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Tarefa impossível...

Pediram-me para escrever esse texto dando um conselho para alguém querido. E juro que gostaria muito de cumprir esta nobre tarefa, tal como me fora requerido. Contudo, reconhecendo meu real tamanho e meu lugar neste imenso mundão, sinto-me incapacitada pelo simples fato de ser um ser humano tão errante quanto você deve ser. É, caro leitor, o que eu teria capacidade de ensinar? Ou o que eu poderia dizer (escrever neste caso), para te ajudar? Realmente não faço a mínima ideia porque eu mesma estou passando pela maior transformação de minha vida.   Mas posso compartilhar contigo que, acaso ou fatalidade, qualquer tipo de ação exige atitude que seja firme diante qualquer situação. Seja para escolher o pó de café no mercado ou na iminência de algo que possa transformar a sua vida. São valores que norteiam as escolhas, e escolhas exigem posicionamento. E é justamente isso que não tenho assertivamente neste momento.  Em meio à minha indecisão e insegurança, e na tarefa de escrev...

Incrível é ter você…

Pele com pele, boca com boca.  Só de pensar dá um arrepio gostoso, a barriga gela e já surgem na imaginação todos aqueles movimentos e sincronismo que só duas almas gêmeas são capazes de ter.   Pensar em você tão perto, com o melhor cheiro e beijo, é o mais próximo que se pode chegar da perfeição.  Quando sua perna fica junto da minha, ou quando acaricio ou deito em seu peito, é como se fosse transportada para um local só nosso, de onde não quero sair. Quando você beija meu ombro e desce suavemente suas mãos pelo meu braço, pegando na minha mão e entrelaçando seus dedos nos meus, sinto-me convidada a fazer parte do seu mundo. Seu desejo explícito me excita. Sua pegada e seu olhar, que refletem tudo aquilo que quer viver e fazer, só reforçam a minha vontade de estar com você.  É o tipo de coisa que você não imagina que existe e, quando encontra, não vê a hora de vivenciar de novo. Que sensação incrível é ter você!

Controle de nada…

Bem que gostaríamos, mas a gente não consegue controlar nada em nossa vida. Por mais que queiramos ou pensamos que podemos, esse é um enorme erro.  As coisas são do jeito que devem ser porque são reflexo de múltiplas escolhas tomadas ao mesmo tempo, por inúmeras pessoas, que refletem diretamente em cada passo que damos, você e eu, todos os dias.  Essa falsa ilusão de controle, de que podemos determinar a forma que queremos que algo seja, faz-nos acreditar que o acaso é mera coincidência, mas ele não é.  A aleatoriedade é uma fatalidade, não importa o que  desejamos. As somatória das escolhas é que regulam tudo. 

Aquela história que será para você…

Há muitas histórias que merecem ser escritas, mas não são todos os leitores que as merecem ler. Talvez seja por isso que estou tão receosa em começar a escrever uma, em específico, que me faz pensar nela dia, tarde e noite, e que já sei os detalhes de cor.   A narrativa, contudo, está em plena elaboração. Os protagonistas ainda estão descobrindo com intensidade seus reais papéis dentro do enredo como um todo. Seus antagonistas também já existem, para causar a tensão que lhes é esperada. Além disso, outros personagens, lados e vertentes têm tomado forma, mas tudo continua em construção.   São muitos contextos, conflitos e sentimentos profundos a analisar e organizar. Também há muitas decisões importantes a tomar e que - certamente! - vão mudar todo o fim da história. Ainda não sei se a conclusão será feliz ou triste, pois isso vai depender do enredo e das decisões a serem tomadas pelos protagonistas. Sinceramente, espero que sejam as melhores e positivas.  E também almejo...

Eles…

Já se passaram meses desde então. A data jamais vão esquecer, porque os transformou para sempre. E não se sugere isso simplesmente por nada. É fato que uma revolução iniciou desde que o inevitável se tornou real, por dentro e por fora, dela e dele.  Sabem o motivo, estavam felizes lá. Fugiram, ensaiaram e remediaram muitas vezes, mas sabiam que hora ou outra só iria acontecer. Se fecharem os olhos tudo se torna novamente nítido diante deles, a qualquer momento. Às vezes ficam relembrando, mas há momentos que param. É que coisas assim não deixam a mente quieta. Na realidade, tornam-se memórias tão revisitadas que os moldaram e os conduziram a um caminho que nunca pensaram em percorrer. Nem ela, nem ele.  É, ele sabe bem como ela é e vice-versa. Percorrendo o caminho, ele sabe que ela recria qualquer cenário. É que ela sabe falar com ele de verdade, de uma forma que ele jamais imaginou ser possível. Aliás, ele notou isso mais de uma vez. Com leveza, ele vive tudo aquilo novament...

Eu sou dessas...

