...” Fiquei de todas as cores possíveis e me senti mais uma vez uma idiota de carteirinha, para variar. Por um momento esqueci que eu tenho o dom de confundir pessoas em situações tão simples quanto esta. A conv...

Bem ou não, que esteja sambalelê!

Dizem que Sambalelê realmente não tem lá muita sorte. Mesmo doente e com a cabeça quebrada todo mundo quer lhe dar uns tapinhas, só por diversão. Talvez isto explique porque eu odiava tanto esta canção infantil; pensava que se não a cantasse poderia deixar o coitado em paz para se recuperar, tranqüilo em sua casa. Lembrando com vergonha disso muitos anos depois e bem mais crescidinha (deixando a altura de lado), hoje vejo ‘sambalelê’ de uma maneira bem diferente... “Já sei, lá vai ela escrever algo chato ou romântico sobre o tal de Sambalelê!” , podem dizer os que leram o primeiro parágrafo, mas não é bem assim. Nunca tive uma paixão arrebatadora pelo tal da cabeça quebrada e não gosto de romantismo, o Rafael sabe muito bem. Apenas comecei a escrever isto por ter uma relação amistosa com a palavra ‘sambalelê’, que considero muito interessante. Não sei se a culpada desta minha opinião foi a Ruth Rocha, que tem uma coleção de clássicos que leva este nome, ou se é porque 'sambalelê...

O dia seguinte...

Oba! As eleições terminaram, os eleitos já foram devidamente anunciados nas cidades com primeiro turno e agora fica o resultado do período de campanha, mas não estou falando da felicidade e da tristeza dos candidatos não... Quem mora perto de escolas que serviram como local de votação sabe exatamente do sentimento que toma conta da minha alma neste momento. É incrível como as pessoas confundem seus santinhos eleitorais com confete, os jogam por todo lugar e fazem da rua um verdadeiro salão, como se fosse um carnaval. No mínimo muitos pensam que os eleitores são fanfarrões vestidos de palhaços, que devem dançar no mesmo ritmo da marchinha deles, no meio da porcalhada. O engraçado – ou trágico – é que estes mesmos candidatos que jogam seus papéis ao vento e colocam placas por todo o canto querem se eleger para transformar a cidade num lugar melhor para se viver, pelo menos era para ser assim. Mas como querem fazer algo de bom se já começam sujando as ruas e deixando tudo por ai, jogado? ...