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A democracia na aula de muay thai...

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Após um dia do segundo turno das eleições presidenciais no Brasil, logo depois de sair do trabalho, fui para a aula de muay thai, como de costume às segundas-feiras (quando consigo sair a tempo do serviço).  Chegando lá, enquanto passava a atadura, vivenciei a mais pura aula democrática: uma conversa com “representantes” legítimos da esquerda e direita, logo após da mais importante eleição do Brasil republicano.
Enquanto os que defendiam  eleição de Jair Bolsonaro comemoravam a vitória, os petistas (e não petralhas nesse caso) participavam da conversa tirando sarro uns dos outros, usando as frases das memes e da autointitulada “resistência”, além das “fake news”, que foram amplamente divulgadas no decorrer da campanha eleitoral.

E fiquei lá, só observando com atenção aquele reboliço (muito democrático por sinal). E notando minha quietude,  perguntaram em quem eu tinha votado e, diante da minha resposta, imediatamente me incluíram nas brincadeiras e na conversa. Eram canhotas e destros …

Histórias para ninguém...

Nem me lembro mais quando foi a última vez que parei para escrever sobre algo que eu realmente tivesse vontade. Sério, parei para pensar e eu não me lembrei mesmo. 

Depois de muito esforço para recordar, parei e imediatamente comecei a escrever, pois esse raciocínio é preocupante. É ainda pior quando você trabalha o dia todo redigindo para muitas pessoas diferentes (muitas mesmo), em diferentes meios de comunicação.

Você manda até sinal de fumaça se precisar passar uma informação ao seu leitor, mas quando você é incapaz de se lembrar porque faz tanto tempo que não escreve mais para você, aí dá um aperto no peito. Até lhe faz debater internamente quando foi que deixou de ser quem é de verdade. 

Escrever por mim, para mim, tornam as histórias boas o suficiente para eu ter a liberdade de escrevê-las para você, para ele, para ela, para todos os que queiram ler. Se o jornalista não escreve para ele, ele é incapaz de escrever para alguém.

A menininha do vestiário...

Havia acabado de sair da aula de natação. Segui em direção à área coletiva de chuveiros do vestiário feminino, separei os itens do banho, escolhi o box, mudei a temperatura (para deixá-lo no quase frio) e liguei a água. 
Antes mesmo de fechar a porta para um pouco de privacidade, observei uma menina de óculos rosa me olhando sem piscar; não sei por quanto tempo ela estava ali. Acho que ela tinha uns oito anos, tinha cabelos castanhos claros e segurava uma calça comprida. Era uma menina muito bonita, que com o olhar me impediu de fechar a porta. Com a cabeça meio tortinha, ela nem piscava.  
Curiosa que sou, disse oi para ela e ela me disse oi de volta. Nunca havia visto ela por lá. E antes mesmo que eu tentasse fechar a porta para tomar banho, ela saiu igual a uma metralhadora: 
- Sabia que eu tomo banho aí também? Seu chinelo é igual da minha mãe. Ela calça 34 e eu brinco com os sapatos dela. Sua bolsa é esta preta? Que bonitinho o chaveiro que tem nela. Hoje eu também nadei nessa p…

O poder da oração...

Peço licença aqui para compartilhar esta oração que gosto muito e que está no livro do Padre Alberto Gambarini, o "Orações aos dias difíceis". Aos que não acreditam, por favor, ignorem a postagem. Mas aos que acreditam, convido-lhes para incluí-la em seu dia a dia se assim desejar.

"Por isso vos digo: tudo o que pedirdes na oração, crede que o tendes recebido, e ser-vos-á dado" (Mc 11, 24)

Meu Jesus, em vós deposito toda a minha confiança. Vós sabeis de tudo, Pai e Senhor do Universo, sois o rei. Vós que fizeste o paralítico andar, o morto a voltar a viver, o leproso a sarar, que vedes minhas angústias, minhas lágrimas; bem sabeis, divino amigo, como preciso de vós.

A minha conversa contigo, Senhor, dá ânimo e alegria para viver. Só de vós espero com fé e confiança. Se for de sua vontade, divino Jesus, peço para que antes de terminar esta conversa possa encontrar graça, com fé e gratidão ao Senhor. Iluminai meus passos, assim como o sol ilumina todos os dias ao ama…

Os limites de 2016...

Não tenho sido uma pessoa muito otimista (pudera de estar começando o texto já com uma negativa). Também tenho meus motivos: 2016 está sendo um ano em que tenho sido testada em tantos limites, que ver a vida com os filtros do Instagram tem se tornado tarefa impossível.

Inicialmente estes limites eram apenas físicos, daqueles que você tenta superar em seus treinos e dos quais me orgulhava em estar realmente progredindo. E nesta progressão, quando estava porreta de boa, encontrei o dito limite, que me levou a deixar a corrida de lado por um bom tempo e a ter que abandonar a parte mais importante de uma rotina pesada (e que amava) de treinos, para exercitar a paciência de meu corpo. Objetivos foram deixados de lado e uma pequena parte de minha alegria também. Quem é corredor apaixonado sabe do que estou falando.

Depois do físico meu emocional passou a ser testado de diferentes formas. A depressão de um ente mais que amado me fez perceber que até o ser humano que parece ser o mais forte p…

Um, dois, três ou 33...

Relutei para escrever sobre isto, mas não pude passar ilesa nesse verdadeiro bombardeio de julgamentos digitais feitos contra a adolescente de 16 anos, que foi à polícia e disse ter sido violentada por, pelo menos, 30 homens em uma comunidade no Rio de Janeiro (RJ) no último dia 21.

Este texto, aliás, é quase um vômito bem na face da maior parte das pessoas que falam e julgam a situação. Não fazem ideia a dor da violência sexual e as consequências que seguem dia após dia, ano após ano, na alma feminina e de sua família. Somente quem passou por alguma experiência similar sabe a insensatez de quem fala deste assunto sem saber. Por isto, parei de relutar e decidi escrever.

Minha história
Aos 12 anos comecei a sofrer uma série de tentativas de abuso sexual dentro de minha própria casa, ou melhor, na casa de meus avós paternos. As investidas só não se consumaram porque meus pais – graças a Deus! – sempre construíram comigo uma relação muito aberta de confiança e de muita conversa, com ling…

Os anjos da vida real...

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Aprendi que eles ficam ao nosso lado do início da vida até a morte. Acompanham-nos em cada passo e são responsáveis por nossa proteção no mundo terreno. A fé cristã os defende como seres tão maravilhosos que cada pessoa tem um deles para cuidar de si, um anjo para chamar de seu.

Tal como um guarda pessoal, o anjo da guarda fica ao nosso lado para nos conduzir à vida até o último suspiro. Contudo, sempre acreditei que além da existência destes seres espirituais tão especiais, que também temos anjos na forma humana. E eu me sinto muito abençoada, porque tenho muitos destes anjos reais perto de mim e guardo na lembrança muitos outros que, felizmente, passaram por minha vida.

Hoje, 28 de abril de 2016, por exemplo, um dia típico de outono, desfrutei da existência de vários deles presencialmente, por telefone, por WhatsApp e por e-mail. Eles não têm asas e tampouco sabem voar, mas sabem como levar esperança e bondade a um ambiente; desfrutam de uma luz própria tão forte que aquecem qualq…