domingo, 27 de dezembro de 2009

Às vezes eu queria ser a Beyoncé...

Você deve estar se perguntando: por qual motivo este ser humano que vos escreve, com um quarto de século na cara recém-completado, elaboraria um comentário curto e idiota com o título Às vezes eu queria ser a Beyoncé?

Não, não estou ficando louca. Também não gostaria de estar casada com o Jay-Z ou de ter que ficar horas ensaiando coreografias premiadas nos VMAs da vida. Até que seria legal ser uma mulher tão linda e talentosa quanto ela, mas não a escolhi por um motivo especial.

Na realidade é que existem alguns dias nos quais você deseja ser qualquer pessoa, desde que não seja você. E se hoje me sinto assim, então por que não desejar ser a Beyoncé?

domingo, 22 de novembro de 2009

Completamente arrasadores...


Domingo, 22 de novembro. 18h42. Estou de volta em casa após um fim de semana que planejei há tanto tempo. Mesmo após um dia do show do The Killers, banda que conheci, de fato, há um ano, os refrões, letras e acordes não param de tocar em minha mente. Realmente são matadores, sem trocadilhos.

Tudo foi perfeito e essa confirmação fica mais forte a cada momento. Queria ter aproveitado ainda mais que aproveitei, mas seria impossível. Meu amigo Anderson pode confirmar isso. Me diverti sem medo de ser reprimida ou vergonha de pular como uma louca, afinal era uma no meio de tantos...

A matéria escrita pela Mariana Tramontina, da Uol, reflete bem o que senti desde o momento que pisei na Chácara do Jockey, no início de uma noite chuvosa em São Paulo, até o último refrão de uma canção que muitos tocam no jogo Guitar Hero e nem sabem o quão é linda e emocionante ao vivo.

As músicas que se tornaram inesquecíveis e marcarão este dia tão especial para mim, caso queiram conhecer:

Human
This Is Your Life
Somebody Told Me
For Reasons Unknown
Bones
The World We Live In
Joy Ride
Bling (Confession of a King)
Smile Like You Mean It
Spaceman
A Dustland Fairytale
Read My Mind
Mr. Brightside
All These Things That I've Done
Jenny Was A Friend Of Mine
When You Were Young

Só faltou mesmo I can't stay, mas não faltarão oportunidades para ouvi-la. Quero vê-los sempre que possível. Quero meu sábado de volta!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Que frescura é essa, menino?

Definida pelo Michaelis como uma qualidade, o termo frescura tem caído como uma luva em diversas situações vivenciadas pelo bicho estranho que é o ser humano. Apesar de ser um substantivo feminino e comumente associado às meninas que gritam por qualquer coisa, reforço aqui que esta palavrinha nunca pôde ser tão utilizada para caracterizar os novos trejeitos masculinos.

Já aviso que este texto não se trata da mania idiota de dizer que frescura está relacionada à sexualidade. Falo, na realidade, sobre a atitude que tem tomado conta da personalidade destes muitos mamíferos bípedes do sexo masculino, dotados de inteligência e linguagem articulada, que ultimamente estão me irritando com tantas ações que poderiam ser definidas como coisas típicas de mulherzinha.

Sim, os homens estão agindo, muitas vezes, com uma fresquidão fora dos limites aceitáveis até para a mais chata das criaturas. Atitudes infantis com discursos imaturos e fúteis, acompanhados sempre de não-me-rele-nem-me-toque desenfreado e comentários desnecessários, iguais aos diálogos idiotas das comédias adolescentes. Juro que minha vontade, às vezes, é de dar um tapa na mesa (bem forte) e gritar bem alto: “Pare de agir feito uma menina 'fresquinha' de cinco aninhos” (no diminutivo tem mais efeito).

Entretanto, enquanto ainda consigo manter a paciência, gostaria de saber como as outras pessoas reagem com esses homens de atitudes tão irritantes. Quem souber, por favor, me dê algumas dicas antes que eu enforque um!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O primeiro Gradiente realmente não se esquece...


