E ele está apenas começando...

Estava na casa da minha tia Renata, ajudando a montar um painel para escola na qual ela dá aulas de português. Era uma espécie de jornal-mural que ela produziu junto com suas turmas para comemorar os 40 anos da escola municipal Júlio de Mesquita Filho, de Campinas.

Para adiantar um pouco as coisas para ela, comecei a digitar os textos dos alunos do 5º ano (4ª série) sobre os perigos do cerol. Li vários bem redigidos, uns que não expressam tanta vontade e outros normais. Foi então que me deparei com uma letrinha bem pequenininha, de um estudante chamado Eric Alexandre. Achei uma graça o jeito dele escrever, porque dá para perceber o cuidado que teve em desenvolver a história e passar para uma folha de caderno. Não aguentei ao ler uma criança escrevendo na linguagem certa para o público de sua idade e tive que postar uma pequena parte do texto aqui:

"O cerol matou muita gente e apesar de ser uma brincadeira de criança virou uma arma mortal (...). O cerol é usado muito por crianças porque elas pensam assim: - Se eu não usar vou acabar sem a pipa. Mas será que vale a pena arriscar vidas para não perder uma pipa de 50 centavos?

O cerol pode machucar muitas pessoas e eu digo NÃO ao cerol. Estão aprendendo muitas lojas que vendem cerol e em algumas cidades a regra é não usar."

Juro que achei o máximo o jogo de palavras, a simplicidade de pensamento e a forma clara de se expressar. Coloquei em minha seção de bons textos porque ainda lerei muitas coisas deste menino...

Eric, continue assim!

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