Não sei se você é desse tipo de pessoa: se manda uma mensagem de áudio no WhatsApp, você se escuta para ver como ficou. Sim, eu sou dessas, e reconheço que esse hábito já me salvou de alguns contratempos. Mas, se não bastasse ouvir meu próprio áudio, tenho outro péssimo hábito agregado, pois também pego de tempos em tempos, sem querer, para reler as coisas que escrevi há alguns anos. Quando faço essa ‘releitura’ de mim mesma por vezes me surpreendo, algumas negativamente e outras positivamente. Às vezes não acredito que escrevi algo tão pobre ou tolo, ficando envergonhada; e, em outras, custo a reconhecer que mandei realmente bem. E hoje foi um desses dias. Enquanto meu marido está aqui estudando, lembrei desse espacinho aqui só meu e resolvi dar aquela velha nova espiada. Aí vem aquele sentimento mesclado de vergonha e orgulho, parágrafo a parágrafo, que sempre toma conta do meu pensamento. Lembranças ruins e boas me levam sempre a relembrar porque parei um tempinho da minha vida para...

Meu xadrez pessoal…

O  tabuleiro não era de madeira fria, mas de chão vivo, pulsante, que se movia conforme o coração da jogadora acelerava. Cada quadrado respirava junto com ela, claro e escuro, luz e sombra. No meio, firme em seu espaço limitado, estava o rei. Ele não era apenas uma peça: era uma pessoa, alguém que ela precisava proteger a qualquer custo. Do outro lado, a falsa dama escarlate, ardilosa e ladina. Avançava com movimentos calculados, sempre buscando a brecha, como quem sabe que a força bruta não se vence sozinha. Sua presença pesava, ameaçava, engolia o ar. Não era reflexo, não era dúvida interna. Era inimiga real, disposta a derrubar o rei. A jogadora, por um instante, sentiu-se pequena demais. Não conhecia as regras, nunca havia jogado essa partida. Mas já estava dentro dela. E, mesmo sem saber como, precisava mover-se. As mãos da jogadora tremiam. O coração pedia pressa, mas ela moveu apenas um peão. Um passo pequeno, quase insignificante. E ainda assim, o tabuleiro inteiro se trans...

Um simples aceno à realidade…

Era sábado de manhã e o meu marido tinha ido correr. Estávamos com o tempo apertado para uns compromissos a partir das 12 horas e eu ainda tinha que ir até o meu serviço, porque queria ter a certeza que o Pingo, o gato de rua que está morando lá há algum tempo, tinha comida suficiente para passar bem o fim de semana. No caminho da minha casa ao meu trabalho eu tenho que, obrigatoriamente, cruzar a linha férrea. E enquanto aguardava o recém-inaugurado trem de passageiros passar com seus vários vagões históricos e escutando os sinos da cancela, fiquei lá só vendo as pessoas  sacudindo suas mãos, fazendo tchau com a expressão de felizes da vida por estarem se divertindo. Entre crianças que você percebia que faziam aquilo pela primeira vez, pessoas tirando selfies e senhorinhas e senhorzinhos relembrando uma época áurea de suas vidas, lá estava eu dentro do carro e inerte aos abanos de mão. Aliás, eu e as pessoas nos carros ao meu redor, que mais queriam passar um por cima do outro que...

Barney Stinson tinha razão...

Sinto informar, mas este post não tem como objetivo escrever sobre a série “ How I Met Your Mother ” (que é boa, por sinal). Contudo, fiz questão de referenciar o segundo melhor personagem do seriado no título porque ele simplesmente estava certo quando defendia que Johnny Lawrence era o verdadeiro Karatê Kid . Seria injusta ao não dizer, ainda, que Guilherme Analisa também havia notado algo parecido com isso , mas só fui concordar finalmente quando maratonei a série  Cobra Kai .  Apesar de ter sido lançada em 2018, somente assisti as duas temporadas de  Cobra Kai  em setembro de 2020. Deixando de lado as paixonites adolescentes e a cara de tonto de Daniel LaRusso , focando no que realmente importa no roteiro, isto é, a sacada da série que foi excelente: aquele “loirão” que toma o chute na cara de  Daniel LaRusso  é o (merecido) destaque. Mais que isso: você passa a torcer àquele que todos amaram odiar no primeiro filme.  Admito que gosto bastante qua...

Foi o que ela disse...

Juro que não conseguia entender o sucesso da série The Office. Chegava a revirar os olhos quando a via passando em algum canal e já trocava, sem ao menos dar uma chance. Mas essa repulsa, talvez, tenha existido por eu não ter insistido em chegar até a segunda temporada. Aí que tola que eu fui!  Mas nesta quarentena, enfim, eu me redimi ao decidir assisti-la após ficar órfã da excelente Parks & Recreation. E ainda bem que fiz isso, pois The Office merece todo o reconhecido sucesso e tem um dos melhores roteiros que já tive a oportunidade de (felizmente) maratonar. Os personagens são apaixonantes, mas não a curto prazo. Você se envolve a médio e a longo prazo (e está aí algo admiro num roteiro, pois é algo dificílimo de se conseguir). Episódio a episódio você não sabe se ama ou se sente vergonha, ou até compaixão, pelo chefe Michael Scott. Senti todas essas coisas, sobretudo vergonha alheia, e passei a realmente admirar e a entender porque Steve Carell é o que é. Vendo The Office...