Olha eu aí, com três anos, em plena forma, fazendo pose para foto e com a mão na cintura. Nesta época já gostava de ter franja, infelizmente usava conjuntinho combinandinho e sandália estilo gladiadora, destas que vendem a rodo na Arezzo ou na Empório Naka e que hoje tenho horror.

É legal recordar que a única preocupação que tinha, na época desta foto, era se  poderia levar meu pastor Lobo (Popou para os íntimos) para passear ou se teria que durmir à tarde obrigada pela minha mãe, que insistia que o sono da tarde era tão importante quanto o da noite, para que eu fosse uma criança feliz. Entretanto, tente explicar para uma pessoa de três anos que o sono é mais legal que enterrar o Lango-lango no quinta da sua avó? Enfim...

E como toda criança das décadas de oitenta e noventa também tinha meus sonhos impossíveis, que, neste caso, era um gravador todo colorido, com microfone e que dava para levar para qualquer lugar. Nem sabia que se chamava Meu primeiro Gradiente, mas queria muito tê-lo e, mesmo assim, não contava essa minha vontade para ninguém (característica que sempre foi muito forte em mim).

Passei noites e noites sonhando com a possibilidade de ter meu próprio microfone e poder cantar à vontade aquelas músicas que faziam parte do repertório da fita K7 que vinha junto, nem uma Barbie era tão desejada por mim. Aliás, queria ter aquele microfone para brincar de perguntar, da mesma forma que umas moças faziam na televisão. Para suprir essa necessidade, pegava uma colher na cozinha da minha avó, ia ao quintal e ficava conversando com meu pastor capa preta por várias horas; digamos que o Popou sempre foi um bom entrevistado e ouvinte, um companheiro que me faz falta até hoje.

Algum tempo passou, a brincadeira tornou-se a minha predileta e meus avós perceberam que a colher precisava ser substituída por outra coisa. Resolveram dar, enfim,  Meu primeiro Gradiente num dia das crianças chuvoso e frio, simplesmente igualzinho a este 12 de outubro. E este dia foi tão feliz que o guardo até hoje, bem pertinho de mim, para não me esquecer por nada como era bom ser criança!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O início, o meio, o fim e o recomeço...

Só de ouvir o som da palavra início o coração já começa a bater mais acelerado, as pernas tremem e os braços parecem não responder aos estímulos que enviamos ao cérebro; a sensação é de um perfeito idiota tentando controlar um simples movimento, mesmo que seja um sorriso tímido. Diante da situação, o único jeito de saber se será bom ou ruim é seguindo em frente.

Passa um tempo e tudo parece se encaixar, o corpo volta a responder àqueles estímulos e surge a confiança para aproveitar o que a situação tem a oferecer, em seus altos e baixos. Quando isto ocorre quer dizer que se chegou ao meio, aquele ponto no qual nem tudo se realizou ou se mostrou em sua totalidade ou com toda a intensidade. É a fase da descoberta, dos pés firmes no chão.

Este momento, situado aproximadamente à mesma distância do começo e do final, é que esconde a questão mais perigosa: decidir adotar permanentemente o estável ou voltar à etapa do primeiro parágrafo. Caso a segunda opção seja a desejada, inicia-se então a caminhada ao ponto extremo.

O fim gera desconforto e é resultado do esgotamento e do encerramento daquilo que não serve mais para alguém. Mesmo que não haja mais motivos para prosseguir, mesmo que o ideal pareça ser o meio, o fim é inevitável e insensível. É a resposta real ao que parece ser incorreto e injusto, o melhor para um e o pior ao outro.

Doloroso e difícil de aceitar, o fim é caminho mais triste ao renascimento. O único que consegue ensinar o quão importante é a emoção do recomeço.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Será que falta tempo mesmo?

Um amigo disse-me há alguns dias que não para para olhar o céu porque não tem tempo para isso. Juro que fiquei espantada com a afirmação e pensei rapidamente: que pessoa neste mundo não tem um minuto sequer para olhar para cima e contemplar uma coisa tão bonita?

Assim que o questionamento estampou meu pensamento logo veio a resposta, fria e direta: antes de qualquer coisa há quanto tempo eu, euzinha, não consigo parar um minuto do meu dia para ver, sei lá, o tempo lá fora pela enorme janela bem à minha frente, das 8 às 18 horas, de segunda a sexta-feira?

Podemos até dizer que a correria e as necessidades momentâneas, principalmente a eterna urgência disfarçada de falta de planejamento (sua e dos outros), são as grandes culpadas pela falta de tempo, mas a verdade é que esta culpa é somente nossa e de mais nada.

Se parássemos um minuto de nosso dia e olhássemos a beleza do céu, ou seja lá o que for que lhe deixa feliz, o dia seria mais leve, ganharia um ritmo diferente e a reclamação poderia se tornar um comentário bom.

Poderíamos até ter uma visão bem mais realista de que, na realidade, estas correrias e trabalhos são momentâneos, mas que estes pequenos momentos de contemplação, de um minuto que seja, são eternos e ficarão gravados em nossa mente, como o dia em que o céu estava tão lindo que mereceu ser admirado e registrado na memória. Ou você prefere se lembrar do dia em que teve que engolir uma resposta atravessada por toda a sua vida?

Eu, sinceramente, ainda prefiro o céu...

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Dentro de um copo d’água...

Imagine se pudéssemos ver o futuro no fundo de um copo d'água, desses que temos na cozinha de casa. Sinceramente não sei nem de qual forma isso seria possível e se gostaria de enxergá-lo.

Mas se eu pudesse ver o futuro, bem lá no fundo do copo, gostaria de ver sorrisos, abraços e gargalhadas, que quase sempre são mais engraçadas que o motivo que as geram. Queria ver chuva, mar, calor, estrelas e palavras que fizessem algum sentido, sempre que eu as precisasse ler ou ouvir. Queria ver pessoas queridas e amadas por todos os cantos, não essas que nos chateiam diariamente e que torcem com empolgação pela infelicidade alheia. Queria ver acordes, rimas e cores, de todos os jeitos.

Entretanto, se eu pudesse ver o futuro no fundo de um copo d'água seria obrigada a encarar medos desnecessários, sofreria por antecedência justamente por não poder evitar o inevitável. Teria que ver todas as decisões que teria que tomar e escolhas feitas, me limitando a seguir um caminho fixo, repleto de atitudes já definidas e com medo de que as coisas pudessem ser diferentes de tudo o que eu já sabia.

Se eu pudesse ver o futuro, no fundo de um copo d'água, certamente não viveria e apenas presenciaria a vida passar. Melhor deixar o copo para lá...

domingo, 5 de julho de 2009

Olhos de menino...

Ele não sabia como seria seu dia. Apenas entrou no carro sem perguntar nada, pois não queria mais ver o desespero daquela menina pela qual poderia dar sua vida. Durante horas se deixou levar para um local que imaginava ser obscuro, mas não tinha medo. Estava lá para ajudá-la a se localizar e a ficar mais calma; gostava do papel que tinha na vida da menina.

Há mais de 20 anos ele não passava por aquelas ruas tão distantes. Percorreu quilômetros até chegar lá e, pela janela do carro, só conseguia ver carros e mais carros, além de ouvir aquelas buzinas infernais e que tornavam o percurso um pouco irritante. Chegando ao local desejado, a menina correu para seu compromisso indesejado e ele resolveu desvendar sua curiosidade, queria clarear o que julgava obscuro.

Horas se passaram e os olhos de menino tomaram a alma deste homem; só acompanhavam as avenidas movimentadas. O azul daqueles olhos, acostumados ao verde das árvores e ao vermelho do barro, se renderam ao cinza das ruas. Sequer conseguiam alcançar a altura das grandes constuções humanas, tão brancas e cheias de vidros. Era o progesso que fazia sombra em seus cabelos grisalhos.

Impressionado com a beleza gelada daquele lugar, andou por horas enquanto esperava a menina voltar. O que julgava ser conhecido era totalmente novo ao seu pensamento. Até pensou em deixar o verde e vermelho durante um tempo para viver no branco gelado e perto do cinza. Conseguiria se habituar às novas cores.

Depois de um longo tempo a menina voltou e encontrou puro encantamento nos olhos de menino; ficou feliz. Tudo o que ela conseguia ver naquele momento era o azul se rendendo às cores frias da metrópole e também era responsável por aquilo. A falsa obscuriedade daquele lugar havia se tranformado em brilho naqueles belos olhos azuis, uma luminosidade que havia visto poucas vezes.

Apesar de gostar do verde e vermelho, o menino de cabelos grisalhos mal esperava para poder ver novamente o cinza e o branco daquela cidade em movimento. Conseguiu ver vida nas cores frias. Aqueles olhos de menino iluminaram o dia, as ruas e a vida da menina.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

E o que faço agora, com o diploma rasgado em mãos?

Queria fazer uma graduação e lá fui estudar o que eu sempre quis:

  • Curso escolhido: jornalismo, sonho de criança que iria se realizar;
  • Investimento: mensalidade do curso, transporte, alimentação, muitos livros, encadernações e cópias, fitas mini-DV, aluguel de câmera e cinegrafista, idas e vindas de São Paulo e Brasília para entrevistas, contas absurdas de telefone (por causa das entrevistas), etc;
  • Consequências do investimento: pai, mãe e Gabi se matando de trabalhar e se privando de muitas coisas, com dinheiro contado para tudo;
  • Duração: quatro anos estudando feito louca semiótica, teorias de comunicação, história da arte e do jornalismo, português, infografia, filosofia, técnicas de redação para TV, rádio, jornal e revista, jornalismo científico, investigativo, cultural, esportivo, econômico e tudo sobre assessoria de imprensa. Isso sem falar do tempo dedicado aos projetos semestrais de Iniciação em Jornalismo e outros trabalhos que tomaram noites e noites de sono...

Ufa! Os quatro anos se passaram e após tanto esforço me tornei uma bacharel em comunicação social, com habilitação em jornalismo e diploma em mãos. Sonho realizado!

Agora você vai me dizer: "Nossa, Gabriela. Está vendo como valeu a pena estudar, se dedicar ao seu sonho e conseguir se formar?". Infelizmente terei que lhe responder: não, não valeu a pena. E sabe por quê? Porque o Supremo Tribunal Federal aprovou por 8 votos a 1 a não obrigatoriedade do diploma para jornalista.

Além de jogarem no lixo minha formação acadêmica, investimentos e anos de estudo, sem falar nos meus direitos trabalhistas, anularam também o seu direito à informação de qualidade...

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Ela, ele...

Ela acha que ele é uma gracinha há tempos, enquanto ele disfarçadamente tenta esconder seu enorme interesse por ela...

Ela fica totalmente sem jeito quando ele está por perto, enquanto ele se controla para não derrubar tudo e beijá-la ali mesmo, na frente de todos...

Ela aceita um convite para jantar, enquanto ele comemora a nova conquista...

Ela espera um anel de noivado, enquanto ele só pensa em fazer as coisas na hora certa...

Ela consegue a joia rara, enquanto ele procura um novo apartamento para os dois...

Ela quer durmir, enquanto ele ainda insiste em namorar...

Ela descobre o quão chatas são as manias dele, enquanto ele tenta não descobrir as dela...

Ela fica brava por ele nunca se lembrar do dia dos namorados, enquanto ele pensa que isso é uma bobagem e que a única coisa que importa é gostar tanto dela...

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Três já é demais...

Viabilizar o terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva ou não, eis a questão.

A proposta de emenda constitucional que permite duas reeleições continuadas ao presidente brasileiro, e consequentemente aos governadores e prefeitos, é praticamente um afronte ao governo democrático e quase tão devastadora e perigosa quanto a ameaça nuclear é ao mundo.

A iniciativa do deputado Jackson Barreto do PMDB (vulgo partido em cima do muro e a favor da situação, desde que recebam algo de interesse) abre as portas para mais um problema sério, além dos já exitentes e com os quais devemos lidar diariamente: a probabilidade de aprovar uma emenda que apoiará o populismo desenfreado, acentuando ainda mais a dependência de uma população extremamente carente e pobre.

Mesmo que a proposta tenha sido devolvida ao autor pela Câmara, devemos lembrar que uma situação extremamente parecida já fez parte da história brasileira e levou a vários anos de repressão, tudo isso há menos de um século. Será que precisamos viver tudo isto de novo? Com toda certeza não.

Situações como esta dão força aos velhos ditados populares, como o que diz que as fraldas e os políticos devem ser trocados de tempos em tempos, sempre pelo mesmo motivo. Nem preciso falar o por quê, correto?

quarta-feira, 20 de maio de 2009

O "claim" da questão...

O uso exacerbado de termos em english durante uma simples conversa tem me irritado muito ultimamente. Parece que é cada vez maior o número de pessoas que start up suas frases com palavrinhas americanizadas, transformando uma resposta rápida ou um comentário banal numa verdadeira stomach ache.

Não sei quem deu o kick off nesta modinha infernal de colocar palavras estrangeiras em tudo quanto é frase, mas aposto que metade dos cidadãos que as usam nem sabem ao certo o real significado que saem de suas bocas e nocauteiam os ouvidos alheios. Na verdade desconfio seriamente que estes indivíduos não imaginam o papel de loser que fazem na frente de todos, preferindo acreditar que são o máximo por usarem little words que só enfeitam discursos fracos e ideias sem nexo.

E se você é do tipo que usa termos estrangeiros em qualquer frase em português think twice, sweetheart! Deixe para usá-los à vontade numa aula de idiomas ou em conversas nas quais sejam indispensáveis, ou senão vai continuar pagando de stupid por aí...

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Se gostar de chuchu fosse tão fácil...

A maior parte das mulheres, antes de comprar qualquer alimento industrializado para consumo rápido (leia-se aqui chocolate, sorvete, cookies e salgadinhos), certamente segue os dez preciosos passos que vou detalhar abaixo:

1. Entra no mercado decidida a sair de lá com uma coisa bem gostosa para comer;
2. Vai até a seção do produto e escolhe um;
3. Vira a embalagem e olha quantas calorias tem;
4. Ao ler o tanto de calorias do produto quase tem um ataque cardíaco e larga aquilo como se fosse uma bomba prestes a explodir e acabar com toda a vida na Terra;
5. Decepcionada vai e escolhe a versão light ou outra coisa mais saudável;
6. Faz umas contas malucas na cabeça, com aquela cara estranha, para saber se pode ou não comer aquilo;
7. Olha de novo a tabela nutricional e vê que as calorias não ultrapassam dois dígitos e que se comê-lo continuará a caber na calça;
8. Vai até o caixa do supermercado e paga o produto (sempre muito mais caro);
9. Come o que comprou, mesmo que aquilo tenha um gosto muito exótico e nada parecido com o que estava descrito na embalagem;
10. Continua com a mesma vontade que levou ao passo 1, mas agora desejando desesperadamente um chocolate, sorvete ou qualquer coisa com mais de 100 calorias por grama!

Se você é homem e não sabia deste sagrado ritual, sinto-lhe informar que nós realmente olhamos a caloria de quase tudo que comemos, ou você acha que no Mac Donald’s pedimos salada no lugar da batata frita deliciosa porque ela é mais gostosa? Acorda! Se fosse assim precisaríamos de chuchu para nos alegrar durante a TPM e não de chocolate ou sorvete de flocos!

Agora, se você é uma mulher realista poderia até acrescentar mais detalhes aos dez preciosos passos que controlam as calorias que ingerimos por dia, mesmo sabendo que idiotice e perca de tempo é contar estas benditas insconscientemente todos os dias...

sábado, 18 de abril de 2009

Deixe-se surpreender...

Uma mulher caminha pela rua e está com uma roupa muito extravagante para os padrões normais. Ela passa entre homens e mulheres e desperta olhares desconfiados, cheios de julgamentos e rótulos, mas apenas segue o seu caminho. Muitos podem achar que ela tem uma profissão antiga, outros apostam que ela não sabe como está ridícula ou ainda dizem que ela só arrumou um jeito de chamar a atenção. Aposto que nenhum diria que ela tem liberdade para usar o que quiser ou que é uma excelente pessoa; o legal mesmo é não deixar de fazer um comentário maldoso.

Vou ainda descrever uma outra situação. Um colaborador dá uma lida em um texto de um acadêmico ou de um profissional que está acima dele no organograma e, com boa vontade, decide expor sugestões benéficas ao autor. Entretanto, ao mostrar ao seu superior um novo ponto de vista, logo é esnobado ou recebe questionamentos indevidos, como se não tivesse capacidade intelectual de melhorar aquilo só por causa da sua pouca idade ou por sua colocação profissional.

Estas situações podem ser bastante diferentes, mas têm muito em comum. Ambas poderiam ser evitadas caso houvesse um sentimento que é a base para construir qualquer relação humana: o respeito. Tudo bem que esta palavra pode não fazer tanto sentido ultimamente, mas por mais que tentem colocá-la em desuso ela ainda é forte e indispensável, mesmo escondida atrás de atos e situações.

Seu uso é prejudicado principalmente pela ânsia que muitos têm em se sentir superiores, julgando ou agindo estupidamente, só para respeitar a fúria de um ego insensato. Se soubessem mais como usá-la aposto que não teríamos tantos problemas de aceitação e relacionamento. Acredito até que viveríamos mais leves, pois as coisas funcionam naturalmente quando respeitamos o que o outro é, o que ele tem a dizer, o que deseja, o que sente, o que sabe e, principalmente, o que não sabe e pode aprender.

Acho que todo este comentário poderia ser resumido em um vídeo que vi no Youtube esta semana. A situação que ele nos mostra, com todos os julgamentos e “achismos” desnecessários, é muito real e vivenciados por todos nós, seja quando somos desrespeitados ou fazemos isso com alguém. Se parássemos de julgar e deixássemos as pessoas mostrarem o melhor de si antes de mais nada evitaríamos situações embaraçosas, poderíamos nos surpreender desde o início.

Infelizmente não dá para incorporá-lo aqui, mas para quem quiser assisti-lo o link é: http://www.youtube.com/watch?v=Z-D75CWbSgY

sábado, 4 de abril de 2009

Me dá um abraço?

Você está sentado em sua mesa de trabalho um pouco triste ou precisando se animar e, de repente, dá aquela vontade de abraçar uma pessoa querida. Juro que sempre peço um abraço para quem está perto de mim, mas só àqueles que sei que realmente retribuirão o gesto com sinceridade. Entretanto, é muito comum ter um colega ao redor que olha a atitude com desdém, mesmo quando isto deveria ser totalmente normal.

Mas, afinal, o que há de errado em querer abraçar alguém ou em pedir um abraço? Diariamente pedem tantas coisas absurdas, por que não um abraço? O que há de diferente nisso, minha gente?

Definido por nosso querido Aurélio como ato de abraçar e de se estreitar nos braços de outrem, este gesto é muito mais que uma demonstração de carinho ou de educação. É a pura confirmação de que o ser humano precisa de contato com os seres de sua mesma espécie e necessita ter este momento de cumplicidade constantemente, não importa a situação pela qual está passando. Simbolicamente diria até que é uma forma de agradecimento por poder dividir o que você sente com alguém próximo, sem precisar dizer uma palavra.

Abraçar é algo mútuo e não depende só de nossos interesses individuais, é preciso que o outro também aceite o gesto, senão nada feito. Além de tudo isso mostra que não estamos sozinhos e que precisamos de conforto e proteção nos braços e no colo dos outros, não importa a idade.
Podem falar o que quiser, mas acredito nesta minha teoria absurda e não poupo ninguém: pai, mãe, namorado, cachorro, amigos... abraço todo mundo mesmo. E você, que leu este texto até o final, também pode sentir-se abraçado(a) por mim neste momento!

sexta-feira, 27 de março de 2009

Às vezes...

Às vezes me canso de escutar as mesmas músicas e acreditar que gosto delas; de ouvir falsos discursos que valorizam atitudes erradas e sem fundamento...

Às vezes me canso das pessoas, suas manias e crenças; do descaso com as atitudes corretas, frequentemente substituídas por ações mascaradas e errôneas...

Às vezes me canso da inversão de valores de toda uma geração, que ostenta o que nunca serão; da falta de juízo que passam adiante a pequenos que serão seus piores precursores...

Às vezes me canso das palavras vazias e da superficialidade das frases de efeito, que só inflam egos incapazes de suportar a realidade de suas vidas; de reações que só levam em consideração a primeira pessoa do singular, desprezando todas as outras do plural...

Às vezes me canso das pessoas que falam sem parar e do desprezo que têm em ouvir, escutar o que o outro tem a dizer; de ver como destratam aqueles que as criaram e da falta de humildade para aceitar opiniões, por saberem como é difícil mudar sua fraca maneira de agir...

Às vezes me canso de acreditar que existe justiça aos indivíduos que cometem crimes, pois estes viram vítimas e as vítimas passam ser ainda mais humilhadas; do apoio inexistente das famílias, que preferem compactuar com seus algozes e omitir problemas sérios para agradar os praticantes de atitudes desprezíveis, de fomentarem atos repulsivos...

Às vezes me canso de acreditar que somos seres desenvolvidos e superiores a outros animais; de saber que somos obrigados a perdoar a insensatez e a maldade alheia, somente para aceitar situações que não gostaríamos de vivenciar e das quais não podemos escapar...

Às vezes queria ter a capacidade de desconsiderar a estupidez humana; de não pensar em nada disso...

terça-feira, 24 de março de 2009

E a ideia deste povo continuará com acento...

Vou dizer que ando decepcionada com a falta de interesse das pessoas e com o que é dito e escrito por aí. Outro dia estava ouvindo a rádio Nova Brasil e os apresentadores do programa Radar fizeram a seguinte pergunta aos ouvintes: você já procurou saber algo sobre a nova reforma ortográfica?

Eu, a caminho de casa, logo imaginei que era impossível uma pessoa não se preocupar com a língua materna e com as mudanças que ela sofreu recentemente, afinal este assunto está em pauta há no mínimo oito meses. Logicamente sempre haverá os que não se preocupam, mas por ter sido um assunto tão falado julguei que a resposta positiva seria esmagadora, até porque a escrita está presente em cada parte de nosso dia. E foi aí que tive plena certeza de que a realidade sempre é pior do que se imagina.

Ao contrário do que eu poderia imaginar mais de 55% dos ouvintes não procurou saber sobre as mudanças na ortografia; e este resultado me deixou seriamente preocupada e emputecida. Aliás, só serviu para fomentar ainda mais minha raiva pela falta de interesse das pessoas em procurar informação e tentar melhorar sua formação cultural.

Não sei se é uma preguiça enorme que toma conta da mente destes indivíduos, porém é muito doloroso ver que a maioria dá mais valor às fofocas e informações insignificantes e esquece de sua educação continuada. Ao invés disso, adora promover a multiplicação de conteúdo inútil e pouco se interessa por aquilo que realmente será válido pela vida toda. Afinal, para que serve o conhecimento?

Ah! Talvez esta falta de interesse explique porque ainda vemos imagens como esta abaixo:

Não sei de quem é esta foto, não chegou identificada. Caso você saiba me avise, para creditá-la da forma que ela merece. Daniel, obrigada por me encaminhar a imagem!

sábado, 21 de março de 2009

Guru 2.0

Se antes as pessoas buscavam nos livros de autoajuda e nas cartomantes de bairro as respostas às suas questões mais pessoais, hoje elas encontram tudo isso em apenas um clique, de forma simples e personalizada.

Não, definitivamente não estou ficando louca. A verdade é que também há indivíduos que usam o Google para pesquisar sobre seu futuro e sobre o que devem fazer diante de determinada situação. Para isso, só digitam o problema e clicam em “Pesquisa Google” e, se quiserem, ainda podem delimitar a busca por idioma.

Isto até pode soar estranho, mas o Google é para alguns usuários muito mais que uma ferramenta de busca, virou uma espécie de autoajuda 2.0, um guru modernete, uma cartomante virtual, praticamente um facilitador de questões. Quer um exemplo?

Muitos chegam até este blog (e ao seu também) digitando confissões e segredos. Digo isso porque em meu relatório de acessos sempre é possível observar as pesquisas absurdas que as pessoas fazem, do tipo "Eu aceito ou não aquele pedido de casamento?" ou "A simpatia da cueca ao contrário também serve para conseguir um emprego novo?”.

Mais do que querer saber a opinião de seus conhecidos ou o que fala horóscopo daquele dia, querem verificar o que o Google tem dizer à respeito de sua dúvida. É por isso que digo aqui que aquela simples caixinha de busca tornou-se uma espécie de confessionário na qual você pode falar o que quiser, pois o segredo será mantido só entre você e o Google. É quase que um psicólogo particular, que lhe mostra as respostas possíveis e você tira suas próprias conclusões...

E depois de toda essa reflexão tão absurda também vou ao Google. Quero clicar logo em “Estou com sorte” e ver se ele mostra as respostas aos meus problemas ou, pelo menos, os números do próximo sorteio da mega-sena...

quinta-feira, 19 de março de 2009

Boa notícia, Zin'bar na área!

O post de hoje nem é para ser considerado um post para dizer a verdade. Também é bem diferente do que costumo colocar por aqui, mas é que fiquei tão feliz com o "achado" que não poderia deixar passar! Meu querido Zin'bar reabrirá em breve, um pouco mais requintado, porém acabará com a minha saudade. Já tem até animação rolando no youtube...

Aos que também amam este lugar e querem fazer parte da comunidade no orkut, aqui vai o endereço:

http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=6496781

PS: sei que ando longe das postagens, mas é por um motivo importante. Até sábado! Beijos e obrigada pela visita ; )

quinta-feira, 5 de março de 2009

Você tem medo de quê?

Tem gente que tem medo de errar em algum momento, medo de montanha-russa, medo de ver uma lagartixa enorme na escada, medo de ficar careca, medo de perder alguém especial e de filme de terror. Outros têm medo de não conseguir fazer determinada coisa, medo da mãe do amigo, medo de novas oportunidades, têm medo de sair da zona de conforto ou de dizer algumas verdades.

Na realidade não importa do que você sente medo, pois todos temos medo de muitas coisas, é natural...

Bem, tudo isso para dizer que esta música do Lenine, cantada com a participação de Julieta Venegas, é um resumo de muitos medos cotidianos. Entretanto, não há porque ter medo em escutá-la várias vezes...